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-idade

A forma -idadepode ser[nome feminino] ou [sufixo].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
-idade-idade


sufixo

Indica qualidade ou condição, geralmente para formar nomes abstractos (ex.: aromaticidade; irregularidade; normalidade).

etimologiaOrigem etimológica:sufixo latino -itas, -itatis.
idadeidade
( i·da·de

i·da·de

)


nome feminino

1. Tempo transcorrido desde o nascimento ou desde o princípio.

2. Cada uma das fases da vida caracterizada por uma gradação particular do vigor.

3. Duração de uma vida.

4. Período de tempo (vário, mas determinado).

5. Era, época, tempo.


idade crítica

[Medicina] [Medicina]  Período da vida em que há modificações físicas e psíquicas que originam a menopausa na mulher e a andropausa no homem. = CLIMACTÉRIO, IDADE CRÍTICA

idade da razão

Aquela em que as faculdades intelectuais atingem todo o seu desenvolvimento.

Idade Média

[História] [História]  Período que se estende desde a queda do Império Romano, no século V, até à queda de Constantinopla, no ano de 1453. = MEDIEVALIDADE, MEDIEVO

Idade Moderna

[História] [História]  Período compreendido entre 1453 (ano da queda de Constantinopla e do Império Romano do Oriente, que marca o fim da Idade Média) e 1789 (ano da Revolução Francesa).

idade viril

Idade do homem adulto.

primeira idade

A infância.

quarta idade

Período que segue à terceira idade, sensivelmente a partir dos 80 anos, em que há geralmente diminuição das actividades e das capacidades funcionais.

terceira idade

Período que se segue à idade adulta madura, sensivelmente a partir dos 65 anos, em que geralmente cessam as actividades profissionais.

etimologiaOrigem etimológica:origem duvidosa, talvez do latim aetas, -atis.

Auxiliares de tradução

Traduzir "-idade" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



A descrição de "cigano" no Dicionário Priberam, entre outras coisas, diz que os ciganos são trapaceiros. Isto não devia ser revisto por ser preconceituoso?
Um dicionário deve ter palavras e sentidos que podem insultar ou ofender? Além de "cigano", palavras como "galego", "monhé", "judeu", "preto", "fufa" ou "paneleiro"?
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) não diz que os ciganos são trapaceiros; o que se apresenta é, entre outras acepções, um uso real, ainda que potencialmente ofensivo, da palavra cigano como sinónimo de trapaceiro, o que é substancialmente diferente.

A lexicografia actual assume que um dicionário deve seguir uma abordagem descritiva na selecção das palavras e na forma como as define, usando nomeadamente um conjunto de etiquetas ou sinais para assinalar níveis de língua (como linguagem informal ou calão) ou usos específicos (como expressões depreciativas ou insultuosas), não devendo o autor ou editor do dicionário impor a sua opinião sobre o uso da língua.

Por outras palavras, a função de um dicionário passa por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se essencialmente em factos linguísticos e não estabelecer juízos de valor relativamente a eles, antes apresentá-los o mais objectivamente possível. Em relação às definições da palavra cigano, o DPLP veicula o significado que ela apresenta na língua, mesmo que alguns dos seus significados possam revelar o preconceito ou a discriminação presentes no uso da língua.

A acepção que se considera preconceituosa tem curso actualmente em Portugal (como se pode verificar através de pesquisa em corpora e em motores de busca na internet), sendo usada em registos informais e com intenções pejorativas, estando registada, para além de no DPLP, nas principais obras lexicográficas de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). O DPLP não pode omitir ou branquear determinados significados, independentemente das convicções de cada lexicógrafo ou utilizador do dicionário.

Como acontece com qualquer palavra, o uso desta acepção de cigano decorre da selecção feita por cada utilizador da língua, consoante o registo de língua e o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social. O preconceito não pode ser imputado ao dicionário, que se deve limitar a registar o uso (daí as indicações de registo pejorativo [Pejor.]). Este não é, na língua portuguesa ou em qualquer outra língua, um caso único, pois as línguas, enquanto sistemas de comunicação, veiculam também os preconceitos da cultura em que se inserem.

Esta reflexão também se aplica a outros exemplos, como o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável, ou ainda de palavras que têm acepções depreciativas no que se refere a distinções sexuais, religiosas, étnicas, etc.

Ao alertar para termos e empregos preconceituosos, informais ou obscenos, muitas vezes desconhecidos dos falantes, seja porque pertencem a diferentes enquadramentos socioculturais, seja porque são falantes estrangeiros, os dicionários estão a alertar os consulentes para a possibilidade de usarem linguagem ofensiva ou de ferirem as susceptibilidades de outros falantes.




Qual a origem do termo feira, usado para nomear os dias da semana?
A palavra feira, assim como a palavra féria(s), deriva do latim feria, ae, que queria dizer "dia de festa" ou "dia de descanso". Em latim vulgar passou a designar também "mercado" ou "dia de comércio", pois os dias de festa eram dias de grande comércio. Desta forma, os nomes dos dias úteis da semana parecem ter seguido, em português, a ordem dos dias de comércio a seguir ao domingo (em latim dies dominicus, o "dia do senhor"), sendo segunda-feira o segundo dia de festa ou de mercado e assim sucessivamente até ao sábado.