Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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gramargramar | v. tr. e pron.
gramargramar | v. tr. | v. intr.
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gra·mar gra·mar 2 - ConjugarConjugar
(grama + -ar)
verbo transitivo e pronominal

[Brasil]   [Brasil]  Cobrir(-se) de grama (ex.: mandou gramar o jardim; o terreno gramou-se). = RELVARDESGRAMAR


gra·mar gra·mar 1 - ConjugarConjugar
(origem obscura)
verbo transitivo

1. Pisar (o linho) com gramadeira. = TRILHAR

2. [Informal]   [Informal]  Comer, beber, engolir.

3. [Informal]   [Informal]  Aguentar, aturar, suportar.

4. [Informal]   [Informal]  Gostar muito de (ex.: gramou à brava andar de avião).DESGRAMAR

5. Levar (uma tareia).

verbo intransitivo

6. [Regionalismo]   [Regionalismo]  Chamar.

7. [Portugal: Beira]   [Portugal: Beira]  Clamar.

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Dúvidas linguísticas


Como se escreve: apologia a alguma coisa ou apologia de alguma coisa?
Ambas as preposições podem ser usadas com o substantivo apologia (ex.: fez a apologia do individualismo; foi expulso do partido por fazer a apologia à discriminação racial), como pode confirmar no Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, de Francisco Fernandes (25.ª Ed., São Paulo, Editora Globo, 2000). No entanto, pesquisas em corpora e motores de pesquisa da Internet revelam que a preposição de é bastante mais usada com este substantivo do que a preposição a.



Queria perguntar-vos sobre a utilização de em ou no/na antes de nos referirmos a lugares. Porque dizemos no Porto mas não na Lisboa? Porque tanto se diz na França como em França? Existe alguma regra para a utilização ou não de artigo definido (e respectivas contracções) quando nos queremos referir a um local? Por exemplo: porquê dizer fui ao Funchal e não fui a Funchal?
O uso de artigos definidos (o, a os, as) antes de topónimos (isto é, nomes próprios que designam lugares geográficos) não corresponde a uma regra rígida na língua portuguesa. As indicações dadas por gramáticas e prontuários são em geral fluidas e por vezes contraditórias, pelo que as respostas a questões relacionadas com este assunto raramente podem ser peremptórias.

Na Nova Gramática do Português Contemporâneo, de Celso CUNHA e Lindley CINTRA (Lisboa, Edições João Sá da Costa, 14.ª ed., 1998, pp. 228-231), são elencadas algumas indicações para o uso ou não do artigo definido com nomes geográficos.

Preconiza-se nomeadamente o uso de artigo antes de nomes de “países, regiões, continentes, montanhas, vulcões, desertos, constelações, rios, lagos, oceanos, mares e grupos de ilhas” (ex.: a Suíça, a Escandinávia, a Europa, o Pico, o Etna, o Sara, o Centauro, o Guadiana, o Tanganica, o Índico, o Adriático, as Baleares), mas facilmente um falante se lembrará de muitos contra-exemplos para estas indicações (a própria gramática lista alguns deles: Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, São Tomé e Príncipe, Macau, Timor, Andorra, Israel, São Salvador, Aragão, Castela, Leão).

Do mesmo modo se indica que não se usa geralmente o artigo definido “com os nomes de cidades, de localidades e da maioria das ilhas”, mas logo se apresentam contra-exemplos, nomeadamente os casos de nomes de cidades e localidades que derivam de um substantivo comum (a Guarda, o Porto, o Rio de Janeiro, a Figueira da Foz).

Estas indicações gerais são úteis e correspondem provavelmente à maioria dos casos, mas os muitos casos que as contrariam (é significativa a lista de excepções ou contra-exemplos que as gramáticas apresentam) tornam a decisão de empregar ou não o artigo quase dependente de cada topónimo e da experiência linguística do falante.

Há ainda casos de topónimos como Espanha, França, Itália, Inglaterra ou Chipre em que é oscilante o uso ou não de artigo (ex.: foi viver para (a) Espanha).

O topónimo Funchal é usado sobretudo precedido de artigo (ex.: viajo amanhã para o Funchal; estou no [= em + o] Funchal; vou ao [= a + o] Funchal) e poderá incluir-se na categoria de nomes de cidades ou localidades “que se formaram de substantivos comuns” (CUNHA e CINTRA, p. 230).

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Palavra do dia

fa·ba·ge·la |é| fa·ba·ge·la |é|
(francês fabagelle)
substantivo feminino

[Botânica]   [Botânica]  Planta (Zygophyllum fabago) da família das zigofiláceas.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/gramar [consultado em 15-10-2019]