Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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vontadevontade | s. f. | s. f. pl.
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von·ta·de von·ta·de
(latim voluntas, -atis)
substantivo feminino

1. Faculdade comum ao homem e aos outros animais pela qual o espírito se inclina a uma acção.

2. Acto de se sentir impelido a algo.

3. Desejo.

4. Ânimo, espírito.

5. Capricho, fantasia, veleidade.

6. Necessidade física.

7. Apetite.

8. Arbítrio, mando, firmeza de carácter.

9. Zelo, interesse, empenho.


vontades
substantivo feminino plural

10. Desejos, apetites, fantasias.

11. [Antigo]   [Antigo]  Trastes, móveis, alfaias de luxo.


à vontade
Sem constrangimento, vergonha ou embaraço (ex.: não se sentia à vontade no meio daquela gente).

boa vontade
Disposição ou atitude favorável ou agradável em relação a algo ou alguém (ex.: mostra boa vontade em todas as tarefas para que é solicitado).

contra vontade
Em oposição ao gosto e à vontade. = A CONTRAGOSTO

pouco à vontade
Com constrangimento, vergonha ou embaraço. = CONSTRANGIDO, DESCONFORTÁVEL, EMBARAÇADO

má vontade
Disposição ou atitude desfavorável ou desagradável em relação a algo ou alguém (ex.: mostrou má vontade na realização do serviço).

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Dúvidas linguísticas


Negocia ou negoceia? Em português de Portugal, a 3ª pessoa do singular do Presente do Indicativo é negocia ou negoceia? Aprendi na escola (portuguesa) e sempre disse negoceia e qual o meu espanto que aqui, na Priberam, aparece o vocábulo negocia na conjugação do verbo. Como no corrector de português de Portugal a expressão Ele negocia não apresenta erro, deduzo que as duas formas estarão correctas. Se por aqui, no Brasil, o termo usado é negocia, pergunto qual o termo que um português deve aplicar.
No português de Portugal é aceite a dupla conjugação do verbo negociar nas formas do presente do indicativo (negocio/negoceio, negocias/negoceias, negocia/negoceia, negociam/negoceiam), do presente do conjuntivo (negocie/negoceie, negocies/negoceies, negocie/negoceie, negociem/negoceiem) e do imperativo (negocia/negoceia, negocie/negoceie, negociem/negoceiem), ao contrário do português do Brasil, que apenas permite a conjugação com a vogal temática -i- e não com o ditongo -ei- (negocio, negocias, etc.).

A mesma diferença de conjugação entre as duas normas do português (europeia e brasileira) apresentam os verbos derivados de negociar (desnegociar, renegociar), bem como os verbos agenciar, cadenciar, comerciar, diligenciar, licenciar, obsequiar e premiar.




Quais as colocações corretas? Ou todas estão incorretas?
Maria subiu em cima da mesa e pisou forte.
Carlos entrou dentro do carro e foi embora.
João entrou dentro da casa do seu tio e quebrou tudo.

Maria subiu na mesa e pisou forte.
Carlos entrou no carro e foi embora.
João entrou na casa do seu tio e quebrou tudo.
Relativamente à questão que coloca, todas as frases que menciona estão correctas do ponto de vista gramatical. No entanto, do ponto de vista lógico, apenas as frases que se seguem estão correctas:

Maria subiu na mesa e pisou forte.
Carlos entrou no carro e foi embora.
João entrou na casa do seu tio e quebrou tudo.


Com efeito, as restantes frases são consideradas menos aceitáveis por incluírem pleonasmos viciosos:

Maria subiu em cima da mesa e pisou forte.
Carlos entrou dentro do carro e foi embora.
João entrou dentro da casa do seu tio e quebrou tudo.


O pleonasmo consiste na repetição de uma ideia já expressa, mas por meio de outras palavras. O seu uso é considerado vicioso quando a repetição não acrescenta informação nova: nos casos em apreço, a semântica do verbo subir já implica “para cima, em cima” e a semântica do verbo entrar já implica “dentro”, pelo que estamos na presença de redundâncias que se devem evitar. O emprego do pleonasmo nestes casos é condenável pelos principais gramáticos; contudo, é perfeitamente aceitável em situações que visam sobretudo realçar determinado sentido ou atingir fins estilísticos e poéticos, como na frase Eu vi com estes olhos que a terra há-de comer.

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Palavra do dia

no·er·gi·a no·er·gi·a
(grego nóos, noûs, mente, pensamento + grego érgon, -ou, trabalho + -ia)
substantivo feminino

[Filosofia]   [Filosofia]  Actividade ou trabalho intelectual.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/vontade [consultado em 21-11-2019]