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ventosa

A forma ventosapode ser [feminino singular de ventosoventoso] ou [nome feminino].

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ventosaventosa
|ó| |ó|
( ven·to·sa

ven·to·sa

)
Imagem

Dispositivo em borracha, com forma de calota, que serve para desentupir ou dar passagem ao ar que prejudica a circulação do líquido nas canalizações.


nome feminino

1. Vaso ou copo que se aplica sobre a pele para obter pela rarefacção do ar uma irritação local.

2. Dispositivo em borracha, com forma de calota, que serve para desentupir ou dar passagem ao ar que prejudica a circulação do líquido nas canalizações.Imagem = DESENTUPIDOR, VENTUSA

3. Dispositivo com forma de calota de borracha que adere a uma superfície plana pela criação de vácuo parcial.

4. [Zoologia] [Zoologia] Órgão de certos animais, geralmente aquáticos, com bordas adesivas para fixação ou aspiração.

5. [Brasil] [Brasil] Golpe de sabre. = ESPADEIRADA

etimologiaOrigem etimológica:francês ventouse.
Confrontar: ventusa.
ventosoventoso
|tô| |tô|
( ven·to·so

ven·to·so

)


adjectivoadjetivo

1. Exposto ou sujeito a ventos.

2. Produzido por ventosidades.

3. [Figurado] [Figurado] Fútil; vão; arrogante.


nome masculino

4. [História] [História] Sexto mês do calendário da primeira República Francesa (19 de Fevereiro a 20 de Março). [Com inicial maiúscula.]

vistoPlural: ventosos |tó|.
etimologiaOrigem etimológica:latim ventosus, -a, -um.
iconPlural: ventosos |tó|.

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Traduzir "ventosa" para: Espanhol Francês Inglês


Dúvidas linguísticas



A minha dúvida é a respeito da etimologia de determinadas palavras cuja raiz é de origem latina, por ex. bondade, sensibilidade, depressão, etc. No Dicionário Priberam elas aparecem com a terminação nominativa mas noutros dicionários parece-me que estão na terminação ablativa e não nominativa. Gostaria que me esclarecessem.
O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas que são normalmente enunciadas na forma do nominativo, seguida do genitivo: bonitas, bonitatis (ou bonitas, -atis); sensibilitas, sensibilitatis (ou sensibilitas, -atis) e depressio, depressionis (ou depressio, -onis).

Noutros dicionários gerais de língua portuguesa, é muito usual o registo da etimologia latina através da forma do acusativo sem a desinência -m (não se trata, como à primeira vista pode parecer, do ablativo). Isto acontece por ser o acusativo o caso lexicogénico, isto é, o caso latino que deu origem à maioria das palavras do português, e por, na evolução do latim para o português, o -m da desinência acusativa ter invariavelmente desaparecido. Assim, alguns dicionários registam, por exemplo, na etimologia de bondade, sensibilidade ou depressão, as formas bonitate, sensibilitate e depressione, que foram extrapoladas, respectivamente, dos acusativos bonitatem, sensibilitatem e depressionem.

Esta opção de apresentar o acusativo apocopado pode causar alguma perplexidade nos consulentes dos dicionários, que depois não encontram estas formas em dicionários de latim. Alguns dicionários optam por assinalar a queda do -m, colocando um hífen no final do étimo latino (ex.: bonitate-, sensibilitate-, depressione-). Outros, mais raros, como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa ou o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa optaram por enunciar os étimos latinos (ex.: bonitas, -atis; sensibilitas, -atis, depressio, -onis), não os apresentando como a maioria dos dicionários; o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa não enuncia o étimo latino dos verbos, referenciando apenas a forma do infinitivo (ex.: fazer < facere; sentir < sentire).




Gostaria de esclarecer a dúvida seguinte: o predicado de uma frase pode ou não conter outros elementos como complementos directo e indirecto, circunstanciais, atributo, predicativo do sujeito? Pelo que leio na gramática de Celso Cunha e Lindley Cintra e em outras parece que sim, mas surgiram dúvidas sobre o assunto na minha escola.
O predicado é um conceito complexo. No entanto, e especialmente quando é o ensino e a explicitação da língua o que está em causa, é necessário definir conceitos operatórios. Assim, pode dizer-se que o predicado é constituído pelo verbo e pelos constituintes que dele dependem (por oposição aos constituintes que dependem da frase), correspondendo ao sintagma verbal. Por esta ordem de ideias, o complemento directo e o complemento indirecto pertencerão necessariamente ao predicado (ex.: ele ouviu um disco; o gato gostou da refeição; o aluno entregou o trabalho ao professor), assim como o predicativo do sujeito (ex.: a mãe está doente), o predicativo do complemento directo (ex.: o grupo achou a proposta interessante) ou o predicativo do complemento indirecto (ex.: ela chamou incompetente ao colega).

Segundo o Dicionário Terminológico, o predicado é uma “função sintáctica desempenhada pelo grupo verbal e pelos modificadores do grupo verbal”, sendo que o grupo verbal é constituído pelo verbo e pelos seus complementos obrigatórios. Este dicionário, da responsabilidade da Direcção-Geral de Inovação e Desenvolvimento Curricular do Ministério da Educação, visa contribuir para a discussão e resolução de problemas científicos e pedagógicos, pode auxiliar a investigação imprescindível aos docentes e ajuda ao esclarecimento de dúvidas como aquela que agora nos colocou.