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decepcionado

A forma decepcionadopode ser [masculino singular particípio passado de decepcionardececionardecepcionar] ou [adjectivoadjetivo].

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decepcionadodececionadodecepcionado
|éç| |éç|
( de·cep·ci·o·na·do de·ce·ci·o·na·do

de·cep·ci·o·na·do

)


adjectivoadjetivo

Que sofreu desilusão; que se decepcionou. = DESAPONTADO

sinonimo ou antonimo Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: dececionado.
sinonimo ou antonimo Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: decepcionado.
grafiaGrafia no Brasil:decepcionado.
grafiaGrafia em Portugal:dececionado.
decepcionardececionardecepcionar
|èç| |èç| |èpç|
( de·cep·ci·o·nar de·ce·ci·o·nar

de·cep·ci·o·nar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Causar ou sofrer decepção.


verbo intransitivo

2. Não ter êxito.

etimologiaOrigem etimológica:latim deceptio, -onis, decepção + -ar.
sinonimo ou antonimo Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: dececionar.
sinonimo ou antonimo Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: decepcionar.
grafiaGrafia no Brasil:decepcionar.
grafiaGrafia em Portugal:dececionar.

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Dúvidas linguísticas



Uma vez, conversando com uma pessoa que eu não conheço na Internet, ele me disse a seguinte frase: "... não faça pré-concepções prematuras". Ele quis dizer para eu não criar uma imagem dele sem conhecê-lo. Achei isso um pleonasmo. Ele disse que não, pois indica que eu fiz uma concepção antecipada e fora do tempo. Mesmo sendo estranho a pronúncia ele estava certo?
Uma pré-concepção (ou preconceito) é um conceito criado previamente ou sem fazer um exame. No entanto, isto não quer dizer que seja necessariamente prematuro, pois este adjectivo indica que foi feito antes do tempo próprio (se se entender que pode haver um tempo próprio para fazer preconcepções). Apesar de a expressão "preconcepção prematura" poder parecer pleonástica, não o é necessariamente.



Gostaria de saber qual é a forma correta para a palavra: periimplantar, peri-implantar ou perimplantar?
Para a grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990, das obras de referência consultadas, apenas o Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa, de Rebelo Gonçalves (Coimbra: Atlântida - Livraria Editora, 1947), inclui o prefixo peri- entre os que “não serão, em caso algum, seguidos de hífen” (p. 252), dando como outros exemplos os elementos de formação ambi-, anfi-, apo-, bi-, cis-, des-, endo-, epi-, exo-, hemi-, hipo-, intro-, intus-, meta-, para-, re-, retro- e tele-; a formação de palavras com estes elementos compositivos obriga à supressão do h ou duplicação do r e do s, caso os vocábulos a que se apõem se iniciem por essas letras (ex.: periepatite, birrefringente, parassífilis).

No entanto, mesmo que não houvesse menção específica a este prefixo em obras de referência, seria sempre possível fazer uma analogia com outras palavras iniciadas pelo prefixo peri- e registadas em dicionários ou vocabulários de língua portuguesa (ex.: perianal, perioftalmia, perirrenal, perissístole, periurbano), o que indicaria que a forma correcta é periimplantar, uma vez que nenhuma dessas palavras é hifenizada, nem sequer quando o prefixo é aposto a um elemento começado por vogal (perianal), por s (perissístole) ou por r (perirrenal).

Relativamente ao uso dos prefixos, o Acordo Ortográfico de 1990 prevê regras mais gerais e contextuais do que os textos legais anteriores. Segundo a base XVI, 1º, alínea b), deve ser usado o hífen «nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento: anti-ibérico, contra-almirante, infra-axilar, supra-auricular; arqui-irmandade, auto-observação, eletro-ótica, micro-onda, semi-interno.» Assim sendo, aplica-se esta regra também ao elemento prefixal peri-, pelo que, segundo este texto legal, a palavra periimplantar deverá passar a ser grafada peri-implantar.

A forma perimplantar, apesar de mais rara (segundo pesquisas em corpora e em motores de busca da internet), também não pode ser considerada incorrecta, pois trata-se da elisão da vogal final do prefixo diante da vogal do elemento seguinte. A este respeito, Rebelo Gonçalves, no seu Tratado de Ortografia da Língua Portuguesa (Coimbra: Atlântida, 1947, pp. 252-253), refere que se deve prever também "o caso de um prefixo não aparecer em forma plena, por terminar em vogal e esta se elidir ante uma vogal do elemento imediato: endartrite, etc".