Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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autonomiaautonomia | s. f.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

au·to·no·mi·a au·to·no·mi·a
(grego autonomía, liberdade para usar leis próprias, independência)
substantivo feminino

1. Faculdade de um país conquistado ou de uma região administrativa de se administrar por suas próprias leis.

2. Independência administrativa em relação a um poder central.

3. Liberdade moral ou intelectual.

4. Distância que pode percorrer ou tempo que pode permanecer em funcionamento um meio de transporte sem necessidade de se reabastecer de combustível.

5. Tempo que pode funcionar um aparelho ou equipamento sem necessidade de recarregamento de energia.

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Dúvidas linguísticas


A minha dúvida prende-se com a palavra rubrica. Julgo que é utilizada para designar um tipo de assinatura, mas também como sinónimo de assunto. A entoação da palavra é diferente nos dois casos, mas a ortografia é igual?
Deverá pronunciar sempre /rubríca/ e não /rúbrica/.

Como poderá verificar ao consultar o verbete rubrica no Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, esta palavra tem vários sentidos ou acepções, alguns dos quais correspondem aos apontados na sua questão.

No que diz respeito à sua pronúncia, esta palavra só pode ser pronunciada correctamente como palavra grave, com acento de intensidade na penúltima sílaba: ru['bri]ca (a plica que surge na transcrição entre parênteses rectos corresponde ao acento de intensidade na sílaba -bri-), independentemente do sentido em que é utilizada. Esta acentuação deriva do étimo latino desta palavra, cuja penúltima sílaba era pronunciada como longa.

A pronúncia desta palavra como palavra esdrúxula, isto é, *['ru]brica, com acento de intensidade na antepenúltima sílaba, é incorrecta (como indica o asterisco), apesar de muito difundida, e só poderia ser aceite caso a ortografia desta palavra fosse *rúbrica (forma não atestada em nenhuma obra de referência).

Esta é uma questão de adequação ortografia/pronúncia segundo as regras ortográficas do português e o Acordo Ortográfico de 1990 não alterou nada neste âmbito.




Desde sempre tive muita dificuldade em escrever palavras que têm -ss-, -ç-, -s- e -c-; nunca sei quando é que utilizo cada um deles.
A ortografia é um conjunto de regras convencionadas; como tal, é artificial e às vezes “pouco amiga do utilizador”.

A maioria das vezes, é o utilizador da língua que mais lê e mais consulta obras de referência, como dicionários, prontuários e afins, que melhor conhece essas regras e que melhor escreve.

O caso das consoantes ou sequências de consoantes apontadas é frequentemente problemático, por corresponder muitas vezes ao mesmo som [s].

Não há nenhuma estratégia para escrever correctamente que não passe pela memorização do léxico e pela interiorização das regras, decorrentes da experiência de leitura e de escrita.

Há, no entanto, algumas indicações úteis:

a) O esse simples (s) representa o som [s] apenas em início de palavra (ex.: seguro, só), a seguir a vogal nasal (ex.: cônsul, pensão), ou a seguir a consoante (ex.: absorção, bolso, psicologia, urso); há algumas excepções, como obséquio ou trânsito, em que o s se lê [z]. Entre vogais, o s nunca tem valor de [s], mas sempre de [z] (ex.: casa).

b) O esse dobrado (ss) representa o som [s] apenas em contextos intervocálicos (ex.: assar, isso, promessa, russo), e nunca em início de palavra ou depois de consoante.

c) O (c) representa o som [s] apenas antes das vogais e (ex.: aceder, alce, comecei, torcer) ou i (ex.: ácido, cálcio, macio, narciso).

d) O cê com cedilha ou cê cedilhado é um sinal gráfico (ç) que representa o som [s] antes das vogais a (ex.: alça, cabeça, junção), o (ex.: calço, moço, monções) ou u (ex.: açúcar, calçudo). Este sinal nunca surge em início de palavra, nem se usa antes das vogais e (ex.: cabecear) ou i (ex.: mocinho), pois nesses casos o cê sem cedilha (c) já tem o valor de [s].

As indicações acima, ou outras mais completas, não resolvem todas as dúvidas, apenas excluem algumas grafias erradas e podem ajudar a interiorizar certas regras depois de explicitadas. A consulta de obras de referência (dicionários, vocabulários, prontuários e afins), de que o Dicionário Priberam da Língua Portuguesa é apenas um exemplo, pode ajudar na verificação de casos duvidosos. Esta verificação pode também contribuir para a memorização do léxico e interiorização das regras.

Poderá ter alguma utilidade a consulta da Base V do Acordo Ortográfico de 1945 para a norma europeia do português, especialmente no número 3.º. Para a norma brasileira, estas indicações também são válidas, sendo semelhantes às que estão no grupo X do Formulário Ortográfico de 1943.

Com a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, não há nenhuma alteração relativamente a este assunto, mas poderá ser útil a consulta da Base III.

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Palavra do dia

fal·sa·-bra·ga fal·sa·-bra·ga
(falsa, feminino de falso + braga)
substantivo feminino

[Fortificação]   [Fortificação]  Espécie de muro entre a muralha e o fosso. = BARBACÃ

Plural: falsas-bragas.Plural: falsas-bragas.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/autonomia [consultado em 06-12-2019]