Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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solosolo | s. m.
solosolo | s. m.
solosolo | s. m. | adj. 2 g. 2 núm.
1ª pess. sing. pres. ind. de solarsolar
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

so·lo |ó| so·lo |ó| 1
(latim solum, -i)
substantivo masculino

1. Porção de superfície terrestre. = CHÃO, TERRA

2. Revestimento sobre o qual se anda. = CHÃO, PAVIMENTO

3. Parte superficial da terra que se pode cultivar ou onde podem crescer plantas.

4. Terreno.

Confrontar: colo.

so·lo |ó| so·lo |ó| 3
(espanhol solo)
substantivo masculino

[Jogos]   [Jogos]  Jogo de cartas análogo ao voltarete.

Confrontar: colo.

so·lo |ó| so·lo |ó| 2
(italiano solo, só)
substantivo masculino

1. Trecho musical para ser tocado ou cantado por uma só pessoa.

2. Composição executada por um só executante.

3. Dança executada por uma só pessoa.

adjectivo de dois géneros e de dois números
adjetivo de dois géneros e de dois números

4. Que tem apenas um executante.

5. Que se apresenta desacompanhado.


a solo
Que está sozinho. = DESACOMPANHADO

Confrontar: colo.

so·lar so·lar 2
(latim solaris, -e)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

Relativo ou pertencente ao sol.


so·lar so·lar 5 - ConjugarConjugar
(solo, jogo + -ar)
verbo intransitivo

[Jogos]   [Jogos]  Ganhar ao solo.


so·lar so·lar 4 - ConjugarConjugar
(solo, composição para solista + -ar)
verbo transitivo e intransitivo

Executar um solo (ex.: ele sabe solar o hino na guitarra; foi a primeira vez que a bailarina solou).


so·lar so·lar 3
(sola + -ar)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo à sola ou planta do pé.

verbo transitivo

2. Pôr solas em (calçado).

verbo transitivo e intransitivo

3. [Brasil]   [Brasil]  Deixar ou ficar duro, mal cozido ou murcho (ex.: sei lá se foi o corante que solou o bolo; ela garante que a massa não vai solar).


so·lar so·lar 1
(solo, terra + -ar)
substantivo masculino

1. Terreno onde se eleva ou se elevou a casa de uma família nobre ou de importância.

2. A própria habitação dessa família.

3. [Figurado]   [Figurado]  Assento.

4. [Figurado]   [Figurado]  Origem; berço.

5. [Figurado]   [Figurado]  Princípio.


so·lar so·lar 6
(sol, moeda + -ar)
substantivo masculino

[Economia]   [Economia]  Antiga unidade monetária do Peru, em vigor até 1986. = SOL

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Dúvidas linguísticas


Qual é a distribuição dos usos de porque, porquê, por que e por quê?

Em português europeu, a confusão gráfica entre porque e por que deve-se à dificuldade em distinguir algumas construções. As principais construções passíveis de gerar confusão são as que se apresentam de (1) a (5).

(1) Orações subordinadas causais introduzidas pela conjunção subordinativa causal porque: Não fizemos compras porque não tínhamos dinheiro.

(2) Orações coordenadas explicativas introduzidas pela conjunção coordenativa explicativa porque: Eles devem ter chegado, porque o cão está a ladrar.
A diferença entre as conjunções exemplificadas em (1) e (2), assim consideradas tradicionalmente (cf. Celso Cunha e Lindley Cintra, Nova Gramática do Português Contemporâneo, 14.ª ed., Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1998, p. 577 e p. 581), é muito ténue. Em (1) a oração subordinada (porque não tínhamos dinheiro) apresenta uma causa para a oração principal (não fizemos compras), depreendendo-se que o motivo para a ausência de compras foi a falta de dinheiro. Em (2) a oração coordenada (porque o cão está a ladrar) apresenta uma explicação para a enunciação da primeira oração (eles devem ter chegado), não se depreendendo que o motivo de alguém ter chegado foi o facto de o cão ladrar, tratando-se apenas de uma dedução do emissor. Esta distinção pouco nítida reflectiu-se na Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (2004, Ministério da Educação - Departamento do Ensino Secundário, versão online 1.0), entretanto renomeada Dicionário Terminológico pelo Ministério da Educação, que propunha apenas a designação de conjunção subordinativa causal para porque (cf. 1). De acordo com esta classificação, porque é usado para estabelecer uma relação entre uma causa (expressa na oração subordinada) e a sua consequência (expressa na oração principal).
A primeira versão da nova terminologia linguística reclassificou ainda o homónimo porque de advérbio interrogativo de causa para pronome interrogativo (o mesmo sucedendo com porquê). Tal reclassificação poderia estar relacionada com o facto de a palavra que já ser considerada tradicionalmente um constituinte interrogativo (ex.: que esperam eles?). Posteriormente, uma revisão dessa terminologia linguística restabeleceu a classificação de conjunção coordenativa explicativa (cf. 2) e de advérbio interrogativo, cujo uso se ilustra em (3).

(3) Orações interrogativas (directas e indirectas) introduzidas pelo advérbio interrogativo porque: Porque esperas? Perguntei porque esperas.
Como no caso de outros constituintes interrogativos, a função de porque em (3) é questionar, neste caso a causa, sendo substituível por qual o motivo de/para, qual a causa de/para, qual a razão de/para. Assim, a pergunta Porque esperas? é parafraseável por Qual o motivo de estares à espera?. A resposta a esta interrogativa directa deve explicitar uma causa, sendo habitualmente introduzida pela conjunção causal referida em (1): - Espero porque o médico ainda não me chamou.

