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cativar

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cativarcativar
( ca·ti·var

ca·ti·var

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo e pronominal

1. Tornar ou ficar cativo; tirar ou perder a liberdade; reduzir ou ficar reduzido a cativeiro. = APRISIONAR, CAPTURAR, PRENDER, SUBJUGAR, SUJEITARLIBERAR, LIBERTAR, SOLTAR

2. Conseguir ou dirigir a atenção, o interesse, a estima ou o amor. = ATRAIR, CONQUISTAR, ENCANTAR, SEDUZIRAFASTAR, REPELIR, REPULSAR


verbo transitivo

3. Reduzir à obediência; limitar ou inibir a vontade de. = DOMINAR, SUBJUGAR, SUJEITAR

4. Guardar ou manter em seu poder (ex.: cativar memórias felizes). = CONSERVAR, RETER

5. [Pouco usado] [Pouco usado] Hipotecar.

6. [Portugal] [Portugal] [Finanças] [Finanças] Não atribuir verbas ou montantes previstos para despesas (ex.: o Governo vai cativar despesa no valor de vários milhões de euros).

etimologiaOrigem etimológica:latim captivo, -are, fazer cativo.

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Traduzir "cativar" para: Espanhol Francês Inglês

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Dúvidas linguísticas



Com relação à conjugação do verbo adequar e às explicações que vocês forneceram para uma consulta enviada, quero registrar que estranha-me o fato de vocês terminarem a explicação dizendo "..., como afirma Rebelo Gonçalves, que o termo (no caso, uma forma verbal) que hoje não passa de uma hipótese, futuramente poderá ser uma realidade."
Seguramente, se formos considerar tudo o que hoje é uma hipótese, já como realidade ouviremos inúmeros "a nível de Brasil", "houveram muitos problemas", "menas pessoas", "há dez anos atrás", "fazem muitos anos que não a vejo", etc.
Entendo que, a partir daí, as regras gramaticais não farão mais nenhum sentido na nossa língua portuguesa.
Sem contar que na conjugação desse mesmo verbo, no Pretérito Perfeito do Indicativo, vocês acentuaram a primeira pessoa do plural, regra de acentuação que desconheço e que, se vocês observarem, também não consta do Houaiss.
Permita-me uma segunda observação: a resposta para essa pesquisa vocês consultaram Rebelo Gonçalves, no Vocabulário da Língua Portuguesa, datado de 1966. A última reforma ortográfica data, se não me engano, de 1973, portanto muito tempo depois.
A defectividade de determinados verbos sempre foi objecto de discussão entre linguistas e gramáticos, uma vez que, apesar de alguns serem considerados defectivos em determinadas acepções, o uso das restantes formas que não fazem parte do paradigma defectivo é sempre possível em determinados contextos. Os outros casos que refere como sendo também possíveis de utilização normativa futura são consensuais entre os gramáticos quanto à sua incorrecção, não gerando qualquer discórdia a nível semântico, lexical ou sintáctico. A justificação apresentada na resposta quer apenas indicar que, enquanto até há pouco tempo os dicionários de língua e de conjugação registavam alguns verbos como defectivos, existem obras que actualmente conjugam os mesmos verbos em todas as pessoas, fazendo a indicação da sua defectividade nas gramáticas tradicionais.

O Vocabulário de Rebelo Gonçalves, apesar de editado em 1966, continua a ser a referência para a elaboração de obras lexicográficas e para o esclarecimento de muitas dúvidas. Enquanto não sair do prelo a nova edição revista do Vocabulário de Rebelo Gonçalves ou um novo elaborado pela Academia das Ciências de Lisboa que venha a ser reconhecidamente a referência lexicográfica para o Português europeu, aquele continuará a ser a base por excelência para a elaboração de dicionários e para a resolução de dúvidas lexicais (para a norma europeia do Português).

Ao contrário do que refere, a última reforma ortográfica não data de 1973, uma vez que a lei promulgada nesse ano em Portugal é apenas uma revisão e simplificação de determinados pontos do acordo ortográfico de 1945, que o Brasil não ratificou.

Quanto à flexão acentuada graficamente do verbo adequar no pretérito perfeito do indicativo (adequámos), o paradigma dos verbos regulares da 1.ª conjugação prevê, em Portugal e não no Brasil, que se acentue as formas da primeira pessoa do plural do pretérito perfeito do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a aberto) para se distinguir das formas do presente do indicativo (que em Portugal se pronunciam com a fechado): comprámos/compramos, lavámos/lavamos, registámos/registamos, etc. Portanto, a conjugação apresentada no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa está de acordo com o estabelecido no acordo ortográfico em vigor em Portugal.




Na frase "Houve movimentos financeiros entre todos os operadores, nacionais e estrangeiros", qual é o propósito da vírgula ali colocada? Poder-se-á concluir que a frase significa que houve movimentos financeiros entre todos os operadores nacionais, entre todos os operadores estrangeiros e entre todos os operadores nacionais e estrangeiros?
A questão colocada diz respeito, por um lado, ao uso da pontuação, nomeadamente da vírgula, e, por outro, à diferença entre os grupos adjectivais apositivos e os grupos adjectivais restritivos. Relativamente ao uso da vírgula em geral, poderá consultar a resposta vírgula antes da conjunção e.

No caso da frase em análise, a vírgula é usada para separar o aposto "nacionais e estrangeiros", constituído por dois adjectivos coordenados, do nome que está a qualificar. Este aposto não constitui uma restrição ao nome operadores, mas fornece informação adicional sobre o mesmo (trata-se de "todos os operadores", que poderão ser "nacionais ou estrangeiros"). Se porventura se tratasse de um adjectivo restritivo, isto é, que limita o significado do antecedente, não poderia ser separado do seu antecedente por vírgula (ex.: houve movimentos financeiros entre todos os operadores nacionais e não *houve movimentos financeiros entre todos os operadores, nacionais).