Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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usine (norma brasileira)

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Dúvidas linguísticas


Uma professora minha disse que nunca se podia colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo. É verdade?
Sobre o uso da vírgula em geral, por favor consulte a dúvida vírgula antes da conjunção e. Especificamente sobre a questão colocada, de facto, a indicação de que não se pode colocar uma vírgula entre o sujeito e o verbo é verdadeira. O uso da vírgula, como o da pontuação em geral, é complexo, pois está intimamente ligado à decomposição sintáctica, lógica e discursiva das frases. Do ponto de vista lógico e sintáctico, não há qualquer motivo para separar o sujeito do seu predicado (ex.: *o rapaz [SUJEITO], comeu [PREDICADO]; *as pessoas que estiveram na exposição [SUJEITO], gostaram muito [PREDICADO]; o asterisco indica agramaticalidade). Da mesma forma, o verbo não deverá ser separado dos complementos obrigatórios que selecciona (ex.: *a casa é [Verbo], bonita [PREDICATIVO DO SUJEITO]; *o rapaz comeu [Verbo], bolachas e biscoitos [COMPLEMENTO DIRECTO]; *as pessoas gostaram [Verbo], da exposição [COMPLEMENTO INDIRECTO]; *as crianças ficaram [Verbo], no parque [COMPLEMENTO ADVERBIAL OBRIGATÓRIO]). Pela mesma lógica, o mesmo se aplica aos complementos seleccionados por substantivos (ex. * foi a casa, dos avós), por adjectivos (ex.: *estava impaciente, por sair) ou por advérbios (*lava as mãos antes, das refeições), que não deverão ser separados por vírgula da palavra que os selecciona.

Há, no entanto, alguns contextos em que pode haver entre o sujeito e o verbo uma estrutura sintáctica separada por vírgulas, mas apenas no caso de essa estrutura poder ser isolada por uma vírgula no início e no fim. Estes são normalmente os casos de adjuntos nominais (ex.: o rapaz, menino muito magro, comeu muito), adjuntos adverbiais (ex.: o rapaz, como habitualmente, comeu muito), orações subordinadas adverbiais (ex.: as pessoas que estiveram na exposição, apesar das más condições, gostaram muito), orações subordinadas relativas explicativas (ex.: o rapaz, que até não tinha fome, comeu muito).




Sou estudante universitário e é-me bastante importante saber o motivo pelo qual a expressão "O João, preocupado que ele voltasse a sair mais cedo, saiu" está errada, e quais os fenómenos linguísticos implicados.
O adjectivo preocupado selecciona habitualmente um grupo nominal preposicionado (ex.: está preocupado com a doença da mãe) e não uma frase finita (ex.: *está preocupado que a mãe esteja doente; o asterisco indica agramaticalidade). Num dicionário de regências como o Dicionário de Regimes de Substantivos e Adjetivos, de Francisco FERNANDES (25.ª ed., São Paulo: Globo, 2000), por exemplo, poderá encontrar as estruturas abonadas e consideradas correctas para este adjectivo: preocupado com + grupo nominal (ex.: preocupado com as dívidas), preocupado em + frase infinitiva (ex.: preocupado em pagar as dívidas), preocupado de + grupo nominal (ex.: preocupado das dívidas), preocupado por + grupo nominal (ex.: preocupado pelas dívidas), sendo as duas últimas estruturas algo raras.

Por este motivo, na frase em questão, não é aconselhável o uso do adjectivo preocupado seguido de uma frase finita (que ele voltasse a sair mais cedo). Como alternativa, poderia utilizar uma construção como preocupado com a possibilidade de ele voltar a sair mais cedo (a frase infinitiva está contida no grupo nominal cujo núcleo é possibilidade).

Palavra do dia

o·ca·ra |ò| o·ca·ra |ò|
(tupi o'kara)
nome feminino

[Brasil]   [Brasil]  Praça de uma aldeia indígena.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/uslu%C5%BEne [consultado em 09-08-2020]