Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cabocabo | s. m.
cabocabo | s. m.
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ca·bo ca·bo 1
(latim capulum, -i, rabiça do arado, cabo)
substantivo masculino

1. Parte por onde se seguram ferramentas, utensílios, etc. = PEGA

2. Fio do telégrafo submarino.

3. Fio ou conjunto de fios usados para telecomunicações ou para controlo de um mecanismo.

4. Condutor eléctrico.

5. Feixe de fibras vegetais, sintéticas ou de fios metálicos entrelaçados como uma corda (ex.: cabo de aço).Ver imagem

6. Réstia.

7. [Marinha]   [Marinha]  Corda grossa de uma embarcação.Ver imagem = CALABRE


cabo dos trabalhos
[Informal]   [Informal]  Coisa ou situação muito complicada ou trabalhosa (ex.: prevê-se o cabo dos trabalhos se o problema não for resolvido rapidamente; e assim começou o cabo dos trabalhos, porque foi preciso substituir as telhas todas).

fiar o cabo pela ponta
Largar a amarra por mão.


ca·bo ca·bo 2
(latim caput, -itis, cabeça, ponta)
substantivo masculino

1. [Geografia]   [Geografia]  Terra que sobressai da linha da costa marítima ou que forma o vértice de duas costas. = PONTA

2. Parte ou período final. = EXTREMIDADE, FIM, TERMO

3. Pessoa que chefia ou lidera. = CABEÇA

4. [Militar]   [Militar]  Militar que tem a primeira graduação inferior do exército ou da força aérea.

5. [Tauromaquia]   [Tauromaquia]  Chefe de um grupo de forcados.


ao cabo de
Ao fim de, no final de.

dar cabo de
[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Matar (ex.: a brincadeira quase dava cabo do cavalo; eu juro que dou cabo de vocês).

[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Provocar danos (ex.: arriscavam dar cabo do carro se seguissem por ali; o calor dá cabo de tudo). = DANIFICAR, DESTRUIR, ESTRAGAR

[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Gastar, esbanjar (ex.: dar cabo de uma fortuna).

[Portugal, Informal]   [Portugal, Informal]  Fazer perder a calma, o controlo ou a razão (ex.: aquela gente dá cabo da minha paciência).

de cabo a rabo
Do princípio até ao fim.

levar a cabo
Executar até ao fim. = CONCLUIR

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Dúvidas linguísticas


No novo acordo ortográfico está assinalado que os axiônimos (pronomes de tratamento e expressões de reverência) só são usados com a inicial minúscula: senhor doutor Joaquim da Silva, excelentíssimo senhor, etc. Nesse item são inseridos os títulos também apesar dessa palavra nãos estar grafada no texto do acordo, só são colocados os exemplos: bacharel Mário Abrantes, cardeal Bembo. Todavia verifiquei que há estudiosos da língua, que ao comentarem o Novo Acordo Ortográfico (1990) citam que os axiônimos e títulos podem ter o uso facultativo de inicial maiúscula ou minúscula, podendo ser escritos: bacharel/Bacharel Mário Abrantes, cardeal/Cardeal Bembo, excelentíssimo senhor Augusto Barroso/ Excelentíssimo Senhor Augusto Barroso. Afinal, as iniciais dos axiônimos e títulos podem ser escritas somente com minúscula ou aceitam o uso facultativo em minúscula/maiúscula?
O Acordo Ortográfico de 1990 altera alguns usos decorrentes das disposições do Acordo Ortográfico de 1945 e do Formulário Ortográfico de 1943, os textos legais anteriormente em vigor, respectivamente, para a norma europeia e para a norma brasileira do português.

