Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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2ª pess. sing. pres. ind. de perspectivarperspetivarperspectivar
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pers·pec·ti·var |èt| pers·pe·ti·var |èt| pers·pec·ti·var |èct| - ConjugarConjugar
(perspectiva + -ar)
verbo transitivo

1. Pôr em perspectiva.

2. Prever.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: perspetivar.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: perspectivar.


• Grafia no Brasil: perspectivar.

• Grafia em Portugal: perspetivar.

pers·pec·ti·va |èt| pers·pe·ti·va |èt| pers·pec·ti·va |èct|
nome feminino

1. Arte de figurar no desenho as distâncias diversas que separam entre si os objectos representados.

2. Pintura no fim de galeria ou de alameda de jardim para iludir a vista.

3. Aspecto dos objectos vistos de longe.

4. Panorama, vista.

5. Aparência.

6. Esperança.

7. Receio.

8. Previsão.


ter em perspectiva
Esperar, contar com, ter como provável, obter.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: perspetiva.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: perspectiva.


• Grafia no Brasil: perspectiva.

• Grafia em Portugal: perspetiva.
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Dúvidas linguísticas


Última crónica de António Lobo Antunes na Visão "Aguentar à bronca", disponível online. 1.º Parágrafo: "Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas por os homens repararem menos nelas do que desejavam."; 2.º Parágrafo: "nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos, nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles, a tremerem. Ou são os dedos que tremem?".
Dúvidas: a conversarem ou a conversar? A tremerem ou a tremer?
O uso do infinitivo flexionado (ou pessoal) e do infinitivo não flexionado (ou impessoal) é uma questão controversa da língua portuguesa, sendo mais adequado falar de tendências do que de regras, uma vez que estas nem sempre podem ser aplicadas rigidamente (cf. Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, p. 482). É também por essa razão que dúvidas como esta são muito frequentes e as respostas raramente podem ser peremptórias.

Em ambas as frases que refere as construções com o infinitivo flexionado são precedidas pela preposição a e estão delimitadas por pontuação. Uma das interpretações possíveis é que se trata de uma oração reduzida de infinitivo, com valor adjectivo explicativo, à semelhança de uma oração gerundiva (ex.: Ficaram por ali um bocado no passeio, a conversarem, aborrecidas [...] = Ficaram por ali um bocado no passeio, conversando, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, a tremerem. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] mas aí estão eles, tremendo.). Nesse caso, não há uma regra específica e verifica-se uma oscilação no uso do infinitivo flexionado ou não flexionado.

No entanto, se estas construções não estivessem separadas por pontuação do resto da frase, não tivessem valor adjectival e fizessem parte de uma locução verbal, seria obrigatório o uso da forma não flexionada: Ficaram por ali um bocado no passeio a conversar, aborrecidas [...] = Ficaram a conversar por ali um bocado no passeio, aborrecidas [...]; nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas aí estão eles a tremer. = nunca imaginei ser possível existirem cigarros friorentos [...] nunca os tinha visto, claro, mas eles aí estão a tremer. Neste caso, a forma flexionada do infinitivo pode ser classificada como agramatical (ex.: *ficaram a conversarem, *estão a tremerem [o asterisco indica agramaticalidade]), uma vez que as marcas de flexão em pessoa e número já estão no verbo auxiliar ou semiauxiliar (no caso, estar e ficar).




Minha dúvida de hoje se refere ao uso dos advérbios com terminação -mente. Exemplos: diretamente, comercialmente, industrialmente... São palavras não dicionarizadas, porém citadas no próprio dicionário na definição de outras palavras. Já a palavra conseqüentemente, muito usada na linguagem coloquial, também não é dicionarizada, mas imagino ser um erro ortográfico. Verdade? Gostaria de ter uma explicação a respeito da formação/construção desses advérbios (terminados em -mente). Creio estar no radical a chave do problema. No entanto, gostaria de ter mais segurança ao escrevê-los. Como saber se é um erro ou não, se nem todos os advérbios falados no dia-a-dia estão dicionarizados?
Os advérbios terminados em -mente formados a partir de adjectivos são de grande produtividade em português e não estão, de facto, na sua esmagadora maioria, dicionarizados.

É possível formar correctamente um advérbio em -mente a partir de qualquer adjectivo, desde que sejam respeitadas as regras morfológicas e ortográficas do português. A regra morfológica mais importante para a formação dos advérbios em -mente é que a base para a adjunção do sufixo -mente é a forma do feminino do adjectivo, quando este tem uma forma para o masculino e outra para o feminino (ex.: directo > directamente) e o adjectivo uniforme nos outros casos (ex.: comercial > comercialmente, urgente > urgentemente); esta regra tem uma excepção quando se trata de adjectivos terminados em -ês, em que a forma de base deverá ser o masculino (ex.: português > portuguesmente), pois estas palavras já foram uniformes no português antigo. Este é um vestígio da origem do sufixo -mente na palavra latina feminina mens, mentis (“alma”, “disposição”, “mente”) que se juntava a um adjectivo.

Relativamente às regras ortográficas, a mais importante é a eliminação de acentos nestes advérbios (ex.: ágil > agilmente, ingénuo > ingenuamente, fútil > futilmente, cortês > cortesmente; é de referir que o til não é um acento, mas sim um sinal diacrítico que indica a nasalidade de uma vogal pelo que deverá manter-se: ex.: órfão > orfãmente).
Especificamente sobre a palavra conseqüentemente, pode afirmar-se que se trata de um advérbio em -mente correctamente formado segundo as regras acima referidas, sendo o uso do trema exclusivo do português do Brasil até à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 (no português europeu, e no Brasil após a aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, a forma correcta será consequentemente).

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Palavra do dia

mi·rin·go·to·mi·a mi·rin·go·to·mi·a
(latim medieval miringa, do grego mênigks, -iggos, membrana + -tomia)
nome feminino

[Medicina]   [Medicina]  Incisão cirúrgica na membrana do tímpano.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/PERSPECTIVAS [consultado em 07-06-2020]