Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Nike
boy (norma brasileira)
nões (norma brasileira)
noia (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico)

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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se alguma das seguintes frases está incorrecta: 1. O carro podê-lo-ia ter atropelado; 2. O carro poderia tê-lo atropelado.
Por favor, consulte uma dúvida muito semelhante em mesóclise e verbos auxiliares. Especificamente sobre este exemplo, deve dizer-se que o pronome pessoal átono (ou clítico) o é normalmente colocado em posição enclítica (isto é, depois do verbo) relativamente ao verbo principal (ex.: poderia atropelá-lo), do qual depende semanticamente. No caso da frase em análise, trata-se de um tempo composto, construído com o verbo auxiliar ter e o particípio passado do verbo atropelar, pelo que o pronome é colocado em posição enclítica relativamente ao verbo auxiliar (ex.: poderia tê-lo atropelado).
Esta é a posição mais consensual e menos polémica, mas há verbos, como poder, cujo comportamento se aproxima do de um verbo auxiliar e esse comportamento torna aceitável a posição enclítica relativamente a este verbo. Se se tratar do modo condicional ou do futuro do indicativo, o pronome terá de ser mesoclítico, isto é, deverá ocorrer no meio da forma verbal (ex.: podê-lo-ia atropelar, podê-lo-á atropelar). Se houver outro verbo auxiliar na locução verbal, como na frase em apreço, a mesóclise no verbo poder é também possível, embora de aceitação menos generalizada (ex.: podê-lo-ia ter atropelado).

Adicionalmente, e porque os clíticos correspondem a uma questão complexa, poderá pesquisar, na caixa de pesquisa das dúvidas linguísticas, o tópico clíticos ou o tópico pronomes.




Está correto dizer macérrimo para uma pessoa muito magra?

O superlativo absoluto sintético simples dos adjectivos (aquele que exprime, através de uma só palavra, um elevado grau de determinado atributo ou qualidade) forma-se, em português, através da adjunção do sufixo -íssimo ao adjectivo (ex.: vulgaríssimo, tristíssimo, cheiíssimo).

Alguns adjectivos, porém, apresentam um superlativo alternativo, derivado do superlativo latino. É o caso de magro, que forma, além do superlativo regular magríssimo, o superlativo irregular macérrimo (do latim macerrìmus, -a, -um, superlativo de màcer “magro, debilitado”), tal como célebre (celebérrimo ou celebríssimo), pobre (paupérrimo ou pobríssimo), próspero (prospérrimo ou prosperíssimo).

Outros casos de superlativos eruditos incluem formas terminadas em -imo, como fácil (facílimo ou facilíssimo), bem como formas que derivam do latim ou que recuperam parte do radical latino, como simples (simplicíssimo ou simplíssimo), respeitável (respeitabilíssimo), ineficaz (ineficacíssimo), chão (chaníssimo).

Não há muitos superlativos eruditos, sendo fácil encontrá-los elencados em compêndios gramaticais, como na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 258-259).

Recentemente, o sufixo -érrimo, característico de superlativos eruditos, tem sido usado, seja por desconhecimento, seja por ironia, em formações novas, inexistentes no latim, como chatérrimo (em vez de chatíssimo) ou chiquérrimo (em vez de chiquíssimo). No caso do adjectivo magro, este sufixo gerou ainda a forma magérrimo, dispensável em registos de língua cuidados.

Palavra do dia

zur·va·da zur·va·da


(origem obscura)
nome feminino

[Portugal: Trás-os-Montes]   [Portugal: Trás-os-Montes]  Forte aguaceiro. = BÁTEGA, CHUVADA, ZERBADA, ZURBADA, ZURVANADA

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/noky [consultado em 26-02-2021]