Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
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derivação masc. sing. de notanota
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no·ta |ó| no·ta |ó|
(latim nota, -ae, sinal, marca)
nome feminino

1. Sinal para marcar ou fazer lembrar algo.

2. Indicação escrita, geralmente breve ou resumida, para registar alguma coisa que foi vista, ouvida, lida ou que deve ser lembrada. = ANOTAÇÃO, APONTAMENTO

3. Explicação ou comentário, geralmente breve, num documento escrito (ex.: nota bibliográfica; nota de rodapé; nota do tradutor).

4. Breve exposição ou comentário (ex.: quero deixar apenas uma pequena nota sobre a comunicação que estivemos a ouvir). = APONTAMENTO

5. Sentimento de respeito por algo ou alguém (ex.: este trabalho é discreto, mas digno de nota). = ATENÇÃO, CONSIDERAÇÃO, RECONHECIMENTO

6. Registo das escrituras de um notário, tabelião ou escrivão.

7. Notificação diplomática.

8. Documento, com informações fiscais, que o comerciante ou prestador de serviço emite ou entrega ao comprador ou cliente para comprovar uma compra, um pagamento, um crédito, etc. (ex.: nota de crédito; nota de liquidação).

9. Conceito ou opinião de alguma coisa ou de alguém. = REPUTAÇÃO

10. Mácula, defeito.

11. Classificação que avalia a qualidade de um trabalho, exercício, exame ou desempenho (ex.: nota positiva; nota negativa).

12. Voz, tom, timbre.

13. [Música]   [Música]  Sinal representativo de um som musical.

14. [Música]   [Música]  Esse próprio som (vocal ou instrumental).

15. [Economia]   [Economia]  Papel representativo de uma quantia que se supõe existente no banco que o emite.Ver imagem = CÉDULA, PAPEL-MOEDA

16. [Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Grande quantidade de dinheiro (ex.: eles gastaram uma nota). = FORTUNA, NOTA PRETA


dar a nota
Mostrar como se deve proceder; servir de exemplo. = DAR O TOM

de má nota
[Depreciativo]   [Depreciativo]  Com má reputação. = DE MÁ FAMA

nota fiscal
Documento com a relação das mercadorias entregues ou dos serviços efectuados. = FACTURA

nota fria
[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Documento com informação fiscal falsa ou falsificada que atesta uma venda ou uma prestação de serviço que não ocorreu ou não foi entregue ou um pagamento que não foi efectuado.

nota preta
[Brasil, Informal]   [Brasil, Informal]  Grande quantidade de dinheiro. = FORTUNA, NOTA

nota sensível
[Música]   [Música]  A que está meio-tom abaixo da tónica.

nota tónica
[Música]   [Música]  Primeira parte da escala do tom em que está composto um trecho.

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Dúvidas linguísticas


Agradecia que me confirmassem se o superlativo absoluto sintético de pulcro é pulcríssimo.
O superlativo absoluto sintético de pulcro é pulquérrimo, derivado do superlativo latino pulcherrimus, do adjectivo pulcher, que está na origem etimológica de pulcro.



Tenho assistido a várias discussões sobre as palavras escoteiro/escuteiro e sobre escotismo/escutismo e gostaria de uma explicação linguística. São sinónimos ou são coisas diferentes?
Relativamente ao uso geral da língua, as palavras escoteiro/escuteiro e escotismo/escutismo correspondem a dois pares de sinónimos, a que se podem juntar outros pares como escotista/escutista ou escoteirismo/escuteirismo. Qualquer delas está correcta ortograficamente e pode dizer-se que são pares de variantes gráficas homófonas.

A discussão que se gera à volta delas decorre essencialmente do registo lexicográfico destas palavras (ou da ausência dele) ou de visões ligeiramente diferentes do chamado movimento escutista (ou escotista).

Para compreendermos melhor os argumentos utilizados, é necessário fazer alguma pesquisa, não tanto linguística, mas acerca da história do próprio movimento escutista em Portugal, que permita perceber o motivo da existência destas variantes (no Brasil, o problema não se coloca, pois as variantes com -u- são consideradas lusismos). Para isso, é esclarecedora a breve nota a que podemos aceder no sítio da Associação de Escoteiros de Portugal, que nos apresenta brevemente a história do movimento, salientando que esta foi a primeira associação de Portugal que utilizou a palavra escoteiro, já existente na língua e com o significado de "pessoa que viaja sem bagagem", para traduzir o inglês scout. Só mais tarde apareceu o Corpo Nacional de Escutas, movimento católico que assumiu uma dimensão maior e que, para a tradução de scout, utilizou a palavra escuta (de que depois derivaram escuteiro e escutista), já existente na língua como derivado regressivo do verbo escutar.

