Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub

pub
cotacota | s. f.
cotacota | s. f.
cotacota | s. f.
cotacota | s. f.
cotacota | adj. 2 g. | s. 2 g. | s. m. pl.
3ª pess. sing. pres. ind. de cotarcotar
2ª pess. sing. imp. de cotarcotar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

co·ta |ó| co·ta |ó| 2
(francês cotte)
substantivo feminino

1. [Militar]   [Militar]  Túnica usada debaixo da armadura (ex.: cota metálica).

2. [Antigo]   [Antigo]  Espécie de gibão.

Confrontar: quota.

co·ta |ó| co·ta |ó| 5
(neo-árico e sânscrito kotta)
substantivo feminino

[Antigo, Índia]   [Antigo, Índia]   [História]   [História]  Construção fortificada para defender um lugar. = FORTALEZA

Confrontar: quota.

co·ta |ó| co·ta |ó| 4
(tâmul kottei)
substantivo feminino

[Antigo, Índia]   [Antigo, Índia]  Medida de capacidade para cereais.

Confrontar: quota.

co·ta |ó| co·ta |ó| 1
(latim quota, feminino de quotus, -a, -um, em que número?, de que número?, qual?)
substantivo feminino

1. Nota escrita à margem de um texto .

2. Nota de referência.

3. Conjunto de letras e números usado para classificar livros ou publicações.

4. [Geometria, Topografia]   [Geometria, Topografia]  Indicação do nível de um ponto em relação a um plano de comparação.

5. [Matemática]   [Matemática]  Terceira coordenada cartesiana de um ponto do espaço.

6. Porção ou parte fixa e determinada. = QUINHÃO, QUOTA, QUOTA-PARTE

7. Parte que toca a cada uma das pessoas que devem pagar ou receber uma quantia. = PARCELA, QUINHÃO, QUOTA, QUOTA-PARTE

8. Prestação periódica a pagar, muitas vezes mensalmente. = QUOTA

9. Quantidade ou percentagem máxima ou mínima de pessoas ou de objectos ou de outros itens. = QUOTA

10. Parte ou percentagem que pertence a algo ou alguém. = QUOTA

11. [Economia]   [Economia]  Parcela do capital de empresa que pertence a cada um dos sócios. = QUOTA

12. Parte oposta ao gume de um instrumento cortante.

Confrontar: quota.

Ver também dúvida linguística: quotidiano / cotidiano.

co·ta |ó| co·ta |ó| 3
(quimbundo kota, superior)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. [Informal]   [Informal]  Que é velho ou mais velho (ex.: o marido é muito cota).

substantivo de dois géneros

2. [Informal]   [Informal]  Pessoa mais velha ou com idade (ex.: o cota gosta de contar histórias).

3. [Informal]   [Informal]  Pai ou mãe (ex.: pedi o carro emprestado à minha cota; o cota dele faz o quê?). = VELHO


cotas
substantivo masculino plural

4. [Informal]   [Informal]  O pai e a mãe (ex.: os cotas dele compraram uma casa nova). = PAIS, VELHOS

Confrontar: quota.

co·tar co·tar - ConjugarConjugar
(cota + -ar)
verbo transitivo

1. Pôr cota em.

2. Fixar a taxa de.

3. Indicar o nível de.

pub

Auxiliares de tradução

Traduzir "cota" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Palavras vizinhas

Esta palavra em blogues

Ver mais
Blogues do SAPO

Esta palavra no Twitter

Dúvidas linguísticas


Existe o verbo chaqualhar (no sentido de agitar)? Vi que existe chocalhar (que teria o mesmo sentido), mas em nosso dia-a-dia usamos chaqualar. Existe? É assim que se escreve? Ou assim: chacualhar?
A forma correcta é chacoalhar, como pode verificar no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa .



Tenho uma dúvida com o verbo oferecer nas seguintes frases e gostaria de saber qual delas está correcta e porquê? a) Se me ofereceres um livro, vou ficar feliz. b) Se ofereceres-me um livro, vou ficar feliz.
Os clíticos são pronomes pessoais átonos, isto é, pronomes pessoais de uma só sílaba (como o, a, me, nos, se, etc.), que não têm acentuação própria e por isso dependem do acento da palavra que está imediatamente antes ou depois (normalmente um verbo). Quando o clítico depende da palavra que está antes, trata-se do fenómeno da ênclise (ex.: Ofereceste-me um livro e fiquei feliz), e, quando o clítico depende da palavra que está depois, trata-se do fenómeno da próclise (ex.: Se me ofereceres um livro, ficarei feliz).