(4a) Orações interrogativas (directas e indirectas) que correspondem a um argumento introduzido pela preposição por seguida do pronome/determinante interrogativo que: Por que esperas? Por que peças trocaste os copos que recebeste no Natal? Perguntei por que esperas. Não sei por que peças trocaste os copos que recebeste no Natal.
A sequência por que não tem aqui qualquer valor de causa. Efectivamente, na pergunta Por que esperas?, a preposição por pertence à regência do verbo esperar (ex.: tu esperas por alguma coisa) e o pronome interrogativo que corresponde ao argumento nominal do verbo esperar (ex.: tu esperas por alguma coisa). Assim, a pergunta Por que esperas? é parafraseável por Por que coisa esperas?.

(4b) Orações interrogativas (directas e indirectas) introduzidas pela preposição por seguida do determinante interrogativo que com nomes expressos como motivo, causa, razão: Por que motivo chegaram tarde? Indaguei por que motivo chegaram tarde.
Nestes casos, a sequência por que tem valor causal pois, ao contrário de (4a), a preposição por não pertence à regência do verbo (ou de outra classe gramatical). As respostas à interrogativa directa Por que motivo chegaram tarde? devem explicitar uma causa, sendo habitualmente introduzidas pela conjunção causal referida em (1): - Porque adormeceram.

(5a) Orações relativas introduzidas por uma preposição argumental por seguida do pronome relativo que: Chegou a encomenda por que esperava.
Tal como em (4a), em (5a) a preposição por é regida pelo verbo esperar e o pronome relativo que é o seu argumento nominal, sendo a sequência por que substituível por pela qual: Chegou a encomenda pela qual esperava.

(5b) Orações relativas introduzidas pela preposição por seguida do pronome relativo que: Explicaram o motivo por que chegaram tarde.
No caso de (5b), a preposição por não é regência do verbo chegar mas introduz um complemento circunstancial de causa (ex.: chegaram tarde por motivos alheios à sua vontade). Tal como em (5a), a sequência por que é substituível por pelo qual: Explicaram o motivo pelo qual chegaram tarde.

Após esta análise, e em jeito de resumo, no português europeu (de Portugal), a grafia porque é usada para explicitar uma causa, sendo substituível por pois, já que, visto que, dado que, uma vez que (cf. 1 e 2, onde se comporta como conjunção) e quando é substituível por qual o motivo de (cf. 3, onde se comporta como advérbio interrogativo). A grafia por que é usada quando antecede substantivos como razão, motivo, causa ou afins (cf. 4b) e quando é substituível pelo sintagma por que coisa (cf. 4a) ou por pelo qual/pela qual/pelos quais/pelas quais (cf. 5a e 5b).

Convém referir que a ortografia é um conjunto de regras convencionadas, e, como tal, artificiais. A prova disso é a discrepância das normas de justaposição e de separação em Portugal e no Brasil, relativamente à escrita de porque/por que. Assim, e ao contrário da ortografia portuguesa, a ortografia brasileira preconiza porque sempre separado nas orações interrogativas (Por que mentiram? Não sei por que mentiram.). Tal acontece porque a terminologia gramatical brasileira não considera a existência de um constituinte interrogativo justaposto porque, ao contrário da actual terminologia linguística portuguesa, que o considera um advérbio interrogativo (cf. 3).
O mesmo acontece com porquê/por quê. Em Portugal, escreve-se sempre justaposto quando é advérbio interrogativo (ex.: Porquê complicar? Devolveu a mercadoria, não sei porquê.) ou quando é substantivo masculino (ex.: Desconheço o/s porquê/s daquele comportamento.). No Brasil, escreve-se justaposto apenas quando é substantivo; quando é usado em orações interrogativas, é escrito separadamente (ex.: Por quê complicar? Devolveu a mercadoria, não sei por quê.).

Para uma análise mais aprofundada deste fenómeno, aconselha-se a consulta de algumas secções de obras de referência (cf., por exemplo, João Andrade PERES e Telmo MÓIA, Áreas Críticas da Língua Portuguesa, Lisboa: Caminho, 1995, pp. 340-353 ou Maria Helena Mira MATEUS, Ana Maria BRITO, Inês DUARTE, Isabel Hub FARIA et al., Gramática da Língua Portuguesa, 5.ª ed., Lisboa: Caminho, 2003, pp. 568-574).





Qual o significado da palavra ântuma?
A palavra ântuma corresponde ao feminino singular do adjectivo ântumo. Este adjectivo não se encontra registado em nenhuma das obras de referência por nós consultadas e corresponde a uma formação por analogia com o adjectivo póstumo, com substituição da parte inicial da palavra (tomando erradamente post- por um prefixo latino, substituído por ante-). Uma pesquisa em corpora e motores de busca da Internet revela que a palavra tem algumas ocorrências, sobretudo para designar algo que se verifica antes da morte de alguém, opondo-se por isso a algo póstumo (ex.: apenas um livro faz parte da sua obra ântuma, sendo todos os outros póstumos).
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Palavra do dia

hi·a·lu·ró·ni·co hi·a·lu·rô·ni·co
(grego húalos, -ou, pedra transparente, vidro + urónico)
adjectivo
adjetivo

[Bioquímica]   [Bioquímica]  Diz-se de um ácido que se encontra naturalmente no organismo humano, usado também em medicamentos para o tratamento de artroses, para o restabelecimento da elasticidade da pele, etc.


• Grafia no Brasil: hialurônico.

• Grafia no Brasil: hialurônico.

• Grafia em Portugal: hialurónico.

• Grafia em Portugal: hialurónico.
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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2013, https://dicionario.priberam.org/solo [consultado em 16-11-2019]