Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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Dúvidas linguísticas


Gostaria de saber qual é a origem da palavra Obrigada (o) e também como se deve responder a esta palavra.
Obrigado (a/os/as) é um adjectivo (também usado como interjeição) que pode ser definido como "que se sente devedor de alguma coisa, normalmente um favor ou uma amabilidade". Este adjectivo deriva do verbo obrigar, sendo provável que originalmente fosse uma construção verbal como "Fico-lhe obrigado (= agradecido)" ou "Ela ficou-lhe obrigada (= agradecida)".

As respostas à fórmula de agradecimento obrigado(a) podem ser muito variadas, muitas vezes dependendo da situação de comunicação, como "Não tem de quê", "De nada", "Obrigado(a) eu" ou ainda "Obrigados(as) nós".




Qual é o feminino desta frase: ele é um bom político?
Uma frase não tem feminino ou masculino. Se a questão se coloca quanto ao feminino do predicativo do sujeito um bom político, a palavra político pode ter política como feminino, como se pode comprovar, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou em buscas na Internet e em corpora. Assim, se o sujeito da frase for feminino (ela), a frase poderá ser ela é uma boa política, mesmo que a palavra seja homónima do substantivo feminino política na acepção “arte ou ciência da organização ou governo de um estado ou nação”.

A hesitação na utilização do termo masculino político para designar um referente feminino (ex.: A política Dilma ganhou as eleições) resulta do facto de essa profissão ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhada por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: senador, presidente, ministro, etc.). As palavras designativas destes cargos ou profissões foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto. Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe. De igual modo, surgiram juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, primeiras-ministras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis. Na origem de um ou de outro processo parece estar a analogia de palavras com a mesma terminação ou o uso que se vai generalizando.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como política ou primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Esta mudança da língua é ainda atestada pelas mais recentes obras lexicográficas em língua portuguesa, como o já mencionado Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea.

Palavra do dia

o·ré·a·de o·ré·a·de
(latim Oreas, -adis)
nome feminino

[Mitologia]   [Mitologia]  Ninfa dos bosques, dos montes ou das grutas.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/Gurkenbaum [consultado em 07-07-2020]