No português de Portugal, se não houver algo que atraia o clítico para outra posição, a ênclise é a posição padrão, isto é, o clítico surge depois do verbo (ex.: Ele ofereceu-me um livro). Esta é, aliás, uma das diferenças em relação ao português do Brasil, onde a próclise é mais frequente, isto é, a posição do clítico antes do verbo (ex.: Ele me ofereceu um livro).

Há, no entanto, um conjunto de situações em que o clítico é atraído para antes do verbo (próclise), sendo que, em algumas destas situações, a próclise é mesmo considerada obrigatória. Os contextos que atraem os clíticos para antes do verbo podem sistematizar-se da seguinte forma:
a) Partículas de negação. ex.: Nunca me avisaram. Não lhe foram dizer. Nada lhes falta. Nem nos falou.
b) Pronomes ou advérbios interrogativos. ex.: Quem te avisou? Não soube o que lhe perguntar.
c) Pronomes ou advérbios exclamativos ou palavras exclamativas. ex.: Que trapalhada nos aconteceu! Bonito sarilho me arranjaste!
d) Pronomes ou advérbios relativos. ex.: Consultou o médico que lhe indicaram. Lembra-se bem do lugar onde os encontrou.
e) Conjunções subordinativas completivas. ex.: Acho que o ofendi. Perguntaram se a tinha visto. Foi isso que eu te disse antes.
f) Conjunções subordinativas que introduzem orações adverbiais (causais, comparativas, concessivas, condicionais, consecutivas, finais, temporais). ex.: Perdeu o início do filme porque se atrasou. Como lhe disse anteriormente, estou convencido da veracidade dos factos. Ainda que vos custe, têm de partir. Se me ofereceres um livro, ficarei feliz. Abanou tanto o ramo que o partiu. Trabalhou muito para o conseguir. Quando a viu, sorriu.
g) Advérbios ou locuções adverbiais como ainda, já, oxalá, sempre, só, talvez, também. Ex. Ainda ontem as vi. o conheço bem. Oxalá se mantenha assim. Sempre o conheci atrevido. lhes entreguei o documento hoje. Talvez te lembres mais tarde. Se ainda estiverem à venda, também os quero comprar.
h) Quantificadores e pronomes ou determinantes indefinidos como algo, alguém, ambos, pouco, qualquer, todo, tudo. Ex. Naquela história algo a intrigava. Alguém os tinha tramado. Ambos me disseram o mesmo. Poucos lhe tinham agradecido. Qualquer pessoa o conhece. Não sabiam o que acontecera, mas todos a criticaram. Tudo as incomoda.
i) Preposições (excepto a preposição a) ou locuções preposicionais. Ex. Criticou o filme antes de o ver. Comprei a saia para a usares. Não há nenhum mal em te manifestares.
j) Gerúndios regidos da preposição em (actualmente com pouco uso). Ex. Em lhe falando, tudo será mais fácil.

Esta explicitação pode parecer estranha e difícil de compreender, mas os falantes têm implícitos e interiorizados muitos destes contextos de próclise. A prova é que, se houver utilização de ênclise (clítico depois do verbo) na maioria dos exemplos acima, o falante estranhará e provavelmente vai considerá-los agramaticais ou pelo menos duvidosos: *Nunca avisaram-me. *Nada falta-lhes. *Quem avisou-te? *Que trapalhada aconteceu-nos! *Consultou o médico que indicaram-lhe. *Acho que ofendi-o.

A questão dos clíticos é complexa e não se limita à esquematização apresentada; a essa complexidade ainda se podem juntar questões de estilo e de eufonia (isto é, aquilo que é mais agradável ao ouvido), que são subjectivas e dificilmente limitadas por regras ou excepções. Apenas como exemplo, na frase Na face lhes batia o sol ardente (em vez da ordem canónica O sol ardente batia-lhes na face), não parece haver outro motivo para a próclise a não ser a inversão estilística da ordem normal sujeito-verbo-complemento.

Em conclusão, as frases que nos enviou enquadram-se no contexto referido na alínea f), pois trata-se de uma oração subordinada condicional, introduzida pela conjunção se. Por este motivo, estará correcta a frase Se me ofereceres um livro, ficarei feliz.

O corrector sintáctico do FLiP assinala muitos destes contextos de atracção dos clíticos, como poderá verificar no FLiP On-line (www.flip.pt/online), com a frase em questão na sua dúvida.

pub

Palavra do dia

mo·li·ni·lho mo·li·ni·lho
(espanhol molinillo)
substantivo masculino

1. Pequeno moinho movido à mão.

2. Pau cilíndrico, com uma extremidade circular dentada e grossa, que se faz girar com as palmas das mãos para mexer o chocolate quente.

pub

Mais pesquisadas do dia

Siga-nos



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/cota [consultado em 20-11-2019]