Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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quitanda

quitandaquitanda | n. f.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

qui·tan·da qui·tan·da


(quimbundo quitanda, feira, venda)
nome feminino

1. Pequena loja ou barraca de negócio.

2. [Angola, Brasil]   [Angola, Brasil]  Pequeno estabelecimento onde se vendem frutas, hortaliças, ovos e afins.

3. [Brasil]   [Brasil]  Tabuleiro em que o vendedor ambulante transporta as suas mercancias.

4. [Brasil]   [Brasil]  Conjunto de iguarias doces ou salgadas caseiras.

5. [Informal]   [Informal]  Conjunto de quinquilharias.

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Dúvidas linguísticas


Quando se pretende designar o acto de nivelar, o termo nivelagem está correcto?
A palavra nivelagem encontra-se correctamente formada, a partir da aposição do sufixo -agem ao verbo nivelar, apesar de não se encontrar registada em nenhum dos dicionários de língua portuguesa à nossa disposição. Há, no entanto, outras palavras que designam o acto de nivelar e que se encontram dicionarizadas, como nivelamento ou nivelação, apresentando maior número de ocorrências em corpora e motores de pesquisa na Internet.



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.

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Palavra do dia

es·ti·pen·di·ar es·ti·pen·di·ar

- ConjugarConjugar

(latim stipendior, -ari, receber pagamento, estar a soldo)
verbo transitivo

Dar estipêndio ou recompensa pecuniária a alguém por um serviço. = ASSALARIAR, ASSOLDADAR, REMUNERAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/quitanda [consultado em 06-05-2021]