Sem ter a pretensão de fazer um levantamento exaustivo na lexicografia portuguesa, podemos verificar no Dicionário Etimológico da Língua Portuguesa de José Pedro Machado que a palavra escoteiro está documentada na língua desde o séc. XVI em Lendas da Índia por Gaspar Correia, publicadas pela Ordem da Classe de Ciências Morais, Políticas e Belas Letras da Academia Real das Ciências de Lisboa, sob a direcção de Rodrigo José de Lima Felner, 1858: "…tudo puderam bem carregar, ficando os homens escoteiros e despejados para andar o caminho". O registo da acepção que diz respeito aos membros de movimentos semelhantes àquele que foi criado por Baden-Powell é bem mais recente.

Rebelo Gonçalves, no seu Vocabulário da Língua Portuguesa (Coimbra: Coimbra Editora, 1966), referência importante para a lexicografia portuguesa, considera escoteiro, escotismo e escotista como variantes brasileiras de escuteiro, escutismo e escutista, respectivamente. Nesta opção, segue o que está no Vocabulário Ortográfico Resumido da Língua Portuguesa, da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Imprensa Nacional de Lisboa, 1947).

Também o dicionário de Cândido de Figueiredo regista escoteiro como brasileirismo, na acepção que aqui nos interessa e as formas escuta e escuteiro como as preferenciais em Portugal. De notar que estamos a falar da edição coordenada por Rui Guedes (25.ª ed., 1996), pois em edições antigas, nomeadamente na edição de 1913, por exemplo, apenas consta a entrada escoteiro, com a acepção "aquele que viaja sem bagagem".

José Pedro Machado, nas várias edições do Grande Dicionário da Língua Portuguesa (por exemplo, Lisboa: Amigos do Livro, 1981 e Lisboa: Círculo de Leitores, 1991), outra grande referência na lexicografia portuguesa, regista também escuteiro (assinalando neste verbete, que "No Brasil, usa-se a forma escoteiro"), escutismo e escutista (nestes dois últimos verbetes, confrontando com as formas em -o- para avisar o consulente de que se trata de verbetes diferentes, não sinónimos). Curiosamente, não regista escuteirismo, mas sim escoteirismo, definindo-o de maneira bastante abrangente, de modo a incluir o movimento idealizado por Baden-Powell e qualquer movimento organizado em moldes semelhantes. Por outro lado, se no verbete escuteiro este dicionário assinala a forma escoteiro como brasileira, no verbete escoteiro, com o sentido sobre os qual nos debruçamos, não tem qualquer indicação de que se trata de brasileirismo, estando o verbete escoteiro definido, com etimologia e sem qualquer registo geográfico (o mesmo acontece com escotismo, que remete para escoteirismo).

O Dicionário da Língua Portuguesa Contemporânea da Academia das Ciências de Lisboa (Lisboa: Verbo, 2001), por sua vez, parece ser o primeiro a registar os vários pares de variantes gráficas, sem distinguir registos de língua pertinentes. Neste sentido apresenta a definição nas formas com -u-, por serem mais usuais, e uma remissão nas formas com -o-.

Por motivos diversos, quer etimológicos, quer históricos, estes pares de palavras surgiram na língua, à semelhança de muitos outros casos de variação, e podem ser considerados sinónimos, sem que haja motivo para considerar uma ou outra forma mais correcta do que outra. Adicionalmente, e sobretudo entre os membros ou simpatizantes do movimento escotista/escutista em Portugal, a distinção escoteiro ou escuteiro permite também distinguir, respectivamente, entre os membros da Associação de Escoteiros de Portugal (de cariz interconfessional) e os membros, bem mais numerosos, do Corpo Nacional de Escutas (de cariz católico e estruturado numa relação directa com as dioceses).


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Palavra do dia

o·ca·pi o·ca·pi
(origem africana)
nome masculino

[Zoologia]   [Zoologia]  Mamífero ruminante (Okapia johnstoni), da família dos girafídeos, mas de pescoço muito curto, com pelagem listrada na parte posterior e nas patas e cerca de um metro de altura no garrote, encontrado na República Democrática do Congo.

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in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/not%C3%A3o [consultado em 19-09-2020]