Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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tranquilo

tranquilotranqüilotranquilo | adj.
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tran·qui·lo |qüí|tran·qüi·lo |qüí|tran·qui·lo |qüí|


(latim tranquillus, -a, -um)
adjectivo
adjetivo

1. Que mostra quietude, calma ou falta de agitação. = CALMO, QUIETO, SERENO, SOSSEGADOAGITADO, TURBULENTO

2. Que não tem movimento ou está em repouso (ex.: mar tranquilo). = CALMO, QUIETO, SERENO, SOSSEGADOAGITADO, TURBULENTO

3. Cuja existência ou realização está assegurada ou garantida. = CERTO, SEGUROINCERTO

4. Que não sente preocupação. = DESCANSADO, SERENOINQUIETO, PREOCUPADO

5. [Enologia]   [Enologia]  Que tem pouco ou nenhum gás carbónico misturado (ex.: vinho tranquilo).


• Grafia no Brasil: tranqüilo.

• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: tranquilo.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: tranqüilo


• Grafia em Portugal: tranquilo.
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Dúvidas linguísticas


Tenho dúvida em diferenciar "Termo da Oração" e "Função Sintática". Numa mesma página dum livro de Gramática, vi três definições de Sujeito: 1) Sujeito É o TERMO DA ORAÇÃO que concorda em número e pessoa com o verbo; 2) Sujeito é, portanto, o NOME de uma FUNÇÃO SINTÁTICA (...); 3) Sob a ótica da Morfossintaxe, Sujeito é NOME de uma função substantiva (...). Entendo que "termo" seja sinônimo de "vocábulo", logo Termo da Oração deveria ser um "pedaço" da oração composto por uma ou mais palavras, vocábulos. E a Função Sintática deveria ser o papel exercido por essa(s) palavra(s) ("termo da oração") na frase. Exemplificando: "A Gramática é confusa." Penso que morfologicamente, "A" é um artigo, "Gramática", um substantivo e o termo desta oração "A Gramática" possui um papel na frase, isto é, uma Função Sintática a qual denomino Sujeito (por "A Gramática" concordar em número e pessoa com o verbo). Pareço estar totalmente de acordo com a definição 2 e parcialmente com a definição 1. Logo, a definição 1 estaria errada, pois estaríamos chamando de Sujeito um conjunto de PALAVRAS e não a função (sintática) que essas palavras exercem, o que acho estranho, pois é de se esperar que não haja um erro como esse num livro de língua portuguesa. A definição 3 parece a mim mais compreensível, no entanto não compreendo o que é a Morfossintaxe. Enfim, gostaria do CONCEITO de "Termo da Oração", de "Função Sintática" - uma vez que não encontro em livros - e de "Morfossinxtaxe, e de que me corrigissem em algo que tenha errado.
Sendo difícil perceber a totalidade da definição de sujeito a partir do texto que nos transcreveu, é possível, no entanto, dizer que as três sequências de texto apresentadas não são três definições, mas antes três partes da mesma definição, pois parecem completar-se para dar a noção do que é o sujeito de uma frase.

Assim, o sujeito é de facto um dos termos principais de uma oração (devendo entender-se termo como um elemento constituinte) e é a parte da oração com que o verbo concorda (ex.: A gramática é confusa; As gramáticas são confusas), mesmo quando há inversão da ordem canónica da frase (ex.: Confusa é a gramática; Confusas são as gramáticas). Por este motivo, o sujeito desempenha uma função sintáctica importante na frase (devendo entender-se função sintáctica como uma relação gramatical entre os diferentes sintagmas de uma frase), estabelecendo ligações com os outros constituintes frásicos, nomeadamente relações de concordância, mesmo quando não está explícito na frase (ex.: [eu] Fico atento quando [eu] penso que isso é verdade). O sujeito pode ser constituído por apenas uma palavra (ex.: Maria tem grandes encantos; ela é um doce), por um grupo nominal mais ou menos complexo (ex.: A Maria tem grandes encantos; O irmão da Maria é o João; O pai e a mãe do João e da Maria saíram), ou por uma frase (ex.: Quem comete uma infracção está sujeito às consequências; O facto de ele se ter enganado surpreende-me), mas em qualquer um dos casos trata-se de um grupo nominal (ou de uma função substantiva, como é referido na questão, isto é, de uma função desempenhada por um substantivo ou por um conjunto de palavras com valor de substantivo), sendo que qualquer um dos sintagmas acima pode ser pronominalizado por um pronome pessoal sujeito (ex.: Ela tem grandes encantos; Ele é o João; Eles saíram; Ele está sujeito às consequências) ou por um pronome demonstrativo invariável, no caso de frase completiva (ex.: Isso surpreende-me).

Podemos ainda acrescentar que a morfossintaxe é uma parte da gramática ou da descrição linguística que estuda combinadamente a morfologia e a sintaxe (cujas definições poderá encontrar seguindo as hiperligações para o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa).




Encontramos por vezes escrito portofólio ou portofolio e portefólio ou portefolio. Confuso? Bastante. Mas, na verdade a professora de português da minha filha (no 5.ºano) sugere portofolio. Ora acontece que a mim não me soa nada bem... Podiam-me dar uma ajuda?
A questão colocada diz respeito a uma adaptação ao português de uma palavra estrangeira, portfolio, importada do inglês. Esta palavra pode ser usada na sua forma original (portfolio, sem acento), mas já há algumas propostas de aportuguesamento da sua ortografia.

Tanto o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências, como o Dicionário Houaiss, do Círculo de Leitores, propõem o aportuguesamento com a forma portefólio. O Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora, regista também a forma portefólio, remetendo-a para portfólio, num aportuguesamento menos consensual (com um grupo consonântico -rtf- inexistente noutras palavras portuguesas).

Há ainda uma outra forma, porta-fólio, registada há mais tempo (por exemplo, no Novo Dicionário da Língua Portuguesa de Cândido de Figueiredo, de 1913, ou no Vocabulário da Língua Portuguesa de Rebelo Gonçalves, de 1966), mas porventura muito menos frequente para os sentidos mais usuais na actualidade, ligados a um conjunto de imagens ou ao suporte que reúne essas imagens. Dos dicionários referidos, o Houaiss regista esta forma, mas não com os sentidos mencionados e o da Porto Editora remete simplesmente para a forma portfólio, que considera preferencial.

Não surgem registadas em nenhuma obra de referência as formas portofolio ou portofólio, nem a sua formação faz qualquer sentido do ponto de vista etimológico.

Qualquer destas variantes é usada com os sentidos de "carteira para guardar documentos"; "dossiê com informação para apresentar um produto ou uma pessoa profissionalmente"; "carteira de títulos de um investidor".

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Palavra do dia

a·di·a·fo·ri·a a·di·a·fo·ri·a


(grego adiaforía, -as, indiferença)
nome feminino

1. [Filosofia]   [Filosofia]  Indiferença originada pela impossibilidade de atingir ou compreender a verdade. = ACATALEPSIA, ADIAFORISMO

2. [Medicina, Psicologia]   [Medicina, Psicologia]  Ausência de resposta a estímulos devido a exposição anterior a esses estímulos.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/tranquilo [consultado em 31-07-2021]