Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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copresides (norma europeia, na grafia pós-Acordo Ortográfico)
superstardes (norma brasileira)
supérstites (norma brasileira)

Caso a palavra que procura não seja nenhuma das apresentadas acima, sugira-nos a sua inclusão no dicionário.
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Dúvidas linguísticas


Na frase: "na última edição lançamos um desafio", a palavra lançamos deve ser acentuada?
Em Portugal, na ortografia antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990, a forma lançamos corresponde apenas ao presente do indicativo, pelo que, se pretender referir-se ao passado, como parece ser o caso na frase em apreço, deverá escrever lançámos, que é a forma do pretérito perfeito. É de referir que uma frase como "na última edição lançamos um desafio" poderá estar correcta se a frase se referir ao presente (ex.: "n[est]a última edição lançamos um desafio e estamos a pedir a colaboração dos leitores").

Na ortografia segundo o novo Acordo Ortográfico, a forma lançamos pode corresponder ao presente ou ao pretérito perfeito, uma vez que o acento na primeira pessoa do plural do pretérito perfeito dos verbos em "-ar" se torna opcional (ex.: lançámos ou lançamos), embora a forma preferencial em Portugal continue a ser a forma acentuada.




A minha dúvida é relativa ao novo Acordo Ortográfico: gostava que me esclarecessem porque é que "lusodescendente" escreve-se sem hífen e "luso-brasileiro", "luso-americano" escreve-se com hífen. É que é um pouco difícil de se compreender, e já me informei com algumas pessoas que não me souberam dizer o porquê de ser assim. Espero uma resposta de vossa parte com a maior brevidade possível.
Não há no texto legal do Acordo Ortográfico de 1990 uma diferença clara entre as palavras que devem seguir o disposto na Base XV e o disposto na Base XVI. Em casos como euroafricano/euro-africano, indoeuropeu/indo-europeu ou lusobrasileiro/luso-brasileiro (e em outros análogos), poderá argumentar-se que se trata de "palavras compostas por justaposição que não contêm formas de ligação e cujos elementos, de natureza nominal, adjetival, numeral ou verbal, constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido" (Base XV) para justificar o uso do hífen. Por outro lado, poderá argumentar-se que não se justifica o uso do hífen uma vez que se trata de "formações com prefixos (como, por exemplo: ante-, anti-, circum-, co-, contra-, entre-, extra-, hiper-, infra-, intra-, pós-, pré-, pró-, sobre-, sub-, super-, supra-, ultra-, etc.) e de formações por recomposição, isto é, com elementos não autónomos ou falsos prefixos, de origem grega e latina (tais como: aero-, agro-, arqui-, auto-, bio-, eletro-, geo-, hidro-, inter-, macro-, maxi-, micro-, mini-, multi-, neo-, pan-, pluri-, proto-, pseudo-, retro-, semi-, tele-, etc.)" (Base XVI).

Nestes casos, e porque afro-asiático, afro-luso-brasileiro e luso-brasileiro surgem no texto legal como exemplos da Base XV, a Priberam aplicou a Base XV, considerando que "constituem uma unidade sintagmática e semântica e mantêm acento próprio, podendo dar-se o caso de o primeiro elemento estar reduzido". Trata-se de uma estrutura morfológica de coordenação, que estabelece uma relação de equivalência entre dois elementos (ex.: luso-brasileiro = lusitano e brasileiro; sino-japonês = chinês e japonês).

São, no entanto, excepção os casos em que o primeiro elemento não é uma unidade sintagmática e semântica e se liga a outro elemento análogo, não podendo tratar-se de justaposição (ex.: lusófono), ou quando o primeiro elemento parece modificar o valor semântico do segundo elemento, numa estrutura morfológica de subordinação ou de modificação, que equivale a uma hierarquização dos elementos (ex.:  eurodeputado = deputado [que pertence ao parlamento europeu]; lusodescendente = descendente [que provém de lusitanos]).

É necessário referir ainda que o uso ou não do hífen nestes casos não é uma questão nova na língua portuguesa e já se colocava antes da aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. Em diversos dicionários e vocabulários anteriores à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990 já havia práticas ortográficas que distinguiam, tanto em Portugal como no Brasil, o uso do hífen entre euro-africano (sistematicamente com hífen) e eurodeputado (sistematicamente sem hífen).

Palavra do dia

ca·va·li·nho·-das·-bru·xas ca·va·li·nho·-das·-bru·xas
nome masculino

[Entomologia]   [Entomologia]  Designação dada a várias espécies de insectos carnívoros da ordem dos odonatos, cujos adultos têm cabeça arredondada, olhos grandes, corpo estreito e dois pares de asas transparentes e alongadas. = LIBÉLULA

Plural: cavalinhos-das-bruxas.Plural: cavalinhos-das-bruxas.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/%5Bbuprestoides%5D [consultado em 11-08-2020]