Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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rebuço

rebuçorebuço | n. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de rebuçarrebuçar
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re·bu·ço re·bu·ço


(derivação regressiva de rebuçar)
nome masculino

1. [Vestuário]   [Vestuário]   [Vestuário]  Parte da capa para esconder o rosto. = EMBUÇO

2. [Vestuário]   [Vestuário]   [Vestuário]  Tecido ou véu para tapar o rosto.

3. [Vestuário]   [Vestuário]   [Vestuário]  Parte da roupa junto ao pescoço. = CABEÇÃO, GOLA

4. [Vestuário]   [Vestuário]   [Vestuário]  Parte voltada para fora, nos quartos dianteiros e superiores de um casaco ou peça de roupa semelhante. = LAPELA

5. [Figurado]   [Figurado]  Aparência falsa ou que engana. = DISFARCE, DISSIMULAÇÃO

6. Sentimento de acanhamento ou pudor (ex.: não ter rebuço). = PEJO


sem rebuço
Com toda a sinceridade; sem reservas (ex.: falar sem rebuço). = ABERTAMENTE, FRANCAMENTE, SINCERAMENTE

Confrontar: reboco.

re·bu·çar re·bu·çar


(re- + buço + -ar)
verbo transitivo e pronominal

1. Cobrir ou tapar-se com rebuço. = EMBUÇAR

2. [Figurado]   [Figurado]  Não deixar ver algo que não se quer mostrar. = COBRIR, DISFARÇAR, DISSIMULAR, ENCOBRIR, VELARDESCOBRIR, DESTAPAR

Confrontar: rebocar.
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Anagramas

Esta palavra no dicionário

Dúvidas linguísticas


O verbo intervir conjuga-se da mesma forma que o verbo vir? Sendo assim, qual é o seu particípio passado (caso tenha)?
O verbo intervir conjuga-se como o verbo vir, com a particularidade de se grafar com acento agudo na segunda e terceira pessoas do presente do indicativo (intervéns, intervém); esta particularidade é comum a todos os outros verbos derivados de vir ou do verbo latino venire (são os casos, por exemplo, de advir, avir, convir, desconvir, devir, provir, sobrevir). O particípio passado destes verbos também segue o paradigma de vir/vindo, sendo então intervindo o particípio passado de intervir (ex.: tinha intervindo brilhantemente no debate). Poderá esclarecer esta e outras dúvidas de conjugação seguindo a hiperligação para o verbo intervir no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa e clicando em seguida na opção Conjugar que se encontra imediatamente acima da definição do verbo.



A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

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Palavra do dia

ban·ga·la·fu·men·ga ban·ga·la·fu·men·ga


(origem duvidosa)
nome masculino

[Brasil: Nordeste, Depreciativo]   [Brasil: Nordeste, Depreciativo]  Indivíduo sem valor, sem préstimo. = JOÃO-NINGUÉM, ZÉ-NINGUÉM

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/rebu%C3%A7o [consultado em 03-08-2021]