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primo avulso, non deficit alter

primo avulso, non deficit alterprimo avulso, non deficit alter | loc.
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primo avulso, non deficit alter


(locução latina que significa "tirado o primeiro não falta outro")
locução

Mal foi removida a primeira dificuldade, logo surge outra.

Fonte: Virgílio, Eneida, VI, 143.
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Parecidas

Dúvidas linguísticas


Na frase dei de caras com um leão, qual a função sintáctica das expressões de caras e com um leão?
A locução verbal dar de caras corresponde a uma expressão idiomática do português, que por esse motivo não é habitualmente decomposta, equivalendo a um verbo como deparar-se ou a outra locução verbal como encontrar subitamente. Na frase apontada, pode no entanto considerar-se a expressão de caras como um modificador adverbial (designado por complemento circunstancial na gramática tradicional), indicando o modo como se processa a acção expressa pelo verbo dar (equivalente, por exemplo a subitamente numa frase como deu subitamente com um leão).
A expressão com um leão pode ser considerada complemento indirecto seleccionado pelo verbo dar, pois com um leão é um complemento nominal introduzido indirectamente pela preposição com.




Em expressões como não análise, não excedente, não conhecimento, não aceitação, não provimento, etc., quando deve ser utilizado, ou não, o hífen?
A utilização do hífen em casos semelhantes aos apresentados é possível e até muito usual.

A palavra não, por se tratar de um advérbio, é uma palavra invariável usada geralmente para modificar um verbo (ex.: não comi), um adjectivo (ex.: pessoa não competente), outro advérbio (ex.: agindo não eficazmente) ou uma frase (ex.: não podemos deixar-nos adormecer) mas em geral não modifica substantivos. Por este motivo, é comum ligar este advérbio por hífen a um substantivo que se lhe segue, mas tal procedimento não é obrigatório, nem é regulado por qualquer indicação nos textos legais em vigor para a língua portuguesa.

O que é dito sobre o hífen no Acordo Ortográfico de 1945 (válido para o português europeu, mas muito semelhante ao que é dito no Formulário Ortográfico de 1943, válido para o português do Brasil) é bastante vago e nada esclarecedor sobre este assunto: “Emprega-se o hífen nos compostos em que entram, foneticamente distintos (e, portanto, com acentos gráficos, se os têm à parte), dois ou mais substantivos, ligados ou não por preposição ou outro elemento, um substantivo e um adjectivo, um adjectivo e um substantivo, dois adjectivos ou um adjectivo e um substantivo com valor adjectivo, uma forma verbal e um substantivo, duas formas verbais, ou ainda outras combinações de palavras, e em que o conjunto dos elementos, mantida a noção da composição, forma um sentido único ou uma aderência de sentidos.” (Base XXVIII [sublinhado nosso]).

O Acordo Ortográfico de 1990 não altera nada a este respeito.

O uso do hífen coloca então muitas dúvidas aos utilizadores da língua, pois não obedece geralmente a critérios lógicos, mas antes a convenções e muitas vezes é justificado devido à tradição de registo em dicionários de língua que funcionam como referência. Neste âmbito, surgem em muitos dicionários entradas com o elemento não- seguido de adjectivos, substantivos e verbos, mas como, em teoria, qualquer palavra de uma destas classes poderia ser modificada pelo advérbio não, o registo de todas as formas possíveis seria impraticável e de muito pouca utilidade para o consulente.

Em conclusão, podemos afirmar que o uso do hífen é possível para ligar o advérbio não a um substantivo; o uso do hífen para ligar o advérbio não a classes que são habitualmente modificadas por advérbios (verbos, adjectivos, advérbios) parece ser desnecessário, dadas as características da classe adverbial, mas nada o impede.

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Palavra do dia

sar·ra·bis·car sar·ra·bis·car


(sarrabisco + -ar)
verbo transitivo e intransitivo

Fazer sarrabiscos. = GARATUJAR, RABISCAR

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/primo%20avulso,%20non%20deficit%20alter [consultado em 28-10-2021]