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lixação

A forma lixaçãopode ser [derivação feminino singular de lixarlixar] ou [nome feminino].

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
lixaçãolixação
( li·xa·ção

li·xa·ção

)


nome feminino

Acto ou efeito de lixar. = LIXAMENTO

etimologiaOrigem etimológica:lixar + -ção.
lixarlixar
( li·xar

li·xar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

1. Desgastar com lixa, para tornar liso (ex.: lixar um móvel). = ALISAR, POLIR

2. [Informal] [Informal] Causar irritação, descontentamento (ex.: parem de me lixar a cabeça com esse assunto!). = CHATEAR


verbo transitivo e pronominal

3. [Informal] [Informal] Pôr ou ficar em situação complicada, comprometedora ou prejudicial (ex.: queriam lixar o motorista, mas o caso foi resolvido em tribunal; no fim, a gente é que se lixa!). = PREJUDICAR, TRAMARAJUDAR, SAFAR

4. [Informal] [Informal] Causar ou sofrer danos (ex.: não me lixem o negócio; caiu da bicicleta e lixou-se todo). = ESTRAGAR


verbo pronominal

5. [Informal] [Informal] Não dar importância a; não se preocupar com (ex.: lixem-se para aquilo que não interessa). = BORRIFAR, RALARLIGAR


que se lixe

[Portugal, Informal] [Portugal, Informal] Expressão usada para manifestar despreocupação ou indiferença (ex.: perdi os bilhetes, que se lixe!).

etimologiaOrigem etimológica:origem controversa.


Dúvidas linguísticas



Minha dúvida é: Por que passei a vida estudando que o correto é falar para eu fazer, para eu comer, e etc., se a frase É fácil para mim estudar não está errada? Podem explicar essa última frase.
De facto, nos contextos exemplificados com duas orações na resposta para eu/para mim (ex.: isto é para eu fazer), deverá ser usado o pronome sujeito, pois na oração para eu fazer, o pronome desempenha essa função de sujeito. No caso do exemplo É fácil para mim estudar, o contexto é semelhante àquele referido na resposta pronomes pessoais rectos e oblíquos, em que o pronome não desempenha a função de sujeito, pois esta frase pode ser decomposta em Estudar [sujeito] é fácil [predicado] para mim [adjunto adverbial de interesse].



Na frase "...o nariz afilado do Sabino. (...) Fareja, fareja, hesita..." (Miguel Torga - conto "Fronteira") em que Sabino é um homem e não um animal, deve considerar-se que figura de estilo? Não é personificação, será animismo? No mesmo conto encontrei a expressão "em seco e peco". O que quer dizer?
Relativamente à primeira dúvida, se retomarmos o contexto dos extractos que refere do conto “Fronteira” (Miguel Torga, Novos Contos da Montanha, 7ª ed., Coimbra: ed. de autor, s. d., pp. 25-36), verificamos que é o próprio Sabino que fareja. Estamos assim perante uma animalização, isto é, perante a atribuição de um verbo usualmente associado a um sujeito animal (farejar) a uma pessoa (Sabino). Este recurso é muito utilizado por Miguel Torga neste conto para transmitir o instinto de sobrevivência, quase animal, comum às gentes de Fronteira, maioritariamente contrabandistas, como se pode ver por outras instâncias de animalização: “vão deslizando da toca” (op. cit., p. 25), “E aquelas casas na extrema pureza de uma toca humana” (op. cit., p. 29), “a sua ladradela de mastim zeloso” (op. cit., p. 30), “instinto de castro-laboreiro” (op. cit., p. 31), “o seu ouvido de cão da noite” (op. cit., p. 33).

Quanto à segunda dúvida, mais uma vez é preciso retomar o contexto: “Já com Isabel fechada na pobreza da tarimba, esperou ainda o milagre de a sua obstinação acabar em tecidos, em seco e peco contrabando posto a nu” (op. cit. p.35). Trata-se de uma coocorrência privilegiada, resultante de um jogo estilístico fonético (a par do que acontece com velho e relho), que corresponde a uma dupla adjectivação pré-nominal, em que o adjectivo seco e o adjectivo peco qualificam o substantivo contrabando, como se verifica pela seguinte inversão: em contrabando seco e peco posto a nu. O que se pretende dizer é que o contrabando, composto de tecidos, seria murcho e enfezado.