PT
BR
Pesquisar
Definições



inferior

Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!
inferiorinferior
|ô| |ô|
( in·fe·ri·or

in·fe·ri·or

)


adjectivo de dois génerosadjetivo de dois géneros

1. Que está abaixo de outro ou na parte de baixo (ex.: limite inferior; membros inferiores). = ÍNFEROSUPERIOR

2. De qualidade menor. = PIOR, SOMENOSEXTRAORDINÁRIO, MELHOR, SUPERIOR

3. Que tem menos importância ou está numa posição mais baixa na hierarquia (ex.: instâncias judiciais inferiores).SUPERIOR

4. Que está em categoria abaixo em relação a outro (ex.: antes ocupava um posto inferior). = SUBALTERNO, SUBORDINADOSUPERIOR

5. Que ocupa o lugar mais baixo de uma escala.

6. Que provoca desprezo ou que tem poucos escrúpulos morais. = BAIXO, DESPREZÍVEL, IGNÓBIL, MESQUINHO, RELESDIGNO, ELEVADO, NOBRE

7. Situado para o lado da foz (ex.: curso inferior do rio; Douro inferior). = BAIXOALTO, SUPERIOR

8. Situado mais ao sul. = BAIXOALTO, SUPERIOR

9. Mais recuado no tempo (ex.: Paleolítico Inferior).SUPERIOR

10. [Biologia] [Biologia] Cuja organização é menos complicada (ex.: animais vertebrados inferiores).SUPERIOR


nome de dois géneros

11. Pessoa que está em categoria abaixo em relação a outra. = SUBALTERNO, SUBORDINADOSUPERIOR

12. Militar menos graduado em relação ao superior.

etimologiaOrigem etimológica:latim inferior, -ius.

Auxiliares de tradução

Traduzir "inferior" para: Espanhol Francês Inglês

Anagramas



Dúvidas linguísticas



A palavra vigilidade, que tem origem na palavra vígil, tem suscitado alguma controvérsia na área em que estou envolvido. É um termo que é utilizado nalguns trabalhos de psicologia e por algumas instituições nacionais ligadas aos medicamentos (ex: INFARMED). No entanto, não encontrei a palavra nos dicionários que consultei, inclusivamente o da Priberam. Alternativamente a palavra utililizada é vigilância. Assim, gostaria de saber a vossa opinião sobre este assunto.
Também não encontrámos a palavra vigilidade registada em nenhum dos dicionários ou vocabulários consultados. No entanto, este neologismo respeita as regras de boa formação da língua portuguesa, pela adjunção do sufixo -idade ao adjectivo vígil, à semelhança de outros pares análogos (ex.: dúctil/ductilidade, eréctil/erectilidade, versátil/versatilidade). O sufixo -idade é muito produtivo na língua para formar substantivos abstractos, exprimindo frequentemente a qualidade do adjectivo de que derivam.

Neste caso, existem já os substantivos vigília e vigilância para designar a qualidade do que é vígil, o que poderá explicar a ausência de registo lexicográfico de vigilidade. Como se trata, em ambos os casos, de palavras polissémicas, o uso do neologismo parece explicar-se pela necessidade de especialização no campo da medicina, psicologia e ciências afins, mesmo se nesses campos os outros dois termos (mas principalmente vigília, que surge muitas vezes como sinónimo de estado vígil) têm ampla divulgação.




Morfologicamente, como classificamos a expressão "cerca de"?
A expressão cerca de é composta pelo (pouco usado) advérbio cerca seguido da preposição de, sequência (advérbio + preposição) que, segundo a Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso Cunha e Lindley Cintra (Lisboa: Ed. João Sá da Costa, 1998, 14.ª ed., p. 541) faz dela uma locução prepositiva, isto é, uma locução que tem a função de uma preposição. Esta locução é assim classificada no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa, um dos raros dicionários que classificam as locuções; no entanto, em alguns contextos, esta locução tem um comportamento que a aproxima mais de um advérbio do que de uma preposição (ex.: esperei cerca de 30 minutos = esperei aproximadamente 30 minutos), pelo que nestes casos, deveria ser considerada uma locução adverbial.