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    -dade

    -dade | suf.

    Indica qualidade ou condição, geralmente para formar nomes abstratos (ex.: disponibilidade; irmandade)....


    Tendência para se dissociar ou para não se associar....


    Qualidade que têm certos animais de mudar de epiderme ou de exosqueleto sem mudar de forma....


    Qualidade do que é imputável (ex.: a perícia psiquiátrica foi pedida para avaliar a eventual imputabilidade do arguido)....


    Estado do que não se pode navegar; qualidade daquilo em que não se pode navegar (ex.: inavegabilidade do rio)....




    Dúvidas linguísticas


    A minha dúvida reside no plural de corrimão. Andei a investigar e encontrei tanto corrimãos como corrimões como formas correctas. Queria saber se realmente é assim, e se alguma delas é mais correcta e a outra foi mais vulgarizada pelo povo.


    Nota-se hoje alguma tendência para se inutilizar as regras do discurso indirecto. Nos textos jornalísticos sobretudo, hoje quase que ninguém mais respeita os comandos gramáticos regedores do discurso indirecto. Muitos inclusive argumentam tratar-se de normas "ultrapassadas". Daí vermos frequentemente frases do tipo O ministro X prometeu que o seu governo vai/irá cumprir os prazos/irá cumprir, ao invés de ia/iria cumprir, como manda a Gramática conhecida até hoje. De que lado estará então a correcção? Ou seja, as normas do discurso indirecto enunciadas nas diferentes gramáticas ainda valem ou deixaram de valer?