Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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tiãtiã | s. m.
tiatia | s. f.
fem. sing. de tiotio
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ti·ã ti·ã
substantivo masculino

[Brasil]   [Brasil]  Amuleto dos negros malês.


ti·a ti·a
(grego theía, -as)
substantivo feminino

1. Irmã do pai, da mãe ou mulher do tio.

2. [Informal]   [Informal]  Mulher de meia-idade que não se casou. = SOLTEIRONA

3. [Informal]   [Informal]  Forma de tratamento dado por alguns jovens a mulheres adultas amigas da família.

4. [Informal]   [Informal]  Designação de uma mulher de que se desconhece o nome.

5. [Antigo]   [Antigo]  Dona de lupanar. = PROXENETA


ficar para tia
[Informal]   [Informal]  Não casar, ficar solteira.


ti·o ti·o
(grego theîos, -ou)
substantivo masculino

1. Irmão de pai ou de mãe.

2. Marido da tia.

3. Tratamento dado no campo às pessoas de certa idade.

4. Forma de tratamento dado por alguns jovens a adultos amigos da família.

adjectivo e substantivo masculino
adjetivo e substantivo masculino

5. Que ou quem exibe comportamento ou aparência considerado como pertencente a uma classe social elevada.


andar ó tio, ó tio
[Informal]   [Informal]  Andar aflito ou de um lado para outro, procurando ajuda (ex.: não ouve os conselhos e depois anda ó tio, ó tio, sem saber como resolver os problemas em cima do joelho).

fazer de tio
[Informal]   [Informal]  O mesmo que fazer-se tio.

fazer-se tio
[Informal]   [Informal]  Tornar-se rabugento; ralhar.

ficar para tio
[Informal]   [Informal]  Ficar solteiro.

segundo tio
O mesmo que tio-avô.

terceiro tio
O mesmo que tio-bisavô.

tio direito
Tio em primeiro grau.

tio por afinidade
Marido da tia.

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Dúvidas linguísticas


Sobre a conjugação do verbo ‘trazer’, no futuro do indicativo, tenho a seguinte dúvida:
(1) Trar-se-ão a Portugal.
ou
(2) Trazer-se-ão a Portugal.
Será que a primeira hipótese está correcta? Não consigo encontrar qualquer tipo de referência, no entanto surge-me intuitivamente.
O verbo trazer é irregular, nomeadamente, para o caso que nos interessa, nas formas do futuro do indicativo: trará, trarás, traremos, trareis, trarão (se se tratasse de um verbo regular, as formas seriam *trazerei, ..., *trazerão [o asterisco indica forma incorrecta]).

Quando é necessário utilizar um pronome pessoal átono (ex.: me, o, se) nas formas do futuro do indicativo (ex.: telefonará) ou do condicional (ex.: encontraria), este pronome é inserido entre o radical e a desinência do verbo (ex.: telefonará + me = telefonar-me-á; encontraria + o = encontrá-lo-ia).

Como se trata da flexão irregular trarão, a forma correcta com o pronome deverá ser trar-se-ão e não *trazer-se-ão, que é uma forma incorrecta.




Qual é o feminino desta frase: ele é um bom político?
Uma frase não tem feminino ou masculino. Se a questão se coloca quanto ao feminino do predicativo do sujeito um bom político, a palavra político pode ter política como feminino, como se pode comprovar, por exemplo, no Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea (Academia das Ciências/Verbo, 2001) ou em buscas na Internet e em corpora. Assim, se o sujeito da frase for feminino (ela), a frase poderá ser ela é uma boa política, mesmo que a palavra seja homónima do substantivo feminino política na acepção “arte ou ciência da organização ou governo de um estado ou nação”.

A hesitação na utilização do termo masculino político para designar um referente feminino (ex.: A política Dilma ganhou as eleições) resulta do facto de essa profissão ter sido, durante muitos anos, maioritariamente desempenhada por pessoas do sexo masculino, tal como muitas outras profissões (ex.: senador, presidente, ministro, etc.). As palavras designativas destes cargos ou profissões foram sendo registadas na tradição lexicográfica como substantivos masculinos, reflectindo esse facto. Porém, à medida que a sociedade em que vivemos se vai alterando, torna-se necessário designar novas realidades, como seja o caso da feminização dos nomes de algumas profissões, decorrente do acesso da população feminina a tais cargos. Por exemplo, as palavras chefe, presidente, comandante passaram a ser usadas e registadas nos dicionários como substantivos comuns de dois, ou seja, com uma mesma forma para os dois géneros, sendo o feminino ou o masculino indicado nos determinantes com que coocorrem, que flexionam em género, consoante o sexo do referente: havia o chefe e passou a haver a chefe. De igual modo, surgiram juízas, deputadas, vereadoras, governadoras, primeiras-ministras, engenheiras, etc. No primeiro caso optou-se por formas invariáveis, no último, por formas flexionáveis. Na origem de um ou de outro processo parece estar a analogia de palavras com a mesma terminação ou o uso que se vai generalizando.

Pode persistir alguma resistência na aceitação destes termos flexionados. No entanto, a estranheza inicial de uma forma flexionada como política ou primeira-ministra tem-se esbatido à medida que estas palavras surgem regularmente na imprensa escrita e falada. Esta mudança da língua é ainda atestada pelas mais recentes obras lexicográficas em língua portuguesa, como o já mencionado Dicionário de Língua Portuguesa Contemporânea.

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Palavra do dia

con·coc·tor |ô| con·coc·tor |ô|
(latim concoctus, -a, -um, particípio passado de concoquo, -ere, cozer juntamente; digerir + -or)
adjectivo
adjetivo

1. Que facilita a digestão.

2. Relativo a concocção ou a digestão. = CONCOCTIVO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/tia [consultado em 29-05-2020]