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Pesquisa por "estômago" nas definições

arrotar | v. intr. | v. tr. e intr. | v. tr.
    Emitir gases do estômago pela boca, geralmente com ruído; dar arrotos....

automático | adj.
    Diz-se dos movimentos do coração, do estômago, dos órgãos respiratórios, feitos sem influxo da vontade....

deglutir | v. tr. e intr.
    Passar pela garganta para ser levado ao estômago....

encruado | adj.
    Indisposto (estômago)....

encruar | v. tr., intr. e pron.
    Enrijar (no estômago o que se está digerindo)....

embuchado | adj.
    Que tem o estômago demasiado cheio....

embuchar | v. tr. | v. intr.
    Meter no estômago....

engolir | v. tr. | v. intr.
    Fazer passar da boca para o estômago....

eructar | v. tr. e intr.
    Emitir gases do estômago pela boca, geralmente com ruído....

estomacal | adj. 2 g.
    Do estômago ou a ele relativo....

estomagar | v. tr. | v. pron.
    Agastar; indignar; escandalizar....

gastropilórico | adj.
    Relativo simultaneamente ao estômago e ao piloro....

gastrosplénico | adj.
    Relativo simultaneamente ao estômago e ao baço....

gástrico | adj.
    Do estômago ou a ele relativo (ex.: suco gástrico)....

intubar | v. tr.
    Introduzir um tubo por um canal ou uma cavidade natural, geralmente pela traqueia, para permitir a circulação de ar, ou através do esófago, para permitir alimentação ou esvaziar o conteúdo do estômago (ex.: intubar um paciente)....

Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber se a palavra meta informação leva hífen ou não, dado que meta termina em vogal e informação começa igualmente por vogal.
A palavra metainformação deverá ser escrita sem hífen e sem espaço entre os elementos que a compõem. O novo Acordo Ortográfico não altera a grafia desta palavra.

Com o Acordo de 1990, há, no entanto, uma alteração ortográfica que afecta este elemento meta-.
Segundo a interpretação do Acordo de 1945 de Rebelo Gonçalves, que é uma referência incontornável para a lexicografia portuguesa, este elemento prefixal não deve ser seguido de hífen em nenhuma circunstância (ex.: metacromatismo, metassíncrise).
Segundo o Acordo Ortográfico de 1990, na Base XVI, o prefixo meta- deverá ser seguido de hífen apenas se a palavra seguinte começar pela mesma vogal em que termina, isto é, por a (ex.: meta-análise), ou por h (ex.: meta-história).




A palavra fim de semana, aparece em todo o lado escrita com hífen, inclusive no vosso dicionário. Contudo, quando estudei a língua portuguesa nas cadeiras da faculdade, foi-nos dado como referência um manual que nos serviu como a Bíblia da Língua Portuguesa: a Nova Gramática do Português Contemporâneo. Esta gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra afirma na página 107 que a palavra fim de semana é um exemplo de quando os elementos justapostos conservam a sua "autonomia gráfica", tais como Idade Média e pai de família. Assim sendo, gostaria que me informassem se é correcto a utilização das duas formas, ou se a Nova Gramática já está desactualizada.
O registo de fim-de-semana como palavra hifenizada é feito pela esmagadora maioria das obras de referência do português europeu, nomeadamente o Vocabulário da Língua Portuguesa, de Rebelo GONÇALVES, o Grande Vocabulário da Língua Portuguesa, de José Pedro MACHADO, o Dicionário da Língua Portuguesa On-line, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa, da Porto Editora.

Como contraponto, a palavra hifenizada está praticamente ausente das obras de referência do português do Brasil, não constando, por exemplo, do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa, da Academia Brasileira de Letras. A locução fim de semana é registada em obras como o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa ou o Aulete Digital - Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa.

É interessante, neste aspecto, comparar a edição brasileira (Ed. Objetiva, 2001) e a portuguesa (Círculo de Leitores, 2002) do Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa e verificar que apesar de fim de semana estar registado nas duas edições como locução e não como palavra hifenizada, na edição portuguesa foi acrescentada a observação "também se escreve com hífen".

Relativamente ao que está estipulado nos textos legais que regem a ortografia portuguesa, a regulamentação sobre o uso do hífen é tão vaga que permitiria justificar que grande parte das locuções nominais fosse escrita com hífen. Leia-se, por exemplo, parte do texto da base XXVIII, a respeito de palavras/locuções com a mesma estrutura de fim-de-semana: "Emprega-se o hífen nos compostos em que entram [...] dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento [...] e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos. Exemplos: água-de-colónia, arco-da-velha, bispo-conde, brincos-de-princesa, cor-de-rosa". Se aplicarmos estas indicações a fim-de-semana, podemos concluir que esta locução pode corresponder a um sentido único, pois corresponde a um intervalo temporal específico que não se limita a ser o fim de uma semana de trabalho, uma vez que pode a semana pode começar ao domingo e este está incluído no fim-de-semana.

A Nova Gramática do Português Contemporâneo de Celso CUNHA e Lindley CINTRA não se encontra desactualizada, nem está incorrecta. O que acontece é que o ponto de partida desta gramática de 1985 foi a Gramática da língua portuguesa, de Celso Cunha (1972). Apesar de a colaboração de Lindley Cintra ter permitido incluir informação adicional sobre o português de Portugal e um contraste entre as duas normas, alguma informação veiculada segue a tradição lexicográfica do português do Brasil, como parece ser o caso com fim de semana. Citando os autores da referida gramática, "reitere-se que o emprego do hífen é uma simples convenção ortográfica" (p. 107) e, atendendo à sua parca regulamentação nos textos legais, baseia-se essencialmente nas tradições lexicográficas portuguesa e brasileira.

Em conclusão, pode dizer-se que não se trata de uma incorrecção escrever de uma ou de outra forma, pois não há determinação ortográfica que impeça nenhuma delas, tratando-se apenas de uma questão de respeito pela tradição lexicográfica das duas normas. Actualmente, será preferível escrever fim-de-semana no português de norma europeia, e fim de semana no português de norma brasileira, mas é de referir ainda que o Acordo Ortográfico assinado em 1990 (que, saliente-se, não está em vigor) preconiza (na alínea a) do art. 6.º da base XV), a forma fim de semana, ignorando o texto do parágrafo anterior que defende excepções "já consagradas pelo uso (como é o caso de água-de-colónia, arco-da-velha, cor-de-rosa, mais-que-perfeito, pé-de-meia, ao deus-dará, à queima-roupa)".

Palavra do dia

pro·pri·a·gem pro·pri·a·gem


(redução de apropriagem)
nome feminino

1. [Chapelaria]   [Chapelaria]  Trabalho de acabamento do chapéu, depois da preparação do feltro ou da tintura. = APROPRIAGEM

2. [Chapelaria]   [Chapelaria]  Oficina onde se preparam chapéus.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/est%C3%B4mago [consultado em 27-01-2022]