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endinheirado

A forma endinheiradopode ser [masculino singular particípio passado de endinheirarendinheirar] ou [adjectivoadjetivo].

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endinheiradoendinheirado
( en·di·nhei·ra·do

en·di·nhei·ra·do

)


adjectivoadjetivo

1. Que tem posses ou muito dinheiro. = ABASTADO, RICO

2. Acompanhado de dinheiro.

3. A que o dinheiro dá valor.

sinonimo ou antonimoSinónimoSinônimo geral: ADINHEIRADO

etimologiaOrigem etimológica:particípio de endinheirar.
endinheirarendinheirar
( en·di·nhei·rar

en·di·nhei·rar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

Tornar ou ficar rico. = ENRIQUECER

etimologiaOrigem etimológica:en- + dinheiro + -ar.


Dúvidas linguísticas



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).




Será que existe o plural de arroz em arrozes? Será que se emprega?
O substantivo arroz, apesar de ser mais frequentemente usado no singular, forma o plural arrozes, seguindo o paradigma regular das palavras terminadas em z (ex.: capazcapazes; felizfelizes; velozvelozes; xadrezxadrezes; avestruzavestruzes). A palavra arroz é considerada um substantivo não contável (ou substantivo massivo), isto é, um substantivo que designa um conjunto cujas várias partes não se podem enumerar ou contar (ex.: comprei tabaco; a frase comprei dois tabacos será entendida como comprei dois tipos de tabaco), ao contrário dos substantivos contáveis, que designam uma ou várias partes enumeráveis de um conjunto (ex.: comprei cigarros e fumei dois). Os substantivos não-contáveis podem, no entanto, admitir plural para designar qualificações ou quantificação de porções da entidade referente (ex.: fez vários arrozes para acompanhar o frango = fez vários tipos de arroz para acompanhar o frango).