Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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sereiasereia | s. f.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

se·rei·a se·rei·a
(latim sirena, -ae)
nome feminino

1. [Mitologia]   [Mitologia]  Monstro fabuloso, metade mulher e metade peixe ou ave, que, pela suavidade do seu canto, atraía os navegantes para os rochedos.

2. [Figurado]   [Figurado]  Mulher sedutora.

3. Mulher que canta melodiosamente.

4. [Figurado]   [Figurado]  Instrumento de acústica que indica o número de vibrações de cada som.

5. O mesmo que sirene.

6. [Zoologia]   [Zoologia]  Género de répteis.

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Dúvidas linguísticas


No vosso dicionário em rede definem o verbo encriptar como um termo informático que significa "criar código para tornar secreto um documento". Estou completamente em desacordo com a existência deste verbo e com esta definição. Os conceitos de cifra e decifra de texto ou de outra informação são tão antigos como a própria escrita, muito antes de existir informática, e têm os verbos estabelecidos em português desde há muito: cifrar e decifrar. O termo encriptar é um anglicismo infelizmente muito usado e que tem como origem um abastardamento do verbo anglo-saxónico to encrypt. Infelizmente, no mundo da informática, no qual trabalho e onde essa tradução errada muito surge, é normal que por preguiça se abuse das traduções erradas por proximidade de escrita, mas na minha opinião isso deve ser contrariado quando não faz qualquer sentido. Assim, eu concedo que seja difícil ou impossível traduzir eficazmente conceitos como firewalls, spam, etc. mas não usar os verbos cifrar e decifrar para usar encriptar (e decriptar ou desencriptar) já me parece negativo. Ou concordam com a existência do verbo printar (em vez de imprimir)? E scanar (em vez de digitalizar)?
A questão não é pacífica, como acontece sempre que há interferências linguísticas externas, mas parece um pouco redutor tratar encriptar da mesma forma que printar, scanar ou até downloadar.

Se analisarmos a palavra encriptar, verificamos que, do ponto de vista morfológico, ela é bem formada (ao contrário de printar, scanar ou downloadar, que partem de segmentos inexistentes em português), derivando de en + cripta + ar.

Do ponto de vista semântico, ela sofreu um enriquecimento (por influência do inglês to encrypt, é certo) tal como aconteceu, aliás, com outras palavras portuguesas (ex.: aceder, alocar, compactar, compilar, configurar, digitalizar, etc.), que ganharam sentidos novos no domínio informático.

Assim sendo, parece não haver motivos linguísticos (a não ser a sensibilidade linguística de cada falante) que impeçam a utilização de encriptar e derivados como sinónimos de cifrar e derivados:

(1) É preciso encriptar / cifrar o canal.
(2) É preciso desencriptar / decifrar o canal.

(3) Curso de encriptação / cifração.
(4) Curso de desencriptação / decifração.

(5) Ficheiros encriptados / cifrados.
(6) Ficheiros desencriptados / decifrados.

A língua e alguns dicionários que a descrevem já dão conta desses factos linguísticos. O Dicionário Priberam da Língua Portuguesa regista efectivamente, na entrada encriptar, o sentido primeiro de “colocar em cripta ou túmulo”, sentido esse dicionarizado desde o séc. XIX, no Novo Dicionário da Língua Portuguesa (Lisboa, 1899), de Cândido de Figueiredo, a par do sentido “codificar”, que questiona. Os gramáticos e os dicionários não parecem ter dúvidas quanto à existência do verbo encriptar, mas não se entendem quanto à acepção do domínio informático. Por exemplo, o Grande Dicionário da Língua Portuguesa (Porto Editora, 2004) e o Dicionário Aurélio (Nova Fronteira, 1999) registam apenas essa acepção de informática, pelo que o assunto promete permanecer polémico.





Tenho uma dúvida com respeito a expressão "nada obstante". Ela é uma expressão de valor concessivo ou adversativo? Em que fontes bibliográficas os senhores me recomendariam pesquisar as definições de "nada obstante"?
Aparentemente, a locução "nada obstante" pode ser usada com os dois valores, adversativo e concessivo. O problema é conseguir distinguir quando se trata de um ou de outro, isto é, quando se trata de uma frase coordenada ou de uma frase subordinada.

A locução "nada obstante" (equivalente a "não obstante"), quando introduz uma frase coordenada é considerada uma locução conjuncional adversativa (ex.: eu estou satisfeito, nada obstante, penso que poderia fazer melhor). Quando introduz uma frase subordinada adverbial, a locução "nada obstante" é considerada uma locução conjuncional concessiva (ex.: penso que poderia fazer melhor, nada obstante eu estar satisfeito).
Teoricamente, são consideradas frases coordenadas aquelas que fazem parte de uma frase complexa e têm a mesma categoria ou a mesma função sintáctica, mas nenhuma relação de subordinação sintáctica entre si. São consideradas subordinadas adverbiais as frases que fazem parte de uma frase complexa e que desempenham a função sintáctica de modificador da frase ou do grupo verbal. Neste caso, poderá ajudar a substituição por outras conjunções ou locuções conjuncionais adversativas (ex.: eu estou satisfeito, mas penso que poderia fazer melhor) ou concessivas (ex.: penso que poderia fazer melhor, embora eu esteja satisfeito; penso que poderia fazer melhor, apesar de eu estar satisfeito), cuja distinção seja mais clara.

Na verdade, a ideia transmitida em ambos os casos é a mesma de oposição a algo, sendo que se valoriza o facto de o que se opõe não ser impeditivo ou não invalidar o que é dito. Aparentemente, só a expressão concessiva permite a anteposição: veja-se a diferença entre a anteposição da coordenada (*nada obstante/mas penso que poderia fazer melhor, eu estou satisfeito [o asterisco indica agramaticalidade]) e da subordinada (ex.: nada obstante/apesar de eu estar satisfeito, penso que poderia fazer melhor).

A distinção entre estas noções é muito ténue e as formulações raramente são claras e inequívocas, como se poderá ver ao consultar o Dicionário Terminológico, por exemplo, na diferença entre as frases coordenadas adversativas e as frases subordinadas concessivas.

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Palavra do dia

de·sem·pa·re·dar de·sem·pa·re·dar - ConjugarConjugar
(des- + emparedar)
verbo transitivo

1. Desfazer o emparedamento.

2. Dar liberdade ao que está emparedado.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/sereia [consultado em 23-01-2021]