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bicho-carpinteiro

bicho-carpinteirobicho-carpinteiro | n. m.
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bi·cho·-car·pin·tei·ro bi·cho·-car·pin·tei·ro


nome masculino

1. [Informal]   [Informal]   [Entomologia]   [Entomologia]  Designação comum a vários insectos que corroem a madeira. = CARPINTEIRO, CARUNCHO


estar com bicho-carpinteiro
[Informal]   [Informal]  O mesmo que ter bicho-carpinteiro.

ter bicho-carpinteiro
[Informal]   [Informal]  Estar irrequieto; não parar quieto no mesmo lugar.

Plural: bichos-carpinteiros.Plural: bichos-carpinteiros.
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Dúvidas linguísticas


Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.




Segundo o acordo ortográfico em vigor até 1990 escrever-se-á "ò mãe" e não "ó mãe", contrariamente à opinião generalizada. É correcto entender-se que o acordo de 1990 revoga o uso do acento grave na distinção das palavras homógrafas heterofónicas? Não encontro justificação no texto do acordo de 1990 para que o acento nesses casos passe de grave a agudo (ver Base XII).
O Acordo Ortográfico de 1945 (cf. Base XXIV) não permite escrever *ò mãe (o asterisco indica incorrecção), uma vez que a forma ò, à semelhança das contracções à ou às, mais usuais, só poderá ser contracção da preposição a com o artigo ou pronome o. Assim sendo, e não sendo gramatical a expressão *ao mãe, também não o será *ò mãe, sendo apenas possível utilizar a interjeição ó na expressão vocativa ó mãe. Este mesmo acordo prevê ainda o uso do acento grave nas contracções da preposição pra com o artigo ou pronome o e suas flexões (prò, prà, pròs, pràs).

A utilização do acento grave na distinção das palavras homógrafas heterofónicas (isto é, para distinguir palavras que se escrevem da mesma forma, mas têm pronúncias diferentes, como o substantivo aparte e a forma verbal aparte do verbo apartar) já tinha sido abolida com o texto de 1945 (cf. Base XXVI), apenas com pouquíssimas excepções: "quando importa diferençar por meio deste acento, normalmente indicativo de abertura vocálica, certas formas que estão em homografia com outras que lhes são etimologicamente paralelas. Deste modo se distinguem: àgora, interjeição de uso dialectal (Norte de Portugal), e agora, advérbio, conjunção e interjeição; ò, à, às, às, formas arcaicas do artigo definido, e o, a, os, as."

Não se trata, então, de uma alteração preconizada pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, mas sim de uma alteração anterior. O que acontece no Acordo de 1990 (cf. Base XII) é que este texto não prevê o uso de acentos graves, excepto nas contracções à, àquele, àquilo, àqueloutro e respectivas flexões, excluindo (mas apenas de forma implícita) o seu uso em outros casos como os referidos acima relativamente ao Acordo de 1945 (isto é, não está prevista a utilização do acento grave em formas como ò, prà, prò ou àgora).

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Palavra do dia

en·xur·dar en·xur·dar

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

Sujar com ou revolver-se na lama (ex.: o lodo enxurdou a rua; os porcos enxurdavam-se no chiqueiro). = CHAFURDAR, ENLAMEAR, ENLODAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/bicho-carpinteiro [consultado em 29-06-2022]