Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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socósocó | s. m.
socosoco | s. m.
socosoco | s. m. | interj.
socosoco | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de socarsocar
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so·có so·có
(tupi so'ko)
substantivo masculino

1. [Brasil]   [Brasil]   [Ornitologia]   [Ornitologia]  Designação comum a várias aves encontradas no Brasil.

2. [Brasil]   [Brasil]   [Ornitologia]   [Ornitologia]  Ave pernalta (Nycticorax nycticorax), da família dos ardeídeos, de porte médio, bico, coroa e dorso pretos, asas cinzentas, partes inferiores brancas e actividade predominantemente nocturna ou crepuscular. = GORAZ


so·co |ó| so·co |ó| 1
(latim soccus, -i)
substantivo masculino

1. Calçado, aberto no calcanhar, com sola de madeira. = SOCA, TAMANCO

2. [Teatro]   [Teatro]  Calçado rústico usado na comédia pelos actores da antiga Roma (por oposição ao coturno trágico).

3. [Arquitectura]   [Arquitetura]   [Arquitetura]  Parte do pedestal da coluna que lhe serve de base.Ver imagem = SUPEDÂNEO

4. [Arquitectura]   [Arquitetura]   [Arquitetura]  A mesma parte de uma cruz de pedra.

5. [Marinha]   [Marinha]  Parte do mastaréu, imediatamente superior à pega, onde descansa o enxertário da gávea.

Plural: socos |ô|.Plural: socos |ô|.

so·co |ô| so·co |ô| 2
(derivação regressiva de socar)
substantivo masculino

1. Pancada com a mão fechada. = MURRO, PUNHADA

2. Mossa que o pião faz no outro que lhe serve de alvo.

interjeição

3. [Brasil]   [Brasil]  Indica reprovação.

Plural: socos |ô|.Plural: socos |ô|.

so·co |ô| so·co |ô| 3
(árabe suq, mercado, feira)
substantivo masculino

Mercado árabe. = AZOQUE, SUCO

Plural: socos |ô|.Plural: socos |ô|.

so·car so·car - ConjugarConjugar
verbo transitivo

1. Dar socos em. = SOQUEAR

2. Pisar; contundir, pôr soco em; espalmar (a massa do pão) com os punhos cerrados.

3. [Artilharia]   [Artilharia]  Calcar a pólvora com o soquete.

4. [Náutica]   [Náutica]  Apertar com muita força (a volta ou o nó de um cabo de navio).

5. [Brasil]   [Brasil]  Pisar no gral; meter dentro; esconder.

6. Renascer; brotar.

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Dúvidas linguísticas


Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.




Pergunta-se: Desculpe esse lugar é livre? ou está livre? Diz-se: O exercício é correcto ou está correcto?
Nas frases apontadas, aparentemente, deverá utilizar o verbo estar, pois trata-se, em ambos os casos, de uma qualidade ou estado não definitivo (ex.: esse lugar está livre, mas estará ocupado daqui a pouco; o exercício agora está certo, mas estava errado antes da correcção).

Num contexto específico, o primeiro exemplo poderá estar correcto com o verbo ser (ex.: esse lugar é livre [= não é um lugar reservado a ninguém] e poderá ser ocupado por qualquer pessoa).

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Palavra do dia

xe·ra·fim xe·ra·fim
(persa axrafi ou xarafi, nobre)
substantivo masculino

[Numismática]   [Numismática]  Antiga moeda de prata da antiga Índia Portuguesa. = XARAFIM

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/soco [consultado em 15-12-2018]