Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

grama

-grama-grama | elem. de comp.
gramagrama | n. f.
gramagrama | n. m.
3ª pess. sing. pres. ind. de gramargramar
2ª pess. sing. imp. de gramargramar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

-grama -grama


(grego grámma, -atos, o que é desenhado, carácter, letra, símbolo)
elemento de composição

Exprime a noção de registo escrito (ex.: histograma).


gra·ma gra·ma 2


(latim gramen, -inis, pasto, erva, relva, verdura)
nome feminino

1. [Botânica]   [Botânica]  Planta poácea rizomatosa de folhas glaucas.

2. [Figurado]   [Figurado]  Relva.


Ver também resposta à dúvida: grama.

gra·ma gra·ma 1


(grego grámma, -atos, o que é desenhado, carácter, letra)
nome masculino

[Física, Metrologia]   [Física, Metrologia]  Unidade de medida de massa (símbolo: g) equivalente à milésima parte do quilograma. [O grama representa sensivelmente a massa de um centímetro cúbico de água pura a 4°C.]


gra·mar gra·mar 2

- ConjugarConjugar

(grama + -ar)
verbo transitivo e pronominal

[Brasil]   [Brasil]  Cobrir(-se) de grama (ex.: mandou gramar o jardim; o terreno gramou-se). = RELVARDESGRAMAR


gra·mar gra·mar 1

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo transitivo

1. Pisar (o linho) com gramadeira. = TRILHAR

2. [Informal]   [Informal]  Comer, beber, engolir.

3. [Informal]   [Informal]  Aguentar, aturar, suportar.

4. [Informal]   [Informal]  Gostar muito de (ex.: gramou à brava andar de avião). = CURTIRDESGRAMAR

5. Levar (uma tareia).

verbo intransitivo

6. [Regionalismo]   [Regionalismo]  Chamar.

7. [Portugal: Beira]   [Portugal: Beira]  Clamar.

pub

Auxiliares de tradução

Traduzir "grama" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Anagramas

Esta palavra em blogues

Ver mais

futebol no bairro Lulu Genro, ambos com a grama coberta de geada..

Em www.rafaelnemitz.com

tido a capacidade de produzir quase um grama de RNA por dia “, revelam os autores..

Em VISEU, terra de Viriato.

...projeto desenvolvido para operar mesmo em aeroportos e pistas com pouca infraestrutura (como terra, grama , cascalho ou neve)..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

Airlines, um McDonnell Douglas DC-9, bateu em uma berma de grama entre a pista e a pista de taxiamento em Port Harcourt enquanto tentava dar...

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

...da pista, balançando descontroladamente para frente e para trás, antes de correr para a grama a 160 km/h..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.




Tenho verificado a existência, ao longo do país , de repetição de topónimos; por exemplo: Trofa, Gondar, Bustelo. Qual é a etimologia dessas palavras?
Segundo o Dicionário Onomástico Etimológico da Língua Portuguesa (3.ª ed., Lisboa: Livros Horizonte, 3 vol., 2003), de José Pedro Machado, o topónimo Bustelo, muito frequente em Portugal e na Galiza, talvez seja diminutivo de busto ‘campo de pastagem’. Quanto a Gondar, o autor aventa a hipótese de provir de uma hipotética forma gótica (ou goda) Gunthi-harjis ‘exército para combate’. Por fim, o topónimo Trofa é de origem obscura.
pub

Palavra do dia

en·xur·dar en·xur·dar

- ConjugarConjugar

(origem obscura)
verbo transitivo, intransitivo e pronominal

Sujar com ou revolver-se na lama (ex.: o lodo enxurdou a rua; os porcos enxurdavam-se no chiqueiro). = CHAFURDAR, ENLAMEAR, ENLODAR

pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/grama [consultado em 29-06-2022]