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zebra

A forma zebrapode ser [segunda pessoa singular do imperativo de zebrarzebrar], [terceira pessoa singular do presente do indicativo de zebrarzebrar] ou [nome feminino].

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zebrazebra
|ê| |ê|
( ze·bra

ze·bra

)
Imagem

ZoologiaZoologia

Equídeo africano do subgénero asno, de listras escuras na pelagem.


nome feminino

1. [Zoologia] [Zoologia] Equídeo africano do subgénero asno, de listras escuras na pelagem.Imagem

2. [Portugal] [Portugal] Sinalização colocada sobre os pavimentos, destinada à passagem ou atravessamento dos peões. (Equivalente no português do Brasil: faixa de pedestres.)Imagem = PASSADEIRA, ZEBRADO

3. [Portugal: Beira] [Portugal: Beira] Pião comprido e malfeito.

4. [Regionalismo] [Regionalismo] Mania, tineta, maluqueira.

5. [Antigo] [Antigo] Vitela; vaca.

6. [Brasil, Depreciativo] [Brasil, Depreciativo] Indivíduo que é pouco inteligente, que tem fracas capacidades intelectuais. = BRONCO, BURRO


dar zebra

[Brasil, Informal] [Brasil, Informal] Ter resultado inesperado ou dar mau resultado.

etimologiaOrigem etimológica:origem controversa.
zebrarzebrar
( ze·brar

ze·brar

)
Conjugação:regular.
Particípio:regular.


verbo transitivo

Marcar com listras semelhantes às da pelagem da zebra. = ESTRIAR, LISTRAR, RAIAR, RAJAR, RISCAR

etimologiaOrigem etimológica:zebra + -ar.

Auxiliares de tradução

Traduzir "zebra" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



Como se deve dizer? Filhó (singular) Filhós (plural) ou Filhós (singular) Filhoses (plural)?
A palavra filhós, por analogia com palavras terminadas pelo mesmo som (ex.: retrós, voz), forma o plural filhoses (ex.: escolheu a filhós mais pequena; as filhoses ainda estão quentes). Trata-se de uma variante da palavra filhó que, por sua vez, forma o plural filhós (ex.: a filhó é um doce típico do Natal; comeu duas filhós). Ao processo de uma forma plural passar a ser empregue para designar também o singular, Evanildo Bechara dá o nome de "plural cumulativo" (ver Moderna Gramática Portuguesa, Rio de Janeiro: Editora Lucerna, 2002, pp. 128-129). O mesmo fenómeno acontece com os substantivos ilhó e ilhós, eiró e eirós, lilá e lilás, por exemplo.

Apesar de alguns autores condenarem o uso da forma filhós para designar o singular, a mesma e o respectivo plural filhoses surgem atestados nas principais obras lexicográficas de língua portuguesa, como o Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), de Rebelo Gonçalves, o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Academia das Ciências de Lisboa / Editorial Verbo, 2001) ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, (Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2001 / Lisboa: Círculo de Leitores, 2002).




A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).