Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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voltar

voltarvoltar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
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vol·tar vol·tar

- ConjugarConjugar

verbo transitivo

1. Dar volta a, volver, virar; pôr do avesso.

2. Mostrar ou apresentar pelo lado ou face oposta.

3. Dar em troco.

verbo intransitivo

4. Regressar.

5. Tornar a vir.

6. Reaparecer, tornar.

7. Replicar, responder; dar volta ou voltas; tornar a fazer.

8. Mudar de rumo.

9. Fermentar segunda vez; toldar-se, turvar-se.

10. Retroceder.

11. Reincidir.

verbo pronominal

12. Virar-se, apresentar a cara a quem vem ao lado ou atrás.

13. Dirigir-se, recorrer.

14. Revolver-se, virar-se; dar voltas (na cama); investir, acometer.


voltar atrás
Voltar ao ponto de partida ou ao ponto inicial. = REGRESSAR

Mudar de opinião ou recuar na decisão tomada.

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Dúvidas linguísticas


Tenho uma dúvida na utilização dos pronomes "lhe" ou "o". Por exemplo, nesta frase, qual é a forma correta: "para Carlos não lhe perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda" ou " para Carlos não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda"?
A questão que nos coloca toca uma área problemática no uso da língua, pois trata-se de informação lexical, isto é, de uma estrutura que diz respeito a cada palavra ou constituinte frásico e à sua relação com as outras palavras ou outros constituintes frásicos, e para a qual não há regras fixas. Na maioria dos casos, os utilizadores conhecem as palavras e empregam as estruturas correctas, e normalmente esse conhecimento é tanto maior quanto maior for a experiência de leitura do utilizador da língua.

No caso dos pronomes clíticos de objecto directo (o, os, a, as, na terceira pessoa) ou de objecto indirecto (lhe, lhes, na terceira pessoa), a sua utilização depende da regência do verbo com que se utilizam, isto é, se o verbo selecciona um objecto directo (ex.: comeu a sopa = comeu-a) ou um objecto indirecto (ex.: respondeu ao professor = respondeu-lhe); há ainda verbos que seleccionam ambos os objectos, pelo que nesses casos poderá dar-se a contracção dos pronomes clíticos (ex.: deu a bola à criança = deu-lhe a bola = deu-lha).

O verbo perturbar, quando usado como transitivo, apenas selecciona objectos directos não introduzidos por preposição (ex.: a discussão perturbou a mulher; a existência perturbava Carlos), pelo que deverá apenas ser usado com pronomes clíticos de objecto directo (ex.: a discussão perturbou-a; a existência perturbava-o) e não com pronomes clíticos de objecto indirecto.

Assim sendo, das duas frases que refere, a frase “para Carlos, não o perturbava a existência, ou mesmo a necessidade dos movimentos da vanguarda” pode ser considerada mais correcta, uma vez que respeita a regência do verbo perturbar como transitivo directo. Note que deverá usar a vírgula depois de “para Carlos”, uma vez que se trata de um complemento circunstancial antecipado.




Está correto dizer macérrimo para uma pessoa muito magra?

O superlativo absoluto sintético simples dos adjectivos (aquele que exprime, através de uma só palavra, um elevado grau de determinado atributo ou qualidade) forma-se, em português, através da adjunção do sufixo -íssimo ao adjectivo (ex.: vulgaríssimo, tristíssimo, cheiíssimo).

Alguns adjectivos, porém, apresentam um superlativo alternativo, derivado do superlativo latino. É o caso de magro, que forma, além do superlativo regular magríssimo, o superlativo irregular macérrimo (do latim macerrìmus, -a, -um, superlativo de màcer “magro, debilitado”), tal como célebre (celebérrimo ou celebríssimo), pobre (paupérrimo ou pobríssimo), próspero (prospérrimo ou prosperíssimo).

Outros casos de superlativos eruditos incluem formas terminadas em -imo, como fácil (facílimo ou facilíssimo), bem como formas que derivam do latim ou que recuperam parte do radical latino, como simples (simplicíssimo ou simplíssimo), respeitável (respeitabilíssimo), ineficaz (ineficacíssimo), chão (chaníssimo).

Não há muitos superlativos eruditos, sendo fácil encontrá-los elencados em compêndios gramaticais, como na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 258-259).

Recentemente, o sufixo -érrimo, característico de superlativos eruditos, tem sido usado, seja por desconhecimento, seja por ironia, em formações novas, inexistentes no latim, como chatérrimo (em vez de chatíssimo) ou chiquérrimo (em vez de chiquíssimo). No caso do adjectivo magro, este sufixo gerou ainda a forma magérrimo, dispensável em registos de língua cuidados.

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Palavra do dia

cha·pli·nes·co |ê|cha·pli·nes·co |ê|


([Charles] Chaplin, antropónimo + -esco)
adjectivo
adjetivo

[Cinema, Teatro, Televisão]   [Cinema, Teatro, Televisão]  Relativo a Charles Chaplin (1889-1977), actor e realizador inglês, à sua obra, ao seu estilo ou à sua personagem Charlot. = CHAPLINIANO



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/voltar [consultado em 04-03-2021]