Dicionário Priberam Online de Português Contemporâneo
Dicionário Priberam da Língua Portuguesa
Este site utiliza cookies. Ao continuar no site está a consentir a sua utilização. Saiba mais...
pub
pub
pub
pub
pub

natal

natalnatal | adj. 2 g. | n. m.
Sabia que? Pode consultar o significado de qualquer palavra abaixo com um clique. Experimente!

na·tal na·tal


(latim natalis, -e, do nascimento)
adjectivo de dois géneros
adjetivo de dois géneros

1. Relativo a nascimento (ex.: dentes natais).

2. Relativo ao país ou ao local em que algo ou alguém nasceu (ex.: aldeia natal; terra natal). = NATALÍCIO

nome masculino

3. O dia do nascimento. = NATALÍCIO

4. Dia do aniversário de um nascimento.

5. Festa que celebra o nascimento de Cristo. (Geralmente com inicial maiúscula.) = NATIVIDADE

6. Época em que se celebra esse acontecimento. (Geralmente com inicial maiúscula.)

pub

Auxiliares de tradução

Traduzir "natal" para: Espanhol | Francês | Inglês

Parecidas

Esta palavra em blogues

Ver mais

estádio natal de Pakhator, tem esplêndidos mosaicos de flores de algodão estilizadas)..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

superar um capotamento para no final conseguir um terceiro lugar no seu rali natal a bordo de um Toyota Yaris WRC, que é neste momento "a" máquina a...

Em Continental Circus

, alertando os clientes para "parar para comer alguns biscoitos de Natal e um último grito"..

Em NOTÍCIAS SOBRE AVIAÇÃO AVIATION NEWS

No evento do PSDB realizado ontem, 9, em Natal (RN) foi exposta a divisão que existe no ninho tucano potiguar..

Em www.blogrsj.com

...de Eventos do hotel Senac Barreira Roxa, via costeira, bairro de Mãe Luiza, em Natal (RN)..

Em www.blogrsj.com
Blogues do SAPO

Dúvidas linguísticas


Como classificar a palavra desalmado quanto à sua formação?
A palavra desalmado é habitualmente considerada um adjectivo formado por derivação parassintética, isto é, com aposição simultânea de prefixo (des-) e sufixo (-ado) à palavra alma. No entanto, a existência do verbo desalmar, formado através do mesmo processo de parassíntese (des- + alma + -ar), implica que a palavra desalmado seja também uma flexão verbal, correspondendo ao particípio passado do verbo desalmar, que pode ser usado com valor adjectival.



Venho por este meio colocar-vos uma dúvida em relação à utilização (ou não) do hífen em palavras com o prefixo re- seguidas de e* segundo o novo Acordo Ortográfico (ex.: reedição/reeleger ou re-edição/re-eleger?). Já vi opções diferentes e gostava de saber qual delas está a seguir o Acordo.
Segundo o disposto na Base XVI, 1.º, alínea b) do Acordo Ortográfico de 1990, utiliza-se o hífen “nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal com que se inicia o segundo elemento” (ex.: sobre-endividamento, micro-ondas). O texto do Acordo Ortográfico é inequívoco relativamente ao uso de hífen com um prefixo que termina na mesma vogal com que se inicia o elemento seguinte, pelo que esta regra deveria ser também aplicada ao prefixo re-. As regras para o uso do hífen nos casos de prefixação passam, com o Acordo de 1990, a ser gerais e contextuais, ao contrário do Acordo de 1945, que aplicava regras específicas a um prefixo ou a um grupo fechado de prefixos. Para este ponto, o texto legal estabelece uma única excepção, na nota à alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, referindo-se apenas ao prefixo co-, que deverá ser usado sempre sem hífen.

Foi este o entendimento inicial da Priberam, uma vez que outra interpretação contraria claramente a letra e o espírito do Acordo Ortográfico, estabelecendo uma excepção não prevista. A Priberam entende que seria ilógico tomar a excepção prevista para co- como modelo para re-, uma vez que as excepções devem estar explícitas e não se podem deduzir. Também a "Nota Explicativa" (ponto 6.3) reitera o que é referido na base XVI, 1.º, alínea b): "uniformiza-se o não emprego do hífen, do modo seguinte: (...) Nos casos em que o prefixo ou o pseudoprefixo termina em vogal e o segundo elemento começa por vogal diferente daquela, as duas formas aglutinam-se, sem hífen". Como este não é o caso nas sequências re-e..., o hífen deveria ser usado neste contexto.

