Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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cativar

cativarcativar | v. tr. | v. pron.
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ca·ti·var ca·ti·var

- ConjugarConjugar

(latim captivo, -are, fazer cativo)
verbo transitivo

1. Tornar cativo, reduzir a cativeiro.

2. Subjugar.

3. Seduzir.

4. Encantar.

5. Hipotecar.

6. [Finanças]   [Finanças]  Não atribuir verbas ou montantes previstos para despesas (ex.: o Governo vai cativar despesa no valor de vários milhões de euros).

verbo pronominal

7. Ficar cativo.

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Dúvidas linguísticas


Uma dúvida que tenho é sobre a expressão "um outro". No Word, o corretor ortográfico sempre interfere quando a utilizo, dizendo-me para substituí-la por apenas "outro". É errada essa expressão?
Relativamente à expressão "um outro" (ex.: é preciso ver a questão sob um outro prisma) que o seu corrector do Word assinala como erro, sugerindo a substituição por apenas “outro”, trata-se antes de um caso de redundância, do foro da estilística. Estamos perante a sequência de duas classes gramaticais com o mesmo valor indefinido, ou seja, ambas deixam indeterminada uma identidade em particular, pelo que a primeira, mas não a segunda, pode ser omitida sem perda de significado (ex.: é preciso ver a questão sob outro prisma). Nem sempre estes casos de redundância são sentidos como erros por todos os falantes, sobretudo quando não interferem com a clareza do discurso ou quando visam marcar determinada ênfase, pelo que, em última instância, o seu uso depende da sensibilidade linguística de cada falante.



Tenho uma dúvida relativamente ao novo acordo ortográfico. Será que alguém me pode explicar de forma convincente porque é que a palavra "pára" (3ª pess. sing. pres. ind. de parar e 2ª pess. sing. imp. de parar) terá a sua grafia alterada para "para"?
Não bastavam já todos os outros exemplos na língua portuguesa em que diferentes palavras têm a mesma grafia, mudando a sua pronúncia para alterar o significado? A final o novo acordo ortográfico serve para simplificar ou para complicar?
Não quero dizer que muitas das coisas do novo ortográfico não fazem sentido, por muito que nos custe alterar a forma como nos ensinaram a ler e a escrever, mas é por causa destes exemplos, no meu ver, completamente estúpidos, que o novo acordo perde credibilidade e fará com que muita gente se recuse a aplicá-lo.
Como deverá ser do seu conhecimento, a Priberam, sendo uma empresa privada, não teve qualquer intervenção ou influência na redacção, aprovação e/ou aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, limitando-se apenas a adaptar os seus produtos de cariz linguístico a um acordo com valor legislativo e a divulgar as novas regras por ele estipuladas, permitindo assim aos utilizadores da língua portuguesa e dos produtos e serviços da Priberam uma familiarização gradual com a nova grafia. É de referir que a Priberam tem feito uma análise crítica do texto legal e dos problemas colocados na sua aplicação efectiva, como poderá verificar na secção Acordo Ortográfico em www.flip.pt.

A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e muitas vezes com motivações pouco claras para o utilizador.

No caso específico da alteração de pára que passa a para, (cf. Base IX, 9.º), o texto da “Nota Explicativa” (no ponto 5.4.1) que se segue ao texto do Acordo Ortográfico, pretende justificar esta alteração da seguinte forma:
“a) Em primeiro lugar, por coerência com a abolição do acento gráfico já consagrada pelo Acordo de 1945, em Portugal, e pela Lei n.º 5765, de 18 de Dezembro de 1971, no Brasil, em casos semelhantes, como, por exemplo: acerto (ê), substantivo, e acerto (é), flexão de acertar; acordo (ô), substantivo, e acordo (ó), flexão de acordar; cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; sede (ê) e sede (é), ambos substantivos; etc.;
b) Em segundo lugar, porque, tratando-se de pares cujos elementos pertencem a classes gramaticais diferentes, o contexto sintáctico permite distinguir claramente tais homógrafas.”

É de referir que esta opção parece ser inconsistente com o estipulado no n.º 3 da Base VIII para o caso do verbo pôr e da preposição por: "3.º Prescinde-se de acento gráfico para distinguir palavras oxítonas homógrafas, mas heterofónicas/heterofônicas, do tipo de cor (ô), substantivo, e cor (ó), elemento da locução de cor; colher (ê), verbo, e colher (é), substantivo. Excetua-se a forma verbal pôr, para a distinguir da preposição por." Repare-se como o critério que é válido para pôr/por não parece ser suficiente no caso de pára/para, o que é revelador de falta de sistematicidade.

Por outro lado ainda, este Acordo Ortográfico de 1990 admite, na Base IX, 6.º b), a grafia fôrma, a par de forma, apesar de se tratar da reinserção de uma grafia que já fora abolida quer no português europeu, quer no português do Brasil, e de contrariar, de alguma forma, o disposto na mesma base, ponto 10.º.

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Palavra do dia

in·tru·jão in·tru·jão


(intrujar + -ão)
adjectivo e nome masculino
adjetivo e nome masculino

1. Que ou aquele que engana, intruja. = ALDRABÃO, BURLÃO, IMPOSTOR, TRAPACEIRO

2. [Brasil]   [Brasil]  Que ou o que recebe o produto de um furto para o vender.


SinónimoSinônimo Geral: INTRUJA

Feminino: intrujona.Feminino: intrujona.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/cativar [consultado em 10-05-2021]