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teca

tecateca | n. f.
-teca-teca | suf.
tecateca | n. f.
Será que queria dizer teça?
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

te·ca |é|te·ca |é|1


(malaiala tekku)
nome feminino

1. [Botânica]   [Botânica]  Árvore (Tectona grandis) da família das verbenáceas, nativa da Ásia.

2. Madeira dessa árvore, considerada excelente para construções navais e marcenaria (ex.: mesa em teca).


-teca |é|-teca |é|


(latim theca, -ae, do grego thékê, -es, caixa, estojo)
sufixo

Exprime a noção de colecção ou local de armazenamento (ex.: sementeca).


te·ca |é|te·ca |é|2


(latim theca, -ae, caixa, estojo, do grego thékê, -es)
nome feminino

1. Invólucro que protege uma estrutura ou substância.

2. [Anatomia]   [Anatomia]  Membrana que protege uma estrutura anatómica (ex.: teca vertebral).

3. [Informal]   [Informal]  Dinheiro.

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Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Qual das seguintes frases está incorrecta? Queria um copo de água com gelo; Encomendei um colete em seda vermelha ou Vou comprar uma caixa de fósforos.
Do ponto de vista linguístico, nenhuma das frases está incorrecta, pois a preposição de pode ser usada para indicar conteúdo (ex.: copo de água, caixa de fósforos) e a preposição em pode ser usada para indicar matéria (ex.: colete em seda). A informação sobre o uso das preposições nestas expressões pode ser encontrada em obras de referência para o português, nomeadamente em dicionários gerais de língua como o Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Editorial Verbo, 2001) ou o Grande Dicionário Língua Portuguesa (Porto: Porto Editora, 2004). Alguns autores, porém, consideram inadequado o uso da preposição em para expressões que indicam matéria, alegando que se trata de galicismo.



Agradecia que me dessem a vossa opinião quanto à classificação sintáctica da oração e não sei quem é que se encontra nos seguintes versos pessoanos: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe".
De acordo com o espólio do heterónimo pessoano Alberto Caeiro, disponibilizado on-line pela Biblioteca Nacional, o verso do poema "É noite" é ligeiramente diferente: "É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, // Atrai-me só por essa luz visitada de longe". Na expressão e que não sei quem é estão contidas duas orações: a primeira é uma oração subordinante (e que não sei) cujo verbo (saber) necessita de um complemento directo obrigatório que corresponde à segunda oração (quem é), que pode ser classificada como subordinada substantiva completiva.

A frase é complexa e a oração subordinante (e que não sei) deste pequeno excerto da frase, no âmbito dos versos transcritos (É curioso que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe), é também uma oração subordinada relativa restritiva coordenada a outra da mesma natureza.

Para clarificar a divisão de orações, procedemos em seguida à classificação de todas as orações contidas nos dois versos de Alberto Caeiro e respectivas funções sintácticas (é de sublinhar que uma oração subordinada pode conter várias orações e dentro dela pode haver uma oração subordinante em relação às que dela dependem):
1. [É curioso] oração subordinante.
2. [que toda a vida do indivíduo que ali mora, e que não sei quem é, atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinada completiva com função de sujeito (este sujeito frásico não é muito evidente, mas pode ser testado com a concordância verbal; ex.: isso é curioso; essas coisas são curiosas).

2.1 [que toda a vida do indivíduo atrai-me só por essa luz visitada de longe] oração subordinante (relativamente às orações que dela dependem).
2.1.1 [que ali mora] oração subordinada relativa restritiva (isto é, fornece informação que restringe o antecedente indivíduo).
2.1.2 [e que não sei quem é] oração subordinada relativa explicativa (isto é, fornece informação adicional sobre o antecedente indivíduo) coordenada à oração relativa restritiva.
2.1.2.1 [e que não sei] oração subordinante (relativamente à oração que dela depende).
2.1.2.2 [quem é] oração subordinada completiva com função de complemento directo.

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Palavra do dia

pi·chor·ra |ô|pi·chor·ra |ô|


(picho + -orra)
nome feminino

1. Pichel com bico.

2. [Portugal: Beira]   [Portugal: Beira]  Pequena cântara de barro branco, com bico.

3. [Brasil]   [Brasil]  Jogo em que os intervenientes tentam partir, de olhos vendados e com um pau, um recipiente cheio de guloseimas e prendas, pendurado acima das suas cabeças. = PINHATA

4. [Brasil]   [Brasil]  Recipiente que se enche de guloseimas e prendas, usado nesse jogo. = PINHATA

5. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Fêmea do cavalo. = ÉGUA

6. [Brasil: São Paulo]   [Brasil: São Paulo]  Falta de força ou de estímulo para agir. = INDOLÊNCIA, LASSIDÃO, PREGUIÇA

adjectivo de dois géneros e nome de dois géneros
adjetivo de dois géneros e nome de dois géneros

7. [Brasil: São Paulo]   [Brasil: São Paulo]  Que ou quem mostra medo ou falta de coragem. = COBARDE, MEDROSO, POLTRÃOCORAJOSO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/teca [consultado em 20-10-2021]