Apesar disto, no Brasil, a Academia Brasileira de Letras (ABL), no seu Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (São Paulo: Global, 2009), entendeu que deveria instituir uma excepção para o prefixo re-. A única justificação apresentada pela Comissão de Lexicologia e Lexicografia da ABL na "Nota explicativa" (pp. LI a LIII) do referido Vocabulário é que uma das medidas tomadas foi "incluir, por coerência e em atenção à tradição lexicográfica, os prefixos re-, pre- e pro- à excepcionalidade do prefixo co-". Se para os prefixos pre- e pro- parece haver uma justificação, não pela alínea b) do ponto 1.º da Base XVI, mas pela alínea f), o mesmo não acontece com o prefixo re-. Por outro lado, não se pode invocar a tradição lexicográfica quando se trata de um tópico sobre o qual o Acordo Ortográfico se pronuncia alterando justamente a tradição lexicográfica e as indicações prescritas pelo Acordo Ortográfico anterior.

Em Portugal, o Instituto de Linguística Teórica e Computacional (ILTEC), cujo Vocabulário Ortográfico do Português (VOP) foi recentemente adoptado pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 8/2011, publicada em 25 de Janeiro de 2011 no Diário da República n.º 17, I Série, pág. 488, seguiu a mesma interpretação da ABL. A Priberam manteve a sua interpretação inicial de grafar re-e... até à data em que o VOP passou a ser indicado nesta resolução como uma obra lexicográfica de referência em Portugal, nomeadamente no ensino, a partir do ano lectivo de 2011/2012. Os recursos linguísticos da Priberam têm vindo a ser alterados desde 25 de Janeiro de 2011 para seguir a excepção instituída pelo VOLP da ABL e seguida pelo VOP do ILTEC, grafando o sufixo re- sem hífen quando seguido de elemento começado por e (ex.: reedição).

Sublinhe-se que esta é uma opção que decorre da publicação do VOLP e do VOP e não da aplicação da letra e do espírito do Acordo Ortográfico, cujo texto altera inúmeros outros casos de grafias tradicionalmente estáveis. Como exemplo de grafias em que o AO vai contra a tradição lexicográfica, pode referir-se o prefixo sobre-, que já em obras do século XVIII (como o Vocabulario Portuguez & Latino, de Raphael Bluteau [1728] ou o Diccionario da lingua portugueza, de Antonio de Moraes Silva [1789]) ou do início do século XX (como o Novo Diccionário da Língua Portuguesa, de Cândido de Figueiredo [1913]) era sempre grafado sem hífen quando o elemento seguinte se iniciava com a letra e. Em determinados pontos em que o AO é omisso ou não explicita regras gerais (como, por exemplo, no caso de connosco/conosco), a tradição do registo lexicográfico de certas palavras poderá ser um argumento invocável, uma vez que não há outra maneira de se saber ou inferir qual a ortografia a adoptar. Se a tradição lexicográfica pudesse ser invocada constantemente como argumento para a manutenção de determinadas grafias, os acordos ortográficos deixariam de fazer sentido, uma vez que o objectivo destes é precisamente a alteração ou simplificação de determinadas grafias e regras ortográficas (por vezes divergentes), preconizadas durante décadas por obras lexicográficas.

pub

Palavra do dia

re·tror·re·flec·tor |ètô|re·tror·re·fle·tor |ètô|re·tror·re·fle·tor |ètô|


(retro- + reflector)
adjectivo e nome masculino
adjetivo e nome masculino

Que ou aquilo que reflecte a radiação, geralmente a luz, de forma que os raios sejam paralelos aos raios incidentes, mas em sentido oposto (ex.: superfície retrorreflectora; o ciclista deve usar retrorreflectores).


• Grafia alterada pelo Acordo Ortográfico de 1990: retrorrefletor.
• Grafia anterior ao Acordo Ortográfico de 1990: retrorreflector.


• Grafia no Brasil: retrorrefletor.

• Grafia em Portugal: retrorreflector.
pub

Mais pesquisadas do dia



in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2021, https://dicionario.priberam.org/natal [consultado em 18-08-2022]