Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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naipenaipe | s. m.
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nai·pe nai·pe
substantivo masculino

1. Sinal que distingue cada um dos quatro grupos das cartas de jogar.

2. Cada um desses grupos.

3. Grupo de instrumentos músicos da mesma família.

4. [Figurado]   [Figurado]  Condição, qualidade.

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Dúvidas linguísticas


Será que me podem elucidar como vai ficar a designação bilião (milhãoXmilhão=1 000 000 000 000), depois do acordo ortográfico? No Brasil, de momento, bilião é 1 000 000 000.
Um acordo ortográfico, como o nome indica, dispõe sobre a ortografia e não sobre as outras partes da língua.

A palavra bilião (e também os outros grandes numerais acabados em -ilião), não sofre nenhuma alteração por causa do Acordo Ortográfico de 1990.
Por haver divergências na nomenclatura dos grandes números, o significado da palavra bilião foi estabelecido através de convenção entre vários países, na 9.ª Conferência Geral de Pesos e Medidas (12-21 de Outubro de 1948), organizada pelo Bureau International des Poids et Mesures e na qual Portugal participou. A convenção resultou numa regra, chamada regra N, referida na portaria n.º 14808, de 11 de Novembro de 1953, na portaria n.º 17052, de 4 de Março de 1959, e ainda a norma NP 405 do Instituto Português de Qualidade.

Segundo esta regra, em Portugal, a passagem de milhão (1 000 000) a bilião deverá fazer-se pelo acréscimo de 6 zeros (1 000 000 000 000), o que equivale a um milhão de milhões (e não a mil milhões: 1 000 000 000), e assim sucessivamente:
1 000 000 = milhão
1 000 000 000 000 = bilião
1 000 000 000 000 000 000 = trilião
1 000 000 000 000 000 000 000 000 = quadrilião
1 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 = quintilião
1 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 000 = sextilião
etc.

Esta disposição foi adoptada por todos os países europeus, mas não por países como o Brasil ou os Estados Unidos da América, o que resulta em divergências e ambiguidades quando há referência a dados que incluem grandes números, nomeadamente quando se trata de notícias provenientes destes países. Nessa norma, a passagem de milhão (1 000 000) a bilião deverá fazer-se pelo acréscimo de 3 zeros (1 000 000 000), o que equivale a mil milhões (e não a um milhão de milhões: 1 000 000 000 000), e assim sucessivamente:
1 000 000 = milhão
1 000 000 000 = bilião
1 000 000 000 000 = trilião
1 000 000 000 000 000 = quadrilião
etc.

Numa notícia de um jornal português que refira, por exemplo, um bilião de dólares, ficará a dúvida se se trata de $ 1 000 000 000 000, segundo a norma europeia, ou de $ 1 000 000 000, segundo a norma americana.

Esta não é, no entanto, uma questão ortográfica, mas antes uma questão de nomenclatura técnica e científica, sobre a qual o Acordo Ortográfico não se pronuncia.





Estou fazendo um estudo da língua portuguesa e identifiquei que há uma divergência entre o dícionário on-line e a minigramática de Jésus Barbosa de Souza e Samira Youssef Campelli. Segundo o livro, o verbo prazer é conjugado somente nas terceiras pessoas do singular e do plural. Como vou prestar o exame da fuvest, gostaria que me respondessem.
Efectivamente o verbo prazer (tal como aprazer ou desprazer, mas diferentemente de comprazer, cf. Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA, 14ª ed., Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 430-431) é geralmente considerado unipessoal na tradição gramatical, só se conjugando na terceira pessoa do singular e do plural, pelo que a informação da minigramática que consultou é correcta. No entanto, é de referir que nem sempre há consenso entre os gramáticos quanto à defectividade de um dado verbo.

De facto, obras como o Dicionário de Verbos Portugueses (Porto: Porto Editora, s.d.), por exemplo, apresentam a conjugação completa deste verbo no paradigma de aprazer. Por seu lado, o Dicionário Gramatical de Verbos Portugueses (Lisboa: Texto Editores, 2007) apresenta no paradigma de aprazer a conjugação completa, com as formas unipessoais destacadas, observando que estes verbos podem ser conjugados hipoteticamente em todas as pessoas. Já o Dicionário Eletrônico Houaiss da Língua Portuguesa (versão 1.0, Instituto Antônio Houaiss, Dezembro de 2001) menciona na conjugação de aprazer e de desprazer a observação "Este verbo, normalmente só usado nas terceiras pessoas, apresenta, quando pronominal, conjugação completa." e, na conjugação do verbo prazer, a observação "Embora alguns gramáticos admitam, para este verbo, conjugação completa, no uso corrente, constata-se apenas a conjugação defectiva".

A este respeito convém talvez transcrever o que diz Rebelo Gonçalves no seu Vocabulário da Língua Portuguesa (1966: xxx): "Indicando a conjugação de verbos defectivos, incluímos nela, donde a onde, formas que teoricamente podem suprir as que a esses verbos normalmente faltam. Critério defensável, parece-nos, porque não custa admitir, em certos casos, que esta ou aquela forma, hipotética hoje, venha a ser real amanhã; e, desde que bem estruturada, serve de antecipado remédio a possíveis inexactidões."

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li·nha·gis·ta li·nha·gis·ta
(linhag[em] + -ista)
adjectivo de dois géneros e substantivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros e substantivo de dois géneros

Que ou quem se dedica a investigações genealógicas. = GENEALOGISTA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Naipe [consultado em 27-01-2020]