Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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palavrapalavra | s. f. | interj.
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pa·la·vra pa·la·vra
(latim parabola, -ae)
substantivo feminino

1. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Unidade linguística com um significado, que pertence a uma classe gramatical, e corresponde na fala a um som ou conjunto de sons e na escrita a um sinal ou conjunto de sinais gráficos. = TERMO, VOCÁBULO

2. Mensagem oral ou escrita (ex.: tenho que lhe dar uma palavra).

3. Afirmação ou manifestação verbal.

4. Permissão de falar (ex.: não me deram a palavra).

5. Manifestação verbal de promessa ou compromisso (ex.: confiamos na sua palavra).

6. Doutrina, ensinamento.

7. Capacidade para falar ou discursar.

interjeição

8. Exclamação usada para exprimir convicção ou compromisso.


dar a sua palavra
Prometer, comprometer-se.

de palavra
Que cumpre aquilo que promete; em que se pode confiar (ex.: governante de palavra).SEM PALAVRA

de poucas palavras
Que fala pouco (ex.: herói de poucas palavras). = CALADOFALADOR

palavra de ordem
Palavra ou conjunto de palavras que serve para marcar uma posição para reivindicar algo, geralmente pela repetição.

palavra de honra
Exclamação usada para exprimir convicção ou compromisso (ex.: ninguém vende mais barato, palavra de honra!). = PALAVRA

Manifestação verbal de promessa ou compromisso (ex.: dou-lhe a minha palavra de honra, não se vai arrepender). = PALAVRA

palavra gramatical
[Gramática]   [Gramática]  Palavra que não tem valor semântico ou referente externo e expressa uma relação gramatical, como, por exemplo, as preposições ou as conjunções.

palavra primitiva
[Gramática]   [Gramática]  Palavra que não é formada a partir de outra da mesma língua e que serve de base à formação de outras palavras.

palavras cruzadas
Jogo ou passatempo em que se deve preencher uma grelha de palavras que se entrecruzam de forma vertical e horizontal, a partir de pistas.Ver imagem

passar a palavra
Dizer a mais pessoas para que se conheça. = DIFUNDIR, DIVULGAR

retirar a palavra
Retractar-se.

Não deixar continuar no uso da palavra (nas assembleias deliberativas).

sem palavra
Que não cumpre aquilo que promete; em que não se pode confiar (ex.: homem sem palavra).DE PALAVRA

tirar a(s) palavra(s) da boca de alguém
Anteceder-se à fala de outra pessoa, dizendo o que ela prentendia dizer.

última palavra
Decisão definitiva (ex.: nós demos a nossa opinião, mas a última palavra é dele).

voltar com a palavra atrás
Negar o que disse anteriormente. = DESDIZER-SE

Não cumprir o prometido. = DESDIZER-SE

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Dúvidas linguísticas


Qual é o género da palavra própolis? Tanto quanto sei, é apenas substantivo feminino, apesar de haver quem use a palavra como sendo masculina mas, quanto a mim, de forma errada.
A classificação da palavra própolis (o própolis ou a própolis) não é consensual nas principais obras lexicográficas portuguesas.

Com efeito, no Grande Dicionário da Língua Portuguesa (10.ª ed., Lisboa: Editorial Confluência, 12 vol., 1949-1959), de António de Morais Silva, própolis é classificada apenas como substantivo masculino. A mesma opção é seguida por José Pedro Machado no Grande Dicionário da Língua Portuguesa (12 vol., Porto: Amigos do Livro Editores, 1981) mas, no Grande Vocabulário da Língua Portuguesa (Lisboa: Âncora Editora, 2001), do mesmo autor, já se encontra própolis com indicação: “s. m. e s. f.”. Não se pense porém que a indicação dos dois géneros é recente, pois o Dicionário de Língua Portuguesa (10.ª ed., 2 vol., Lisboa: Livraria Bertrand, 1949), de Cândido de Figueiredo, já registava essa opção. Na tradição lexicográfica brasileira a questão não é problemática, já que tanto própolis como própole são considerados substantivos femininos ou substantivos masculinos.

Pesquisas em corpora e em motores de busca da Internet revelam que o emprego de própolis como substantivo feminino é mais frequente mas que também existem ocorrências muito significativas de própolis como substantivo masculino. A flutuação de género que se verifica no uso real da língua e na própria dicionarização da palavra justifica a classificação de própolis como substantivo feminino ou masculino de dois números.




Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.

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Palavra do dia

cri·ou·lo cri·ou·lo
(criar + -olo)
substantivo masculino

1. Descendente de europeus nascido na América.

2. Negro nascido no Brasil.

3. [Brasil]   [Brasil]  Pessoa, animal ou vegetal, próprio de certas localidades.

4. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Língua, originada pelo contacto intenso de uma língua europeia com as línguas, nativas ou não, faladas numa região, que combina e transforma traços dessas línguas e que se tornou língua materna de uma comunidade (ex.: crioulo de base lexical portuguesa; crioulo de base francesa).

5. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Língua de base lexical portuguesa, falada em Cabo Verde, que engloba diferentes variedades.

adjectivo
adjetivo

6. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Que é relativo a um crioulo.

7. [Linguística]   [Lingüística]   [Linguística]  Que é relativo ao crioulo de Cabo Verde.

8. [Brasil]   [Brasil]  Nascido em certa localidade. = ABORÍGENE, AUTÓCTONE

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/Palavra [consultado em 21-02-2019]