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frente

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frentefrente
( fren·te

fren·te

)
Imagem

EncadernaçãoEncadernação

Superfície exterior de um livro ou caderno que corresponde à abertura do volume, na parte oposta à lombada.


nome feminino

1. Parte dianteira. = FACEVERSO

2. Lado principal do exterior de um edifício, onde está a entrada principal. = FACHADA, FRONTARIA, FRONTISPÍCIOTRASEIRAS

3. Frontispício.

4. Rosto.

5. Vanguarda.

6. Extensão ou linha de território contínuo em que combatem os soldados.

7. [Encadernação] [Encadernação] Superfície exterior de um livro ou caderno que corresponde à abertura do volume, na parte oposta à lombada.Imagem = CORTE DE ABERTURA, DIANTEIRA

8. [Meteorologia] [Meteorologia] Zona que limita duas massas de ar de densidade e temperaturas diferentes, bem como a sua linha divisória com a superfície terrestre.


à frente

Na dianteira.

daí para a frente

A partir desse ponto no tempo ou no espaço (ex.: ganhou confiança e daí para a frente conseguiu executar a dança; a viagem tem de ser feita de jipe daí para a frente). = DAÍ EM DIANTE

dali para a frente

A partir daquele ponto no tempo ou no espaço (ex.: o presidente prometeu mobilizar mais recursos dali para a frente; a caminhada é feita sem guia dali para a frente). = DAÍ EM DIANTE

daqui para a frente

A partir deste ponto no tempo ou no espaço (ex.: daqui para a frente só haverá uma pausa para café e não duas; daqui para a frente a rua muda de nome). = DAÍ EM DIANTE

em frente

Defronte; a direito.

fazer frente

Resistir.

Estar voltado para (determinado lado).

frente a frente

Em posição em que um está diante do outro (ex.: nunca conversaram frente e frente). = FACE A FACE

etimologiaOrigem etimológica:espanhol frente, do latim latim frons, ontis.

Auxiliares de tradução

Traduzir "frente" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Pretendo saber como se lê a palavra ridículo. Há quem diga que se lê da forma que se escreve e há quem diga que se lê redículo. Assim como as palavras ministro e vizinho, onde também tenho a mesma dúvida.
A dissimilação, fenómeno fonético que torna diferentes dois ou mais segmentos fonéticos iguais ou semelhantes, é muito frequente em português europeu.

O caso da pronúncia do primeiro i não como o habitual [i] mas como [i] (idêntico à pronúncia de se ou de) na palavra ridículo é apenas um exemplo de dissimilação entre dois sons [i].

O mesmo fenómeno pode acontecer nos casos de civil, esquisito, feminino, Filipe, imbecilidade, medicina, militar, milímetro, ministro, príncipe, sacrifício, santificado, Virgílio, visita, vizinho (o segmento destacado é o que pode sofrer dissimilação), onde se pode verificar que a modificação nunca ocorre na vogal da sílaba tónica ou com acento secundário, mas nas vogais de sílabas átonas que sofrem enfraquecimento.

A este respeito, convém referir que alguns dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea, da Academia das Ciências de Lisboa (Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004), apresentam transcrição fonética das palavras. Podemos verificar que nestas obras de referência, a transcrição não é uniforme. No dicionário da Academia das Ciências, estas palavras são transcritas de forma quase sistemática sem dissimilação, mas a palavra príncipe é transcrita como prínc[i]pe. No dicionário da Porto editora, algumas destas palavras são transcritas com e sem dissimilação, por esta ordem, como em feminino, medicina, militar, ministro ou vizinho, mas a palavra esquisito é transcrita com a forma sem dissimilação em primeiro lugar, enquanto as palavras civil, príncipe, sacrifício e visita são transcritas apenas sem dissimilação.

Em conclusão, nestes contextos, é possível encontrar no português europeu as duas pronúncias, com e sem dissimilação, sendo que em alguns casos parece mais rara e noutros não. A pronúncia destas e de outras palavras não obedece a critérios de correcção, pois não se trata de uma pronúncia correcta ou incorrecta, mas de variações de pronúncia relacionadas com o dialecto ou o sociolecto do falante. Assim, nos exemplos acima apresentados é igualmente correcta a pronúncia dos segmentos assinalados como [i] ou [i].




Em qual destas frases existe um erro de sintaxe? Há negócios cujas vantagens parecem evidentes; O negócio onde o meu pai está envolvido dá prejuízo.
As gramáticas e os dicionários de língua portuguesa, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea ou a Gramática da Língua Portuguesa (p. 664), indicam que o advérbio ou pronome relativo onde expressa unicamente valores locativos, isto é, está relacionado com a noção de lugar físico, pelo que a segunda frase que refere (o negócio onde o meu pai está envolvido dá prejuízo) pode ser de alguma forma considerada menos correcta, já que “negócio” não é, neste contexto, um espaço físico, mas um substantivo abstracto. Nessa frase, as locuções adverbiais relativas em que ou no qual podem ser tidas como mais adequadas (o negócio em que/no qual o meu pai está envolvido dá prejuízo).

A primeira frase (há negócios cujas vantagens parecem evidentes) não apresenta qualquer tipo de agramaticalidade ou incorrecção sintáctica.