Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

lograr

lograrlograr | v. tr. | v. tr. e pron. | v. intr.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

lo·grar lo·grar

- ConjugarConjugar

verbo transitivo

1. Estar na posse de. = DESFRUTAR, FRUIR, GOZAR

2. Obter com êxito. = ALCANÇAR, CONSEGUIRFALHAR

3. Fazer cair em logro ou mentira. = ENGANAR, INTRUJAR

verbo transitivo e pronominal

4. Ter proveito ou satisfação. = APROVEITAR

verbo intransitivo

5. Ter o efeito esperado.

pub

Auxiliares de tradução

Traduzir "lograr" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Anagramas

Esta palavra em blogues

Ver mais

...de campeão do FC Porto, assumiu, citado pela "Marca", ter atingido um desiderato ao lograr a conquista nacional e traçou elogios à capacidade técnica

Em Fora-de-jogo

...“carreguem” a bola (e com ela a equipa) para a frente quem não o lograr pelo processo coletivo..

Em O INDEFECTÍVEL

E para um artista será certamente uma terrível dor não lograr descobrir em si mesmo aquilo que tanto se esforça por alcançar..

Em Eternas Saudades do Futuro

Hacemos un llamamiento a la solidaridad de todos los pueblos para lograr la desescalada y el desarme mundiales..

Em Blogo Social Português

-lhe “somente” 500 mil euros, pelo que, para lograr aquela verba, a equipa portista terá de realizar um percurso inédito e atingir pela...

Em Fora-de-jogo
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Nesta locução latina, qual das formas está correta: "status quo" ou "statu quo"?
A grafia correcta, atestada pelos principais dicionários de língua portuguesa, é statu quo e significa “o estado das coisas em determinado momento”. Esta locução, que se fixou por influência da área diplomática, é redução da expressão latina in statu quo ante que significa “no estado em que se encontrava antes”.

Em português (e em outros idiomas como o francês ou o espanhol), a locução statu quo perdeu o valor adverbial latino e adquiriu valor de substantivo (ex.: A manifestação não representa uma ruptura do statu quo), o que pode estar na origem do aparecimento da forma status quo.

Em latim (e noutras línguas declináveis, como o alemão ou o russo) as funções sintácticas são assinaladas morfologicamente: as diferentes desinências da palavra indicam se ela está a ser usada na posição de sujeito (através do caso nominativo, como em status), de complemento directo (através do caso acusativo, como em statum), de complemento indirecto (através do caso dativo, como em statui), de complemento circunstancial (através do caso ablativo, como em statu), etc. Assim, como a locução passou a ter valor de substantivo, a forma status quo, difundida maioritariamente pelo inglês, e considerada preferencial apenas pelo Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa (Curitiba: Positivo, 2004), transmitiria essa mudança de significado, já que statu significa “no estado” e não “o estado”. Esta justificação é questionável porque (i) estamos perante a redução de uma outra locução latina, em que há exigência de ablativo após a preposição latina in (“em”), e porque (ii) existem outros casos de palavras e expressões latinas que se fixaram como substantivos no português com a forma de casos que não o nominativo. Exemplos disso são a expressão anno Domini (literalmente, “no ano do Senhor”) que se usa para referir a era cristã, sendo composta pelo ablativo de annus “ano” e pelo genitivo de dominus “senhor”, bem como a palavra quórum, de quorum, genitivo masculino plural do pronome relativo qui, quae, quod “que”.

A locução statu quo não deve porém ser confundida com a palavra isolada status, que significa (i) “estatuto” (ex.: A categoria do trabalhador corresponde ao seu status na empresa) e (ii) “prestígio” (ex.: Exibia nas festas os símbolos do status recém-adquirido por casamento).




É correto iniciar uma frase de um parágrafo com a palavra portanto?
A palavra portanto é uma conjunção que se usa para ligar frases coordenadas, iniciando uma oração que exprime a consequência da outra expressa anteriormente (ex.: Não tinha nada em casa para comer, portanto teria de ir jantar fora.). De entre as conjunções ou locuções conjuncionais coordenativas, logo, por conseguinte e portanto podem variar de posição, “conforme o ritmo, a entoação ou a harmonia da frase”1, pelo que não tem de haver um uso exclusivo daquelas conjunções entre duas orações. Estas conjunções coordenativas, tal como algumas outras, podem iniciar frases, retomando assim o que foi expresso no enunciado anterior (ex.: Ela esperava. Mas as horas passavam e o seu pai nunca mais chegava. / Não estava ninguém na loja. Portanto teria de esperar mais umas horas ou voltar no dia seguinte.).

Há, no entanto, outras conjunções, como a coordenativa copulativa e (ex.: Tinha comido cerejas e pêssegos.) e a coordenativa disjuntiva ou (ex.: Queres ou não saber o que aconteceu?), cujo uso em início de frase, num registo escrito e mais cuidado, é geralmente desaconselhado, por possuírem uma função conectiva muito marcada. Porém, por necessidades expressivas ou por motivos literários, essas conjunções podem ocorrer no começo de frases (ex.: Havia tartes! E bolos! E gelados! E tantas outras sobremesas!).


1 Cunha, Celso, Lindley Cintra, Nova Gramática do Português, 14.ª ed., Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 578

pub

Palavra do dia

lha·nu·ra lha·nu·ra


(lhano + -ura)
nome feminino

1. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Qualidade do que é sincero, despretensioso ou amável. = LHANEZA

2. [Pouco usado]   [Pouco usado]  Superfície plana. = PLANURA

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/lograr [consultado em 12-08-2022]