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Pesquisa por "descairás" nas definições

abater | v. tr. | v. tr., intr. e pron. | v. intr. e pron. | v. intr. | v. pron.
    Deitar abaixo; fazer cair....

cacear | v. intr.
    Garrar, caçar, descair (o navio)....

delingar | v. tr.
    Tornar pendente ou trazer descaído (ex.: delingar o cabelo)....

descair | v. intr. | v. tr. | v. pron.
    Inclinar-se um pouco para fora da linha natural....

funífero | adj.
    Diz-se das plantas de que saem filamentos que descaem perpendicularmente para o chão....

inclinar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
    Desviar da verticalidade; tornar oblíquo....

nafo | adj.
    Náfego....

perder | v. tr. | v. intr. | v. pron.
    Deixar de ter alguma coisa útil, proveitosa ou necessária, que se possuía, por culpa ou descuido do possuidor, ou por contingência ou desgraça....

pender | v. intr. | v. tr. | v. pron.
    Estar pendurado ou suspenso....

rolar | v. tr. | v. intr. e pron. | v. intr.
    Fazer girar....

sudoestar | v. intr.
    Descair o vento para sudoeste....

suestar | v. intr.
    Descair o vento para sueste....

tombar | v. tr. | v. intr. | v. pron.
    Deitar abaixo ou fazer cair....

desmanchar | v. tr. | v. tr. e pron. | v. pron.
    Anular ou modificar a forma, a aparência....

beira | n. f.
    Faixa de terra junto a uma extensão de água....

camal | n. m.
    Peça da armadura, feita de malha metálica, que descaía sobre os ombros....

meleia | n. f.
    Espécie de almofada que se põe sobre a cabeça dos bois, antes de os jungir, descaindo-lhes sobre a testa à maneira de franja....

Dúvidas linguísticas


Como dizer correctamente: ...a área que mais lhe fascina ou ... a área que mais a fascina?
O verbo fascinar é tradicionalmente registado nos dicionários como transitivo directo, isto é, como um verbo que selecciona um complemento nominal obrigatório que não é introduzido por uma preposição (ex.: esta área fascinou o aluno), não sendo consideradas aceitáveis construções com um complemento indirecto, isto é, um complemento nominal obrigatório introduzido por uma preposição (ex.: *esta área fascinou ao aluno; o asterisco indica agramaticalidade). Quando há pronominalização dos complementos de terceira pessoa, o complemento directo corresponde aos pronomes pessoais o, a os, as e o complemento indirecto aos pronomes pessoais lhe, lhes. Assim, relativamente aos exemplos acima referidos, a pronominalização do complemento directo da frase esta área fascinou o aluno deve ser feita com o pronome o (esta área fascinou-o), pois trata-se de um complemento directo, e não com o pronome lhe (*esta área fascinou-lhe).

Em relação às frases apontadas na dúvida colocada, o caso é o mesmo. Deverá ser usada a construção a área que mais a fascina (equivalente a a área que mais fascina alguém) e não a construção *a área que mais lhe fascina (equivalente a *a área que mais fascina a alguém).




Agradecia que me dessem a vossa opinião quanto à classificação sintáctica da oração e não sei quem é que se encontra nos seguintes versos pessoanos: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe".
De acordo com o espólio do heterónimo pessoano Alberto Caeiro, disponibilizado on-line pela Biblioteca Nacional, o verso do poema "É noite" é ligeiramente diferente: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, // Atrai-me só por essa luz visitada de longe". Na expressão e que não sei quem é estão contidas duas orações: a primeira é uma oração subordinante (e que não sei) cujo verbo (saber) necessita de um complemento directo obrigatório que corresponde à segunda oração (quem é), que pode ser classificada como subordinada substantiva completiva.

A frase é complexa e a oração subordinante (e que não sei) deste pequeno excerto da frase, no âmbito dos versos transcritos (É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe), é também uma oração subordinada relativa restritiva coordenada a outra da mesma natureza.

Para clarificar a divisão de orações, procedemos em seguida à classificação de todas as orações contidas nos dois versos de Alberto Caeiro e respectivas funções sintácticas (é de sublinhar que uma oração subordinada pode conter várias orações e dentro dela pode haver uma oração subordinante em relação às que dela dependem):
1. [É curioso] oração subordinante.
2. [que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinada completiva com função de sujeito (este sujeito frásico não é muito evidente, mas pode ser testado com a concordância verbal; ex.: isso é curioso; essas coisas são curiosas).

2.1 [que toda a vida do indivíduo atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinante (relativamente às orações que dela dependem).
2.1.1 [que ali mora] oração subordinada relativa restritiva (isto é, fornece informação que restringe o antecedente indivíduo).
2.1.2 [e que não sei quem é] oração subordinada relativa explicativa (isto é, fornece informação adicional sobre o antecedente indivíduo) coordenada à oração relativa restritiva.
2.1.2.1 [e que não sei] oração subordinante (relativamente à oração que dela depende).
2.1.2.2 [quem é] oração subordinada completiva com função de complemento directo.

Palavra do dia

o·ven·çal o·ven·çal


(ovença + -al)
nome masculino

1. [Antigo]   [Antigo]  Pessoa encarregada de uma despensa. = DESPENSEIRO, ECÓNOMO

2. [Antigo]   [Antigo]  Cobrador de rendas.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/Pesquisar/descair%C3%A1s [consultado em 19-10-2021]