Desconhecendo os comentários dos estudiosos da língua que refere, podemos apenas indicar que, relativamente à designação de formas de tratamento ou de reverência (axiónimos), a alínea f) do ponto 1º da Base XIX do Acordo de 1990 estipula claramente que os mesmos devem ser escritos com inicial minúscula (ilustrando com os exemplos senhor doutor Joaquim da Silva, bacharel Mário Abrantes, o cardeal Bembo), como, aliás, menciona na sua mensagem. A mesma alínea ressalva a possibilidade de se usar minúscula inicial ou maiúscula inicial apenas no caso de nomes de santos ou nomes próprios ligados à religião (hagiónimos), como santa Filomena, que também pode ser grafado Santa Filomena. A Base XIX termina com a seguinte nota: “As disposições sobre os usos das minúsculas e maiúsculas não obstam a que obras especializadas observem regras próprias, provindas de códigos ou normalizações específicas (terminologias antropológica, geológica, bibliológica, botânica, zoológica, etc.), promanadas de entidades científicas ou normalizadoras reconhecidas internacionalmente.” Esta observação não parece contemplar a facultatividade de inicial minúscula ou maiúscula no caso dos axiónimos, pelo que, à luz do texto legal, os axiónimos devem ser escritos com inicial minúscula.




Se, de fato, o novo acordo ortográfico dos países de língua portuguesa começar a vigorar, no qual será extinto o trema (¨), como saberemos a pronúncia correta do "QUE" em certa palavras como seqüestro, onde o "U" é pronunciado, e querida, onde não é.
A ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, é artificial e às vezes “pouco amiga do utilizador”. O mais das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve. No caso do trema, a sua utilização parece resolver alguns problemas, mas pode criar outros, sobretudo na aprendizagem da pronúncia a partir da escrita.

Sendo o trema um sinal ortográfico convencionado para assinalar que uma vogal não forma ditongo com outra vogal que está imediatamente antes ou depois, no português do Brasil, este sinal usa-se apenas sobre o -u- nos grupos de letras güe, güi, qüe ou qüi, para indicar que o -u- é também lido (se o -u- for tónico, em vez de um trema usa-se um acento agudo, ex.: averigúe). Mas esta regra cria também casos em que há várias grafias possíveis (como nas grafias de sangüinário/sanguinário), quando há pronúncias alternativas possíveis, o que pode criar dúvidas nos falantes.

A abolição do trema com a entrada em vigor do novo acordo ortográfico será uma questão de habituação, como para muitas outras convenções ortográficas (por exemplo, em 1945 em Portugal e em 1971 no Brasil, a abolição de distinção ortográfica com acento circunflexo diferencial em palavras como acerto [verbo] / acêrto [substantivo]), pois os utilizadores da língua ou já conhecem as palavras ou consultam obras de referência (recorde-se que o trema no português de Portugal foi instituído em 1920 e suprimido em 1945, excepto em nomes estrangeiros e seus derivados, e que isso não constringe os falantes).

Esta reflexão é particularmente pertinente se tivermos em conta que no português do Brasil, em 1971, o trema já havia sido abolido nos hiatos átonos, onde tinha a mesma função de assinalar que uma vogal não forma ditongo com a anterior. Por exemplo, em agauchar, arcaizante, juizinho, paraibano, proibição, reunião, sauval, viuvez, entre muitas outras palavras, estamos perante hiatos (isto é, grupos de duas vogais que não formam ditongo, logo pertencem a sílabas diferentes), grafados sem trema, para cuja correcta pronúncia (do ponto de vista etimológico, pelo menos) será necessário conhecer a palavra ou a sua etimologia (ex.: agauchar < gcho), consultar um dicionário que tenha essa informação (por exemplo, o Dicionário Houaiss ou o Dicionário Aurélio têm pequenas indicações de ortoépia) ou perguntar a quem sabe (que é o que fazem geralmente as crianças ou os estudantes de português).

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Palavra do dia

ma·ta·-sãos ma·ta·-sãos
(espanhol matasanos)
substantivo masculino de dois números

[Informal]   [Informal]  Médico ou curandeiro incompetente. = CHARLATÃO, MATA-SANOS

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cabo [consultado em 20-02-2019]