Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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resoluçãoresolução | s. f.
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re·so·lu·ção re·so·lu·ção
(latim resolutio, -onis, acção de desatar ou desligar, relaxamento, soltura, liberação, fuga, suspensão, cessação, solução, explicação)
nome feminino

1. Acto ou efeito de resolver.

2. Decisão; tenção; deliberação; propósito.

3. Soltura de ventre.

4. Transformação.

5. Intrepidez; coragem.

6. [Álgebra]   [Álgebra]  Cálculo para achar a solução de um problema.

7. [Medicina]   [Medicina]  Desaparecimento insensível de um tumor.

8. [Música]   [Música]  Mudança ou passagem de um acorde para outro, de uma nota para outra.

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Dúvidas linguísticas


A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.




Podiam por favor dizer-me se o facto de num texto aparecer primeiro ministro em vez de Primeiro Ministro se pode considerar um erro?
Quando se refere ao cargo, a expressão em causa deverá escrever-se com hífen (primeiro-ministro) e não como locução; a grafia sem hífen poderá ser considerada um erro ortográfico, pois contraria a tradição lexicográfica em língua portuguesa e o que está explícito na base XXVIII do Acordo Ortográfico de 1945 e na base do XV do Acordo de 1990 (primeiro-ministro consta aí como exemplo). É possível grafar sem hífen (primeiro ministro), mas num contexto específico em que o adjectivo primeiro seja usado na acepção “que precede outro” (ex.: o primeiro ministro a chegar foi o das Finanças).

Não há qualquer motivo para maiusculizar a palavra primeiro-ministro, excepto quando tal é exigido por motivos protocolares (por exemplo, em cartas formais ou oficiais), como é referido na base XLVI do Acordo Ortográfico. Sobre o uso de maiúsculas poderá também consultar as respostas maiúsculas e maiúsculas em palavras hifenizadas.

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Palavra do dia

men·su·ra·lis·ta men·su·ra·lis·ta
(mensural + -ista)
nome de dois géneros

[Música]   [Música]  Compositor musical, na Idade Média.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/resolu%C3%A7%C3%A3o [consultado em 15-01-2021]