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coa

Será que queria dizer côa?

A forma coapode ser[contracçãocontração] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
côacoa1côacoa1
|ô| |ô| |ô| |ô|
( cô·a co·a

cô·a

co·a

)


nome feminino

1. Acção de coar. = COAÇÃO

2. Porção de líquido coado.

3. [Brasil] [Brasil] Nata que coalha à superfície do leite tépido ou quente.

4. Erário.

5. Grande riqueza.

etimologiaOrigem etimológica:derivação regressiva de coar.
sinonimo ou antonimo Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: coa.
sinonimo ou antonimo Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: côa.
grafiaGrafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:coa.
grafia Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: côa.
côacoa2côacoa2
|ô| |ô| |ô| |ô|
( cô·a co·a

cô·a

co·a

)


nome feminino

1. [Antigo] [Antigo] Cauda.

2. [Regionalismo] [Regionalismo] [Pesca] [Pesca] Cabo para ligar redes de pesca.


à côa

[Regionalismo] [Regionalismo] Grito para avisar da presença de lobos.

etimologiaOrigem etimológica:latim coda, -ae, cauda, rabo.
sinonimo ou antonimo Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: coa.
sinonimo ou antonimo Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: côa.
grafiaGrafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990:coa.
grafia Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: côa.
coacoa
( co·a

co·a

)


contracçãocontração

Contracção da preposição com e do artigo ou pronome a.

vistoPlural: coas.
etimologiaOrigem etimológica:com + a, feminino de o.
iconPlural: coas.

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Dúvidas linguísticas



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.




Gostaria de saber qual a forma mais correcta dentro das que se seguem: "tu pareces gostar desta cidade" ou "parece que tu gostas desta cidade".
Ambas as frases que refere, “Tu pareces gostar desta cidade” e “Parece que tu gostas desta cidade”, estão correctas do ponto de vista gramatical. Estilisticamente, porém, poderá haver uma ligeira diferença: dir-se-ia que a primeira se coaduna com um registo de língua um pouco mais cuidado, sendo possivelmente mais usada num contexto formal.