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cabeceei

A forma cabeceeié [primeira pessoa singular do pretérito perfeito do indicativo de cabecearcabecear].

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cabecearcabecear
( ca·be·ce·ar

ca·be·ce·ar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo intransitivo

1. Mover alternadamente a cabeça deixando-a pender e erguendo-a, geralmente como sinal de sonolência (ex.: o guarda cabeceava abraçado à carabina). = ESCABECEAR, ESCADELECER, TOSCANEJAR, TOSQUENEJAR

2. Mexer a cabeça.

3. Mudar de direcção. = DESVIAR-SE, ESCABECEAR


verbo transitivo e intransitivo

4. Acertar com a cabeça.

5. [Desporto] [Esporte] Lançar a bola com a cabeça (ex.: cabecear a bola; o jogador cabeceou e marcou).


verbo transitivo

6. [Encadernação] [Encadernação] Preparar ou aplicar o cabeceado ou a cabeçada de um livro. = SOBRECABECEAR

etimologiaOrigem etimológica:cabeça + -ear.

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Traduzir "cabeceei" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



Qual a forma correcta: frequência do quarto ou frequência no quarto ano?
O substantivo frequência é geralmente seguido da preposição de (ou das suas contracções), como indica o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjectivos (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), de Francisco Fernandes, e como atestam pesquisas efectuadas em corpora e em motores de busca da Internet.



Em https://www.flip.pt/Duvidas.../Duvida-Linguistica/DID/777 vocês concluem dizendo "pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se". Nesse caso, pelas mesmas regras ali expostas, não teria de ser "pois se trata"? O "pois" não atrai nunca próclise?
No português europeu, a conjunção pois não é geralmente um elemento desencadeador de próclise (posição pré-verbal do pronome pessoal átono, ou clítico), a qual, como se referiu na resposta à dúvida posição dos clíticos, está associada a fenómenos gramaticais de negação, quantificação, focalização ou ênfase (vd. Eduardo RAPOSO et al. (orgs.), Gramática do Português, 1.ª ed., vol. II, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013, pp. 2241-2242).


Pesquisas em corpora revelam que, na norma europeia, existem casos da conjunção pois com próclise (ex.: As despesas não aumentaram tanto como as receitas, pois se arredondaram em 26 811 contos) mas comprovam também que, estatisticamente, essa conjunção é mais usada com ênclise (posição pós-verbal do pronome pessoal átono), como na frase Em conclusão, as frases que nos enviou enquadram-se no contexto referido na alínea f), pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se. Essa tendência é também corroborada pela seguinte afirmação de Ana Maria Martins, que se debruça sobre o tema na obra acima citada: «As orações explicativas introduzidas por pois (cf. Caps. 34, 35 e 38) apresentam sempre colocação enclítica dos pronomes átonos (desde que a próclise não seja independentemente motivada) [...].» (vd. Eduardo RAPOSO et al. (orgs.), Gramática do Português, 1.ª ed., vol. II, Lisboa: Fundação Calouste Gulbenkian, 2013, p. 2299).


Na norma brasileira, dado que a tendência natural é para a colocação do pronome antes do verbo, tal como se afirma na resposta à dúvida amanhã: ênclise ou próclise?, o habitual é a conjunção pois ser mais usada com próclise (ex.: O resultado foi satisfatório, pois se conseguiu atingir o objetivo).