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-ida

A forma -idapode ser[nome feminino] ou [sufixo].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
idaida
( i·da

i·da

)


nome feminino

1. Acto de ir.

2. Viagem ou saída de casa para outra parte.

3. Partida.

-ida-ida


sufixo

Sufixo átono que indica família, classe ou ordem de animais (ex.: hiénida; psitácida).

etimologiaOrigem etimológica:sufixo latino -idae.

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Traduzir "-ida" para: Espanhol Francês Inglês

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Dúvidas linguísticas



A descrição de "cigano" no Dicionário Priberam, entre outras coisas, diz que os ciganos são trapaceiros. Isto não devia ser revisto por ser preconceituoso?
Um dicionário deve ter palavras e sentidos que podem insultar ou ofender? Além de "cigano", palavras como "galego", "monhé", "judeu", "preto", "fufa" ou "paneleiro"?
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa (DPLP) não diz que os ciganos são trapaceiros; o que se apresenta é, entre outras acepções, um uso real, ainda que potencialmente ofensivo, da palavra cigano como sinónimo de trapaceiro, o que é substancialmente diferente.

A lexicografia actual assume que um dicionário deve seguir uma abordagem descritiva na selecção das palavras e na forma como as define, usando nomeadamente um conjunto de etiquetas ou sinais para assinalar níveis de língua (como linguagem informal ou calão) ou usos específicos (como expressões depreciativas ou insultuosas), não devendo o autor ou editor do dicionário impor a sua opinião sobre o uso da língua.

Por outras palavras, a função de um dicionário passa por uma descrição dos usos da língua, devendo basear-se essencialmente em factos linguísticos e não estabelecer juízos de valor relativamente a eles, antes apresentá-los o mais objectivamente possível. Em relação às definições da palavra cigano, o DPLP veicula o significado que ela apresenta na língua, mesmo que alguns dos seus significados possam revelar o preconceito ou a discriminação presentes no uso da língua.

A acepção que se considera preconceituosa tem curso actualmente em Portugal (como se pode verificar através de pesquisa em corpora e em motores de busca na internet), sendo usada em registos informais e com intenções pejorativas, estando registada, para além de no DPLP, nas principais obras lexicográficas de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências de Lisboa/Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa (edição brasileira da Editora Objetiva, 2001; edição portuguesa do Círculo de Leitores, 2002). O DPLP não pode omitir ou branquear determinados significados, independentemente das convicções de cada lexicógrafo ou utilizador do dicionário.

Como acontece com qualquer palavra, o uso desta acepção de cigano decorre da selecção feita por cada utilizador da língua, consoante o registo de língua e o conhecimento das situações de comunicação e dos códigos de conduta social. O preconceito não pode ser imputado ao dicionário, que se deve limitar a registar o uso (daí as indicações de registo pejorativo [Pejor.]). Este não é, na língua portuguesa ou em qualquer outra língua, um caso único, pois as línguas, enquanto sistemas de comunicação, veiculam também os preconceitos da cultura em que se inserem.

Esta reflexão também se aplica a outros exemplos, como o uso dos chamados palavrões, ou tabuísmos, cuja utilização em determinadas situações é considerada altamente reprovável, ou ainda de palavras que têm acepções depreciativas no que se refere a distinções sexuais, religiosas, étnicas, etc.

Ao alertar para termos e empregos preconceituosos, informais ou obscenos, muitas vezes desconhecidos dos falantes, seja porque pertencem a diferentes enquadramentos socioculturais, seja porque são falantes estrangeiros, os dicionários estão a alertar os consulentes para a possibilidade de usarem linguagem ofensiva ou de ferirem as susceptibilidades de outros falantes.




Uso, frequentemente, o vosso dicionário para esclarecer algumas dúvidas de palavras no português europeu. Ultimamente tenho me deparado com algumas escritas enviesadas a propósito do novo acordo ortográfico. É nesse sentido que mais recorro ao vosso dicionário, uma vez que esclarecem as palavras de dupla grafia. Tem sido bastante útil e parabenizo-vos pelo projeto. Porém, reparei que a palavra contacto, no vosso dicionário, surge como grafia única, quando deverá ser de dupla grafia (contacto ou contato).
Como previsto pelo texto do Acordo Ortográfico de 1990, as duplas grafias são registadas no Dicionário Priberam nos casos em que a chamada "norma culta" hesita entre a prolação e o emudecimento das consoantes -c- e -p-. A "norma culta", que o texto legal tantas vezes invoca como critério para aproximar a grafia da pronúncia, é difícil de aferir, pelo que, para as opções do dicionário ou do corrector ortográfico do FLiP, a Priberam levou em consideração a transcrição fonética ou as indicações de pronúncia (ortoépia) registadas em dicionários e vocabulários.

Nas ferramentas da Priberam para o português europeu, a grafia da palavra contacto não sofre alteração com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 uma vez que, na norma europeia do português, o -c- é maioritariamente pronunciado, como poderá verificar pela consulta de dicionários ou vocabulários com transcrição fonética ou ortoépica, nomeadamente no Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou no Grande Dicionário de Língua Portuguesa da Porto Editora. Este caso é semelhante a outros em que a consoante é pronunciada (ex.: adaptar, facto, intelectual, pacto, secção) e que, consequentemente, não sofrem alteração no português europeu com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990.

As grafias referidas não são necessariamente as mesmas no português do Brasil, pois as diferenças de pronúncia entre a norma europeia do português e a norma brasileira fazem com que, mesmo após a aplicação do Acordo Ortográfico, sejam privilegiadas grafias diferentes em cada uma das normas (ex.: académico, facto, receção, secção, na norma europeia; acadêmico, fato, recepção, seção, na norma brasileira).