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repaga

3ª pess. sing. pres. ind. de repagarrepagar
fem. sing. part. pass. de repagarrepagar
2ª pess. sing. imp. de repagarrepagar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

re·pa·gar re·pa·gar

- ConjugarConjugar

verbo transitivo

[Popular]   [Popular]  Pagar segunda vez ou com excesso.

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A ponte está mais que paga e repaga e os automobilistas que vem da margem sul tem de pagar a portagem com...

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imposto, mais este "imposto" de uma ponte (travessia) que está mais que paga e re-paga . Por isso e como o governo mudou, é de esquerda e supostamente a esquerda zela pelos mais oprimidos, surge-me a esperança...mas, inquieta-me igualmente que: Com mais sanções à porta, fruto do que o ex-governo não

Em intuicao.blogs.sapo.pt

que não é de certeza) continua a pagar portagens, apesar de estar paga e repaga , para defender a PPP do actual Presidente da República e seu governo??

Em O Severo

que tem- que, por todo mal, que se faz, um dia se repaga , o exato..

Em fernandajimenez.com

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Em NOVACALLIOPE
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Dúvidas linguísticas


É com espanto que vejo que na conjugação do verbo haver aparecer a forma houveram. Sempre aprendi que a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito não existe. Podem-me explicar se é moda nova?!
A flexão do verbo haver varia consoante o seu emprego. Assim, quando este é empregue como verbo principal, com os sentidos de “existir” (em 1.a), de "ter decorrido" (em 2.a) e de “acontecer” (em 3.a), ele é impessoal, i.e., utiliza-se apenas na 3.ª pessoa do singular. Daí a má formação das frases 1.b), 2.b) e 3.b), assinaladas com asterisco (*):

1. a) Houve muitos deputados investigados.
b) * Houveram muitos deputados investigados.

2. a) Havia duas horas que estava à espera.
b) * Haviam duas horas que estava à espera.

3. a) Na semana passada houve muitos acidentes.
b) * Na semana passada houveram muitos acidentes.

Quando é empregue como verbo principal com outros sentidos que não os de "existir", "ter decorrido" ou "acontecer", é flexionado em todas as pessoas:

4. a) Os organizadores do colóquio houveram por bem encomendar uma sondagem. [achar, considerar]
b) E que bem se houveram os portugueses no confronto! [avir-se]

O verbo haver emprega-se ainda como auxiliar em tempos compostos, sendo também flexionado em todas as pessoas:

5. As encomendas haviam sido entregues.

Como se pode ver pelas frases 4-5, a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo haver existe, pelo que o conjugador deve incluí-la, não podendo é ser utilizada nos casos em que o verbo é impessoal.




Gostaria de saber quais as preposições que podem ser usadas no complemento directo e indirecto. Eu levanto esta dúvida porque o verbo "abusar" é regido pela preposição "de" e, segundo sei, não tem complemento directo, o que me leva a concluir que a referida preposição não pode ser usada no complemento directo. Gostava de ser esclarecido se é de facto assim. Outra questão que surge na sequência desta é a seguinte: eu li um artigo sobre gramática que dizia o seguinte: "O verbo abusar não tem, pois, complemento directo, pelo que não pode ser conjugado na voz passiva". Então é errado dizer "a Ana foi abusada"? (voz passiva)
Apesar de o verbo abusar ser transitivo indirecto, porque selecciona um complemento introduzido pela preposição de, algumas acepções deste verbo (ex.: o indivíduo abusou da Ana) são comummente usadas com passagem à voz passiva (ex.: a Ana foi abusada pelo indivíduo), sendo o sujeito da frase passiva não o complemento directo habitual da voz activa, mas o complemento preposicionado.

Apesar de ser muito usada, esta não é uma construção consensualmente aceite.

Uma vez que, em português, o complemento directo da frase activa (ex.: apanhou o gatuno) é o sujeito de uma frase passiva (ex.: o gatuno foi apanhado), este comportamento do verbo abusar é raro na língua, mas não é exclusivo deste verbo. Este fenómeno em que o complemento preposicionado da voz activa é o sujeito da voz passiva (ex.: o indivíduo abusou da Ana --> a Ana foi abusada pelo indivíduo), pode ser encontrado mais frequentemente em verbos como responder (ex.: respondeu logo à dúvida --> a dúvida foi logo respondida) ou (des)obedecer (ex.: obedeceu às ordens --> as ordens foram obedecidas) e ainda em alguns outros verbos (ex.: o aluno assistiu a poucas aulas --> poucas aulas foram assistidas pelo aluno; o patrão não pagou à funcionária --> a funcionária não foi paga pelo patrão; a defesa vai recorrer da sentença --> a sentença vai ser recorrida pela defesa).

Por este motivo, alguns autores, por vezes denominados puristas da língua, consideram erróneo o uso da passiva com verbos como estes, mas tendem a aceitar o uso passivo de alguns deles (normalmente o verbo responder), sem outras justificações sem ser a indicação de que o uso consagrou um ou outro.

Francisco Fernandes (Dicionário de Verbos e Regimes, São Paulo: Globo, 2001, 44.ª ed., p. 436), por outro lado, em relação ao verbo obedecer (mas não em relação a nenhum dos outros) afirma que a voz passiva deste verbo “é construção universalmente aceita”. O autor justifica-a apresentando o verbo obedecer construído com objecto directo, que “não obstante condenado por alguns autores de boa nota, é comum encontrar-se nos clássicos antigos”, como exemplifica com abonações de Padre António Vieira ("Nem a Deus se podem perguntar os porquês: obedecê-los sim, muda e cegamente.", Sermões, I, 257, "Não só ofendiam a António, mas o obedeciam e reverenciavam.", Sermões, IV, 30).

Como conclusão da reflexão feita acima, pode dizer-se que a construção passiva de verbos que não são transitivos directos é um fenómeno difícil de explicar a não ser por estudos diacrónicos da língua que não temos possibilidade de fazer facilmente. É então um fenómeno observável em raros verbos, mas com esses verbos é muito frequente. Por ser uma construção algo polémica, o falante deverá ter em conta que o seu uso pode ser contestado, pelo que, em contextos formais em que se pretenda um discurso irrepreensível, deverá ser uma construção evitada.

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Palavra do dia

ar·ven·se ar·ven·se


(latim arvensis, -e)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Que cresce em terras cultivadas (ex.: espécie arvense).

2. Que produz grão ou forragem (ex.: cultura arvense; produções arvenses).

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/repaga [consultado em 01-07-2022]