Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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magustomagusto | s. m.
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ma·gus·to ma·gus·to
(origem duvidosa, talvez do latim ustus, -a, um, particípio de uro, urere, queimar)
substantivo masculino

1. Fogueira de assar castanhas.

2. Porção de castanhas assadas nessa fogueira.

3. Merenda de castanhas assadas.

4. Festa, geralmente associada ao dia de S. Martinho ou ao dia de Todos os Santos, em que tradicionalmente se assam e comem castanhas.

Confrontar: mangusto.
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber qual a conjugação correcta: ver-nos-emos ou veremo-nos, ou as duas?
A forma correcta de escrever o verbo ver no futuro do indicativo com o clítico nos é ver-nos-emos (no português do Brasil, fora da norma culta, é mais frequente a colocação do pronome clítico antes do verbo, pelo que o mais usual será nos veremos).

A grafia *veremo-nos está incorrecta, pois, ao contrário dos outros tempos verbais, o futuro do indicativo e o condicional, também chamado futuro do pretérito, obrigam à colocação do pronome clítico entre o radical do verbo (ex.: ver-) e a terminação que indica o tempo verbal e a pessoa gramatical (ex.: -emos). Assim sendo, a forma correcta é ver-nos-emos no futuro (ex.: ver-nos-emos quando eu regressar) e ver-nos-íamos no condicional (ex.: ver-nos-íamos obrigados a subir o preço).

É de notar que a reflexão acima não se aplica se houver alguma palavra ou partícula que provoque a próclise do clítico, isto é, a sua colocação antes do verbo (ex.: só nos veremos quando eu regressar, não nos veríamos obrigados a subir o preço).




Podem informar-me se o verbo queixar-se pode ser utilizado sem o pronome reflexivo e em que situação isso ocorre.
O verbo queixar-se é um verbo pronominal; no entanto, o pronome se não é um pronome reflexo, mas o que é designado por “se inerente”. Esta construção é diferente da construção reflexa lavar-se, em que o sujeito é ao mesmo tempo agente e paciente da sua acção (eu lavo-me = eu sou lavado por mim), ou da construção reflexa recíproca beijar-se, em que um sujeito complexo ou colectivo é ao mesmo tempo agente e paciente da mesma acção (o casal beija-se = cada um dos elementos do casal beija e é beijado); em ambas estas construções, o pronome reflexo desempenha uma função de complemento directo. Na construção queixar-se, porém, não há uma acção do sujeito sobre si próprio (eu queixo-me = *eu sou queixado por mim; o asterisco indica agramaticalidade), e o pronome pessoal não tem valor reflexo, nem reflexo recíproco, nem impessoal, nem apassivante, mas parece fazer parte do verbo e das suas propriedades lexicais. No caso de queixar-se, nenhuma das acepções do verbo permite outra forma que não a pronominal (ex.: *ele queixou à irmã; *o doente queixava de dores de cabeça). Há ainda o caso de outros verbos que admitem quer uma construção não pronominal (ex.: esqueci o livro em casa) quer uma construção pronominal com um se inerente (ex.: esqueci-me do livro em casa).
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Palavra do dia

cha·za·da |chà| cha·za·da |chà|
(chá + -z- + -ada)
substantivo feminino

1. [Informal]   [Informal]  Chá em abundância.

2. Refeição em que se toma chá.

3. Porção de chá.

4. [Informal]   [Informal]  Acto de repreender com severidade. = CHÁ, DESCOMPOSTURA, REPRIMENDA

5. [Informal]   [Informal]  Coisa desinteressante ou aborrecida.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/magusto [consultado em 15-12-2019]