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autoctonia

autoctoniaautoctonia | n. f.
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au·toc·to·ni·a au·toc·to·ni·a


nome feminino

Qualidade de autóctone.

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Ter tomado pé na dualidade existente: é essa a medida de autoctonia ou de ancoragem no real que deve ser

Em Um túnel no fim da luz

O que perdia em performance, ganhava em autoctonia ..

Em www.appsdoandroid.com

Ou, para usar uma bela expressão de Achile Mbembe, como " celebração da autoctonia "..

Em Diário de um sociólogo
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Qual é o diminutivo da palavra foto? Esse diminutivo é masculino ou feminino?
A adjunção de sufixos diminutivos não altera as propriedades morfossintácticas do derivante, que são herdadas pelo derivado. Assim, por exemplo, os sufixos -inho e -zinho alteram apenas a informação semântica (o juízo de valor que se faz sobre a forma de base a que se juntam), mantendo a mesma categoria sintáctica e o mesmo género do derivante: quando se associam a um adjectivo geram um adjectivo (moderno/a - moderninho/a - modernozinho/a), quando se associam a um nome geram um nome (papel - papelinho - papelzinho) e quando se associam a um advérbio geram um advérbio (devagar - devagarinho - devagarzinho).

Tradicionalmente, os sufixos -inho e -zinho são considerados o mesmo, sendo a consoante -z- encarada como um elemento de ligação, pelo que a forma -zinho é tida como uma variante de -inho. No entanto, o seu emprego é distinto, já que se associam a diferentes formas de base, o que faz deles mais do que meras variantes. O sufixo -inho associa-se a radicais, mantendo sempre a vogal da forma de base no caso de palavras de tema em -a ou -o (ex.: um livro - um livrinho; uma caneta - uma canetinha; um pijama - um pijaminha; uma tribo - uma tribinho) e, no caso de palavras de tema em -e ou de tema nulo, substituindo a vogal da forma de base por -a e por -o, consoante os valores de feminino e masculino, respectivamente, da palavra de base (ex.: um sabonete - um sabonetinho; uma semente - uma sementinha; um anel - um anelinho; uma espiral - uma espiralinha). O sufixo -zinho associa-se a palavras (e não a radicais), mantendo a vogal temática de acordo com o género da palavra de base (ex.: um livro - um livrozinho; uma caneta - uma canetazinha; um pijama - um pijamazinho; uma tribo - uma tribozinha; um sabonete - um sabonetezinho; uma semente - uma sementezinha; um anel - um anelzinho; uma espiral - uma espiralzinha). O mesmo é válido para os sufixos -ito e -zito.

Posto isto, o substantivo feminino foto (redução de fotografia) pode apresentar vários diminutivos, consoante os sufixos usados, sendo todos femininos: uma foto - uma fotinho, uma fotozinha, uma fotito, uma fotozita. Não há muitos substantivos femininos terminados em -o (para além de foto e tribo, a lista inclui expo (redução de exposição), imago, libido, moto, virago e pouco mais) e o seu uso no grau diminutivo não é dos mais frequentes, o que justifica as hesitações e, por vezes, as incorrecções de alguns falantes.




É com espanto que vejo que na conjugação do verbo haver aparecer a forma houveram. Sempre aprendi que a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito não existe. Podem-me explicar se é moda nova?!
A flexão do verbo haver varia consoante o seu emprego. Assim, quando este é empregue como verbo principal, com os sentidos de “existir” (em 1.a), de "ter decorrido" (em 2.a) e de “acontecer” (em 3.a), ele é impessoal, i.e., utiliza-se apenas na 3.ª pessoa do singular. Daí a má formação das frases 1.b), 2.b) e 3.b), assinaladas com asterisco (*):

1. a) Houve muitos deputados investigados.
b) * Houveram muitos deputados investigados.

2. a) Havia duas horas que estava à espera.
b) * Haviam duas horas que estava à espera.

3. a) Na semana passada houve muitos acidentes.
b) * Na semana passada houveram muitos acidentes.

Quando é empregue como verbo principal com outros sentidos que não os de "existir", "ter decorrido" ou "acontecer", é flexionado em todas as pessoas:

4. a) Os organizadores do colóquio houveram por bem encomendar uma sondagem. [achar, considerar]
b) E que bem se houveram os portugueses no confronto! [avir-se]

O verbo haver emprega-se ainda como auxiliar em tempos compostos, sendo também flexionado em todas as pessoas:

5. As encomendas haviam sido entregues.

Como se pode ver pelas frases 4-5, a 3.ª pessoa do plural do pretérito perfeito do verbo haver existe, pelo que o conjugador deve incluí-la, não podendo é ser utilizada nos casos em que o verbo é impessoal.

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Palavra do dia

per·ca·li·na per·ca·li·na


(francês percaline)
nome feminino

Tecido de algodão, leve e lustroso, empregado sobretudo em forros e em encadernações de livros.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/autoctonia [consultado em 20-01-2022]