Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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quelóidequeloidequelóidequeloide | s. m.
Será que queria dizer quelóide?
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que·lói·de |ói| que·loi·de |ói| que·lói·de |ói| que·loi·de |ói|
(grego khelé, -és, pinças do caranguejo + -óide)
substantivo masculino

[Medicina]   [Medicina]  Cicatriz de queimadura ou de lesão traumática que constitui uma saliência espessa na pele, devida a proliferação anormal de células e que não regride espontaneamente.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: queloide.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: quelóide.


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: queloide.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: quelóide

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Dúvidas linguísticas


Existem muitos verbos que usamos como transitivos diretos (ex.: Paula irritou Pedro), mas, quando usados com relação a Deus, sempre aparecem como indiretos (ex.: essa atitude irritou a Deus). Isso é correto?
No exemplo referido e em outros afins, trata-se de uma construção com um verbo considerado transitivo directo, mas usado com um complemento iniciado pela preposição a (que é uma construção típica dos complementos indirectos).

Por este motivo, poderia parecer à primeira vista que se trata de um complemento indirecto, como em ofereceu uma flor a seu pai = ofereceu-lhe uma flor. No entanto, em irritou a Deus, o complemento a Deus só pode ser pronominalizado com o pronome de complemento directo (irritou-O, e não *irritou-Lhe). Estes complementos são por isso habitualmente designados por complementos directos preposicionados.

As construções com complemento directo preposicionado são normalmente descritas pelas gramáticas como ocorrendo "com os verbos que exprimem sentimentos" (Celso CUNHA e Lindley CINTRA, Nova Gramática do Português Contemporâneo, Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 143), mas esta descrição é muito vaga e insuficiente, pois na verdade são construções usadas em contextos muito restritos e pouco usuais, geralmente apenas no discurso religioso. Estas construções ocorrem sobretudo em contextos com verbos como adorar, amar, bendizer, honrar, louvar ou temer e a palavra "deus" como complemento directo (ex.: amar a Deus), mas ocorrem também com outros complementos directos aos quais se dá, de alguma forma, uma relevância reverencial ou respeitosa (ex.: amar ao próximo).

Por outro lado, o conjunto de verbos a que se pode estender este tipo de construção é difícil de delimitar e identificar. O exemplo dado (irritou a Deus) é disso prova, pois o verbo irritar não aparece em gramáticas e dicionários nos exemplários de verbos com este comportamento, mas tem uso efectivo em discursos religiosos e afins.

Mais difícil ainda é delimitar quando é que estas construções se podem estender a outros complementos directos a que se quer dar carácter reverencial, com este ou com outros verbos considerados transitivos directos (por exemplo, se podemos ou não aceitar sem problemas Paula irritou a Pedro ou Paula admoestou a Pedro).

Pelos motivos acima apontados, pode dizer-se que a construção irritou a Deus não pode ser considerada incorrecta, pois segue um paradigma que é comummente aceite para outros verbos. No entanto, se se quiser evitar construções que possam ser polémicas ou questionáveis, o uso desta construção deverá ser limitado aos exemplos tidos como mais comuns (ex.: adorar a Deus, temer a Deus).




Estou a rever uma tradução em português do Brasil (devo passar para português de Portugal) e tenho-me deparado com termos como reensaio ou reemissão, entre outros. O que gostaria de saber é se se deverá utilizar aqui um hífen ou não.
O uso do hífen deve seguir o dispostos nos textos legais em vigor para a ortografia portuguesa. O Acordo Ortográfico de 1945, especialmente nas bases XXVIII a XXXII, não faz qualquer referência ao prefixo re-, pelo que, por omissão de especificação, não deverá usar-se hífen com este prefixo, havendo, quando necessário, adaptações para respeitar as regras da ortografia (ex.: re- + ratificar = rerratificar; re- + surgir = ressurgir; re- + hidratar = reidratar). É esta a posição de Rebelo Gonçalves no seu Tratado de Ortografia, integrando o prefixo re- entre os que "não serão, em caso algum, seguidos de hífen".

O Acordo Ortográfico de 1990 preconiza o uso contextual dos prefixos, especificando que o hífen deverá ser usado quando os elementos prefixais terminam com a mesma letra com que se inicia o elemento seguinte ou quando começam pela letra h [cf. o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b)]. Nesta regra inserir-se-ia o prefixo re-, mas, como as obras de referência oficiais para o português europeu e para o português do Brasil registam sem hífen as palavras iniciadas com este prefixo (ex.: reedição, reeleger), as ferramentas linguísticas da Priberam (os corretores ortográficos, os conversores, o dicionário, etc.) foram alteradas de maneira a reflectir as opções tomadas por essas obras.

Como esta é uma dúvida muito frequente com outros prefixos (ex.: pre-), o utilizador da língua deve aprender a fazer inferências de regras a partir de outras palavras registadas pela tradição lexicográfica portuguesa. Assim, em casos como reensaio ou reemissão, será pertinente procurar em dicionários portugueses outras palavras com o prefixo re- seguido da letra e. No Dicionário Priberam da Língua Portuguesa, por exemplo, se fizer esta pesquisa escrevendo ree* (que corresponde ao início da palavra seguido de quaisquer caracteres), poderá verificar que há um largo conjunto de palavras que têm o mesmo contexto ortográfico, o que indica que estas palavras estarão assim bem formadas. Se, por outro lado, pesquisar re-e*, não encontrará nenhuma outra palavra registada com o mesmo contexto ortográfico, o que poderá indicar que as grafias re-ensaio ou re-emissão estariam incorrectas.

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Palavra do dia

ba·a·í·smo ba·a·í·smo
(árabe baha, esplendor + -ismo)
substantivo masculino

[Religião]   [Religião]  Religião monoteísta, baseada no babismo, que enfatiza a união de toda a humanidade e de todas as religiões. = BAHAÍSMO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/queloide [consultado em 21-01-2020]