Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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parco

parcoparco | adj.
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par·co par·co


(latim parcus, -a, -um, poupado, avarento, avaro, pouco abundante, moderado)
adjectivo
adjetivo

1. Que vive com parcimónia.

2. Que tem comedimento nas despesas ou no que consome; que evita os excessos. = FRUGAL, SÓBRIO

3. Que é de pouca monta ou em pequena quantidade. = ESCASSO

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Dúvidas linguísticas


Quanto a comparações de inigualdade, ou seja, de superioridade ou de inferioridade, existirá uma regra absoluta para decifrar se se usa que ou do que ou ambas estarão correctas em qualquer expressão dessa estrutura? Para um falante em que o Português não é a primeira língua, seria bastante útil. Incluo as seguintes expressões para vossa análise: 1) O castelo é mais antigo que a igreja. 2) Hoje as laranjas estão menos baratas que as maçãs. 3) Nós compramos mais livros que vendemos. 4) O Paulo é mais grande do que gordo. 5a) O João tem mais de um carro. b) O João tem mais dum carro. c) O João tem mais do que um carro. d) O João tem mais que um carro.
As frases de 1) a 5) apresentam diferentes construções de comparativos relativos de superioridade e de inferioridade.

Em português, é possível formar os graus comparativos de superioridade e de inferioridade dos adjectivos usando os advérbios mais e menos seguidos da locução do que (ex.: o castelo é mais antigo do que a igreja; a igreja é menos antiga do que o castelo), podendo haver omissão da contracção da preposição de com o pronome demonstrativo invariável o (ex.: o castelo é mais antigo que a igreja; a igreja é menos antiga que o castelo). Esta construção aplica-se às frases apontadas em 1), 2) e 4).

Na frase 3) está presente um comparativo de superioridade relativo a um substantivo (ex.: nós compramos mais livros [do] que vendemos), sendo nesse caso a palavra mais um determinante indefinido.

Relativamente às frases em 5), trata-se de uma comparação (de superioridade) de quantidade relativamente a um numeral (um). Neste tipo de comparação é possível uma construção análoga àquela usada para exprimir o grau comparativo do adjectivo, isto é, a estrutura mais (do) que seguida do numeral e de um substantivo, como nas frases 5c) e 5d). Alternativamente, é possível ainda utilizar as construções presentes em 5a) e 5b), que correspondem à locução comparativa mais de seguida de numeral e que diferem apenas na contracção (de + um = dum).

Para além destas quatro construções comparativas, é ainda possível estabelecer comparativos antes de verbos (ex.: consegue ver mais ao longe [do] que ao perto), de advérbios (ex.: põe esse quadro mais acima [do] que este) ou de preposições (ex.: o gato passa mais por aqui [do] que por ali).




Está correto dizer macérrimo para uma pessoa muito magra?

O superlativo absoluto sintético simples dos adjectivos (aquele que exprime, através de uma só palavra, um elevado grau de determinado atributo ou qualidade) forma-se, em português, através da adjunção do sufixo -íssimo ao adjectivo (ex.: vulgaríssimo, tristíssimo, cheiíssimo).

Alguns adjectivos, porém, apresentam um superlativo alternativo, derivado do superlativo latino. É o caso de magro, que forma, além do superlativo regular magríssimo, o superlativo irregular macérrimo (do latim macerrìmus, -a, -um, superlativo de màcer “magro, debilitado”), tal como célebre (celebérrimo ou celebríssimo), pobre (paupérrimo ou pobríssimo), próspero (prospérrimo ou prosperíssimo).

Outros casos de superlativos eruditos incluem formas terminadas em -imo, como fácil (facílimo ou facilíssimo), bem como formas que derivam do latim ou que recuperam parte do radical latino, como simples (simplicíssimo ou simplíssimo), respeitável (respeitabilíssimo), ineficaz (ineficacíssimo), chão (chaníssimo).

Não há muitos superlativos eruditos, sendo fácil encontrá-los elencados em compêndios gramaticais, como na Nova Gramática do Português Contemporâneo (Lisboa: Edições Sá da Costa, 1998, pp. 258-259).

Recentemente, o sufixo -érrimo, característico de superlativos eruditos, tem sido usado, seja por desconhecimento, seja por ironia, em formações novas, inexistentes no latim, como chatérrimo (em vez de chatíssimo) ou chiquérrimo (em vez de chiquíssimo). No caso do adjectivo magro, este sufixo gerou ainda a forma magérrimo, dispensável em registos de língua cuidados.

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Palavra do dia

ga·nhão ga·nhão


(ganhar + -ão)
nome masculino

1. Indivíduo sem ofício especializado que trabalha com pagamento de salário diário. = GANHADEIRO, JORNALEIRO

2. Trabalhador agrícola que não é especializado. = GANHADEIRO

3. [Depreciativo]   [Depreciativo]  Indivíduo rude, grosseiro. = RÚSTICO

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/parco [consultado em 08-05-2021]