Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Na frase: "na última edição lançamos um desafio", a palavra lançamos deve ser acentuada?
Em Portugal, na ortografia antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, a forma lançamos corresponde apenas ao presente do indicativo, pelo que, se pretender referir-se ao passado, como parece ser o caso na frase em apreço, deverá escrever lançámos, que é a forma do pretérito perfeito. É de referir que uma frase como "na última edição lançamos um desafio" poderá estar correcta se a frase se referir ao presente (ex.: "n[est]a última edição lançamos um desafio e estamos a pedir a colaboração dos leitores").

Na ortografia segundo o novo Acordo Ortográfico, a forma lançamos pode corresponder ao presente ou ao pretérito perfeito, uma vez que o acento na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos em "-ar" se torna opcional (ex.: lançámos ou lançamos), embora a forma preferencial em Portugal continue a ser a forma acentuada.




Uma professora minha disse que nunca se podia colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo. É verdade?
Sobre o uso da vírgula em geral, por favor consulte a dúvida vírgula antes da conjunção e. Especificamente sobre a questão colocada, de facto, a indicação de que não se pode colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo é verdadeira. O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Do ponto de vista lógico e sintáctico, não há qualquer motivo para separar o sujeito do seu predicado (ex.: *o rapaz [SUJEITO], comeu [PREDICADO]; *as pessoas que estiveram na exposição [SUJEITO], gostaram muito [PREDICADO]; o asterisco indica agramaticalidade). Da mesma forma, o verbo não deverá ser separado dos complementos obrigatórios que selecciona (ex.: *a casa é [Verbo], bonita [PREDICATIVO DO SUJEITO]; *o rapaz comeu [Verbo], bolachas e biscoitos [COMPLEMENTO DIRECTO]; *as pessoas gostaram [Verbo], da exposição [COMPLEMENTO INDIRECTO]; *as crianças ficaram [Verbo], no parque [COMPLEMENTO ADVERBIAL OBRIGATÓRIO]). Pela mesma lógica, o mesmo se aplica aos complementos seleccionados por substantivos (ex. * foi a casa, dos avós), por adjectivos (ex.: *estava impaciente, por sair) ou por advérbios (*lava as mãos antes, das refeições), que não deverão ser separados por vírgula da palavra que os selecciona.

Há, no entanto, alguns contextos em que pode haver entre o sujeito e o verbo uma estrutura sintáctica separada por vírgulas, mas apenas no caso de essa estrutura poder ser isolada por uma vírgula no início e no fim. Estes são normalmente os casos de adjuntos nominais (ex.: o rapaz, menino muito magro, comeu muito), adjuntos adverbiais (ex.: o rapaz, como habitualmente, comeu muito), orações subordinadas adverbiais (ex.: as pessoas que estiveram na exposição, apesar das más condições, gostaram muito), orações subordinadas relativas explicativas (ex.: o rapaz, que até não tinha fome, comeu muito).

Palavra do dia

ca·va·li·nho·-das·-bru·xas ca·va·li·nho·-das·-bru·xas
nome masculino

[Entomologia]   [Entomologia]  Designação dada a várias espécies de insectos carnívoros da ordem dos odonatos, cujos adultos têm cabeça arredondada, olhos grandes, corpo estreito e dois pares de asas transparentes e alongadas. = LIBÉLULA

Plural: cavalinhos-das-bruxas.Plural: cavalinhos-das-bruxas.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/pocztowy [consultado em 11-08-2020]