Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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andarilhoandarilho | adj. s. m. | s. m.
1ª pess. sing. pres. ind. de andarilharandarilhar
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an·da·ri·lho an·da·ri·lho
(andar + -ilho)
adjectivo e nome masculino
adjetivo e nome masculino

1. Que ou aquele que anda muito, que vagueia.

nome masculino

2. Utensílio, geralmente com duas pegas ou apoio para as mãos e quatro pernas reguláveis em altura, que serve para auxiliar pessoas com dificuldades de locomoção.Ver imagem = ANDADEIRA

3. Utensílio com rodas e assento que serve para ajudar crianças pequenas a firmarem-se e a andarem. = ARANHA

4. [Tauromaquia]   [Tauromaquia]  Indivíduo que nas touradas apanha as farpas na arena.

5. [Antigo]   [Antigo]  Pessoa que leva correio a pé. = ESTAFETA

6. [Antigo]   [Antigo]  Lacaio que, numa viagem, acompanhava a pé os amos que iam a cavalo ou em carruagem.


an·da·ri·lhar an·da·ri·lhar - ConjugarConjugar
verbo transitivo

Servir de andarilho; vaguear.

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Dúvidas linguísticas


Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).




O VOLP, os dicionários Houaiss, Aurélio e Priberam registram o verbete "norma-padrão", com hífen. A mesma grafia é encontrada nas gramáticas da Língua Portuguesa de autores brasileiros. Por outro lado, nenhuma das fontes acima citadas registra ou usa a forma "norma-culta", com hífen. Nas gramáticas, só aparece "norma culta", sem hífen. Qual seria a explicação para o uso do hífen em "norma-padrão" e o não uso do hífen em "norma culta"?
No caso de norma culta, trata-se de um sintagma nominal composto por um substantivo (norma) e por um adjetivo (culto) que concorda com o substantivo que modifica em género e número (norma culta, normas cultas), não havendo por isso necessidade de hífen.

No caso de norma-padrão, trata-se de uma palavra composta por dois substantivos. Neste caso, o segundo substantivo (padrão) comporta-se como se fosse um adjetivo, já que, de algum modo, determina a natureza do primeiro substantivo: a norma-padrão é a norma que constitui a referência, o padrão. Este tipo de formação neológica, que traduz um conceito novo (outros casos incluem palavra-chave, andar-modelo, escola-piloto ou ataque-relâmpago) podem, durante algum tempo, causar alguma hesitação na sua escrita, podendo coexistir as grafias com e sem hífen, geralmente num estado transitório e até que uma delas se imponha pelo uso. Esta informação encontra-se explicitada no verbete padrão do Dicionário Priberam.

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Palavra do dia

mi·rin·go·to·mi·a mi·rin·go·to·mi·a
(latim medieval miringa, do grego mênigks, -iggos, membrana + -tomia)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Incisão cirúrgica na membrana do tímpano.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/andarilho [consultado em 07-06-2020]